quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Egypt Chronicles (ou os mirabolantes táxis egipcios...)


Olá... Ou nem por isso.

Hoje vou falar-vos de algo fascinante... os táxis egipcios. Eu sei que já devem ter andado de táxi, eu já andei em vários locais, já dormi em vários, já tive problemas em fazer o motorista parar para eu ir esvaziar a bexiga, já tive taxistas que me pagaram um café, outros que não sabiam o caminho mas lá conseguiram dar com ele (4 horas depois), mas o Egipto tem taxistas que só visto.

Eu percebo... alguém que ganha a vida a conduzir naquele país, não pode bater bem da bola. Desculpem, mas não pode! E depois como eles ainda não devem ter começado com aquele programa de inspecção de veiculos automóveis, tudo o que tenha quatro rodas e seja passível de ser conduzido serve de táxi.
Como se isto não bastasse... Bom, hoje estou um pouco cansado e vou mesmo descrever os casos com taxistas no Egipto. :)

comecemos pelo primeiro que foi logo em Sharm el-sheikh... Tão a ver uma rotunda? E como temos de a contornar pelo lado correcto? Isso lá não existia. Rotundas era por onde desse mais jeito... mesmo que em sentido proibido! :\ E pior, isto não foi um acaso! Aconteceu sempre que passámos por rotundas em Sharm. :\

Seguindo para o segundo caso de taxistas, também em Sharm, entramos nós no táxi depois de termos conseguido mudar os voos para Luxor... vamos relativamente refastelados atrás quando o gajo para e diz que vem outro taxista... E veio mesmo! :| Mudaram de taxista a meio da corrida e o novo taxista ainda me tentou comer no preço.

Em luxor, o taxista tinha um táxi que... a única coisa que me vem à mente são aqueles peluches em forma de dragão que se vendem nas redondezas do Estádio do Dragão... Exactamente... peluche azul. O carro estava forrado a peluche!
Como se não bastasse, também este não podia ser normal e decidiu a meio da viagem parar o táxi para levar também um amigo juntamente conosco. :| Do mal o menos, o amigo era bem educado e disse bom dia. Pena que não tenha oferecido um bocado da bolacha que estava a comer. Na altura já tinha alguma fome.
E era o minimo que podiam fazer depois de terem entrado em sentido proibido com a maior da naturalidade.

Portanto minhas gentes... Andar de táxi no Egipto é mais um daqueles desportos radicais só comparável a atravessar ruas no Cairo.

E com isto termino as crónicas egipcias... :D

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Egypt Chronicles (ou uma espécie de story mix...)

Olá.
Estou agora num avião que treme e treme e treme... ainda bem que não serviram gelatina ou saladas com azeitonas senão ia ser um escalabro...
E pensei em rever as notas tiradas nesse inesquecivel dia 26 de Novembro de 2009 e dou por mim com episódios que são pequenos demais (ou a minha inspiração é curta) para fazer uma crónica só deles e vai daí decidi fazer uma amalgamate (amanhã vou comprar o segundo volume da Herman Enciclopédia) de histórias.

Começo pelo pormenor... giro acerca dos animais de estimação desta gente. Eu, já tive pássaros, um papagaio, uma tartaruga e a modos que adoptei o cãozito da minha vizinha por uns tempos como animal de estimação. Também já, outro dia interessante, fiz festinhas a tigres e peguei em cobras, mas depois de ver os animais de estimação dos egicpianos, fiquei pasmado.
Para começar, a galinha é um animal como outro qualquer e merece ter um sitio só para ela... e então, que melhor local para as guardar que numa mansarda? Pois... eu sei... também fiquei estupefacto. Claro está que num país onde raramente chove, uma mansarda é nada mais que a placa de cimento do tecto duma casa já que o telhado é caro e inútil demais para investir nele.

E depois indo a caminho do Vale dos Reis deparámo-nos com uma cena adorável... um momento muito... tipo... cãozinho da Scotex. :D Estava um dono preocupado a dar de beber ao seu crocodilo bebé. Era só ternura!! Abrir-lhe a boca e espetá-la debaixo da torneira para garantir que o seu bichinho não morria de sede... quem disse que os egipcios são uns animais? Por acaso sáo, mas só para o turista.

Fiquem bem.

domingo, fevereiro 21, 2010

Egypt Chronicles (ou a existência dum tuga onde quer que estejamos...)

Olá olá...

Sei que devem já estar fartas de tanto deitar abaixo dos Egipcios, pelo que hoje decidi variar um pouco o assunto e falar dos tugas que polulam pelo Egipto. :) Tipo, eu... LOL
Ora, devo admitir que encontrámos poucos tugas... à parte de mim, vimos mais 2 tugas. E que tugas.
Não, não era o Rui Veloso, nem o Saramago (azeeeeedoooo), eram sim dois gajos a que eu chamarei de Joaquim e António, ou mais afectuosamente de Toni e Quim.

Estávamos nós a passear pelo vale dos reis e eis que ouço uma palavra conhecida... na altura pareceu-me ter ouvido que estava calor. Estranhei, liguei o tuga-radar e lá detectei essa espécie que é o tuga viajante. Lá andava o duo dinâmico Toni e Quim a correr tudo quanto merecesse ser assunto de fotografia para uma foto a colocar atempadamente no hi5 (ou facebook... mas parece-me que eles eram mais de hi5).

A principio não lhes ligamos patavina. Convenhámos que para mim a J. era toda a companhia que queria e suspeito que ela seniria o mesmo em relação a mim, pelo que não me dei ao trabalho de tentar um contacto com eles. Mas quando já íamos no terceiro túmulo eis que surge a primeira pérola tuga das férias...
Vira-se o Toni para o Quim e solta um desabafo: "Foda-se, isto é tudo igual!!".
Pois, se dúvidas havia em relação à identidade deles... desfizeram-se logo logo. LOL

Nós rimos para dentro e continuámos o passeio, apesar de termos concordado completamente com a perspectiva deles discordando apenas no adjectivo qualificativo utilizado para definir o que estavam a ver.

Depois, enquanto fugiamos dos policias de turismo no templo de Hatsepshut verificámos, daí o pormenor de eu ter dito que andavam a recolher fotografias para o hi5, que eles estavam numa de sessão fotográfica de modelos. Ou seja, estava o quim lá encostado a uma estátua e ao rever a fotografia solta com um grave tom de desalento: "Ohhh, apanhaste-me a sacudir a mosca!"
E ao passar para a fotografia seguinte exprimiu ainda mais veemente o seu desagrado com a prestação fotográfica do Toni ao dizer: "Foda-se!!! Não apanhaste aquela cena!"

Devo, para veracidade do registo histórico, dizer que o Toni discordou do comentário do Quim acerca das suas fotografias e soltou um resmungo sobre querer apanhar o corpo todo.

Enfim... Pelo menos alegra-me saber que hoje a net está mais rica com fotografias desse duo fabulástico Toni e Quim. :) Enche-me de felicidade mesmo.
Quem tiver conta no hi5 que os procure, se faz favor!

sábado, fevereiro 13, 2010

Será um avião?
Será um pássaro?
Será uma vaca com asas?
Será o Super-homem?

Não, pelos vistos o blog vai ter um regresso...

Eu admito desde já que estou um cadito farto do aspecto disto. Este ar alaranjado é muito doente e com o HTML a chegar à versão 5.0, parece mal ter um blog com aspecto 1.5... :| lolol

Então aqui o vosso escritor favorito repensou e como recebi cerca de 10 queixas por causa do fecho da actividade deste mui nobre estabelecimento (aberto desde 2004), decidi voltar. Mas apenas porque eu uso o mail do Sapo e meter 10 enderecos de mail naquilo é coisa para demorar um dia. LOL

Para já tenho na carteira umas 3 crónicas avulsas sobre o Egipto e uma problemática sobre o meu fato de trabalho... Pois... nem mais... eu já não uso calcas... Mas isso fica para outro dia.
Reparo agora que também não falei de Mocambique. Mas sinceramente, pouco tempo passei em terra.

Ahhh, e agora estou num hotel. Como o Governo mudou as regras de compensacão... uma pessoa muda de estilo. :) Agora já não sou o tipo caseirinho que tem um apartamento em Okpo, mas sim o jovem executivo (tipo aquele filme do Clooney) que fica em hoteis. Desta vez estou no Samsung Hotel.

E pronto...

Vou só deixar uma musiquinha para uma pessoa especial. :)

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Crónicas da minha vida (ou o fim das crónicas???)

Ora bom, minhas gentes... reparo que pouca ou nenhuma gente comenta nisto... eh pá, e fico triste. Quer-se dizer... se existe uma vaga esperanca que isto dê, um dia, em livro... era boa ideia publicitarem e comentarem já que os comentários são importantes para as classificacões dos blogs.

Sendo assim, e depois de muitas ameacas... creio que está na altura de parar de escrever, aqui pelo menos, e enviar um mail às 4 ou 5 pessoas que iam comentando (apesar de até essas terem deixado de o fazer)...

A todas uma beijoca... :)

Se precisarem de mim... estou por Londres.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Dúvida existencial...

Acredito que toda a gente se divertiu imenso com estas crónicas do país dos faraós... no entanto, algo me atormenta. Eu explico.
Acham que se um egipcio lesse todas estas crónicas ficaria tão insultado como todo o nosso país ficou com a Maitê Proença???

Beijos e tal...

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Egypt Chronicles (ou o último dia por lá...)

Como tudo o que é bom acaba depressa, estes dias no Egipto (apesar de termos passado por vários pesadelos light) passaram tipo relâmpago. :(
Estávamos já tão fartos do Egipto, das pessoas, do lixo e de tudo o mais que decidimos ir visitar o, agora único, pulmão verde da cidade. Mais ou menos 1/4 do parque da cidade do Porto. Vivem cerca de 30 milhões no Cairo...

Estando já cansados, decidimos que um sitio bom para terminar em beleza as férias seria o parque de Al-Azhar que fica mesmo ao lado da mesquita principal (que tem o mesmo nome) e mais abaixo da Citadela.
Chegámos lá e soltamos o primeiro "Foda-se" de desalento. Era um dos únicos feriados islâmicos (aquele que leva meio Mundo a Meccah) e toda a gente decidiu ir passear para o parque. Logo o nosso descanso ia, inevitavelmente, ser perturbado. Mas adiante...
Lá chegámos, comprámos bilhete e entramos. Passeámos, vimos o verdadeiro aspecto de favela do Cairo e sentamo-nos num banquito para revermos os episódios giros das férias.
Estávamos já a refazermo-nos do choque de no dia seguinte termos de viajar e demos um abracito.

Estávamos a meio do dito e... tam tam tam tam... chega lá um guarda do parque a dizer que abraços entre pessoas de diferentes sexos não podia ser! :S
Sim, estávamos completamente vestidos, foi um abraço inocente, era Domingo, estavamos num sitio relativamente isolado já que dava para o parque infantil onde só podiam entrar crianças e pais. E este paspalho diz que não nos podemos abraçar.

Já entre homens, abraços, beijocas, andar de braço e mão dada é perfeitamente normal e nada nada reprovável! :S

Foi um choque, amigas!!! :S

Beijo para quem já andou num sleeper train! ;)

sábado, janeiro 02, 2010

Egypt Chronicles (ou a fantástica prestação de Ahmed, o Egiptólogo...)

Como vos contei há dias atrás, durante as visitas ao vale dos reis, colossos de Mémnon, Templo de Hatsepshut e com uma visitinha pela fábrica de alabastro do tio e duns túmulos para nos sacar umas esmolas para os primos, tivemos a presença do ilustre Egiptólogo Ahmed.
Um egipcio com arzinho de beto geek que no inicio parecia muito conhecedor da história egipcia ali dos lados de Luxor.
No entanto, chegados aos templos e atracções... o gajo demonstrou que ainda sabe menos que um filipino-americano que leu o guia do lonely planet para o vale dos reis. E claro... isto leva a discussões tipicas como quem é que está aqui enterrada?
Nefertari?
Nefertiti
Nefertari
Nefertiti...

E ainda me passei mais quando o gajo diz que estudou história egipcia na Universidade do Cairo e era incapaz de me explicar para que servia a merda do extintor no templo de Hatsepshut. :| Também não sabia muita coisa sobre os monumentos que estava a ver, mas tinha já dominado a arte de fugir às questões... duma forma muito rudimentar, é claro... mas escapava-se a questões, simplesmente por não nos acompanhar nas visitas aos monumentos. :|

Vá, não fiquem com má impressão do moço. Ele deu-nos uma informação valiosissima sobre os colossos de Mémnon.
Quando ele se vira para trás e diz:
- Antes, os colossos faziam um sonzinho tipo "ssssssssssssssssss"... Mas depois de restaurados não fazem o som.

Sim, era isso que eu queria mesmo ouvir! Algo que não sabia... e uma daquelas informações fantásticas que servem como desbloqueadores de conversa.

Do fundo do coração... obrigado Ahmed!

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Egypt Chronicles (ou uma pequena chamada de atenção...)

Vá... por esta altura tenho toda a gente invejosa destas marafabulásticas férias nesse país semi tropical que é o Egipto... mas não pensem que tudo foram rosas! De maneira nenhuma.
Vamos, tomar como exemplo o resort (creio que de 5 estrelas) onde ficámos... Para começar, estava no Egipto... logo, tivemos de lidar com os egipcianos. E introduzo aqui aquela que acho ser a designação correcta para os vulgos egipcios, uma vez que o verdadeiro egipcio é na realidade um cigano e como tal temos de juntar esse facto à designação do país. Assim sendo, egipciano!.

Depois, convenhámos que nos tentaram comer à saída... e não foi da melhor maneira, já que nos iam fazer pagar algo que estava já incluido nas milhas. Depois, ainda me lembro vivamente da temperatura da água nas piscinas (e do unijacto) e da quantidade de russos e russas que não fizeram topless na praia.
Mas aquilo que definitivamente me irritou foi mesmo ter um gajo a rebarbar uma merda qualquer à beira da piscina por volta das 2 da madrugada. E lembro-me distintamente da Jill dizer que eu tinha dito que era água das casas de banho a correr e de pensar para mim que era outra coisa qualquer... tipo um choro.
Até que a curiosidade levou-nos a melhor e fomos ver o que era à varanda... yeap... lá estava o fdp a rebarbar durante a noite! Panel... enfim,

Resta ainda aquela situação em que por muito pouco não me saltou a tampa para partir a boca a um cozinheiro no hotel... estávamos nós a passear pela sala de jantar a ver o que comer e reparámos num gajo que estava a grelhar vaca ou algo do género com um molho apetitoso ao lado... a Jill, inocente nestas andanças árabes e ainda não completamente vacinada contra árabes, pegou na colher do molho para meter no prato e eis que o cozinheiro se passa da cabeça e quase lhe acerta uma chapada.
Estava já eu a fazer aquela minha cara de Bruce Willis prestes a rebentar com um edificio de não sei quantos andares quando o gajo pede desculpa e diz que para ela, pode ser ele a meter o molho no prato...
Eu sou um tipo pacifico... e como tal deixei o moço. Mas para a próxima... nem faço cara de mau e entorno ali o caldo!!! :)

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Egypt Chronicles (ou os tratamentos de beleza egipcios...)

Para quem viu os filmes da Cleópatra, e vê aquelas bailarinas da dança do umbigo... aliás, ventre. Certamente que fica com a ideia que lá pelos egiptos existem centros de beleza fora de série onde se faz um cadito mais que umas masséges e uns scrubs.

Ora estando a passear ao lado do Nilo e sentindo já um desconforto na cara por causa da barba, vemos uma espécie de barco a boiar no Nilo que dizia "Beauty center", ou seja, centro de beleza.
A Jill ao ver o preço da manicure delirou (eram uns 3 euro) e acabamos por concordar que eu ia tirar o pêlo da cabeça e ela fazia a tão desejada manicure. Pois...

Ainda eu estava a aquecer o lugar no sofá da sala de espera, vejo-a entrar na sala do barbeiro com uma cara que nem sei explicar e um intenso cheiro a verniz da loja dos 300... ou seja, 12 libras egipcias.
Como ela parecia extasiada... lá fiz a minha cara de contente e tal e disse que estava quase a ir para a cadeira... quando ela desata a contar em que consistia a manicure.
"Chego lá... digo que só quero manicure e não quero pedicure e não é que vejo a gaja logo a abrir o frasco de verniz e a espetar-me com o verniz nas unhas?? É que nem as limpou... eu com as mãos todas porcas e com um verniz todo enfim... Só aqui!!!".

Eu ri-me... e comecei a temer porque... se elas não ligam muito à limpeza para as unhas... eu ia ter uma navalha ao pescoço!
Mas chegada a minha vez, sentei-me no assento e o gajo saca duma lâmina nova, águinha quentinha para fazer espuma e desata a espumar-me todo. Depois corta-me o pêlo com toda a delicadeza sem por vez alguma me cortar e ainda dá mais uma demão de espuma e lâmina para garantir que o trabalho ficava bem feito.
Para terminar ainda me cortou os pelos do nariz (coisa que nunca fiz) e sacudiu-me os pelos da camisola.

Conclusão, salões de beleza no Egipto só para homens. E mesmo assim não devem ser muito frequentados... LOL

Beijo para uma fã super especial... :)

sábado, dezembro 26, 2009

Egypt Chronicles (ou a falta de educação egipcia e o segundo momento de tensão das férias...)

Olá, olá.

Como prometido, cá está o post sobre a educação, ou falta da mesma, no Egipto.
Como viram, os comerciantes eram todos uns aldrabões, os taxistas igual (mesmo os que têm taximetro a correr) e as pessoas em geral nem se fala.
Começo por referir o facto que nenhum egipcio se dirige a mulheres. Ou seja, falar para uma mulher deve ser um crime qualquer que em toda e qualquer ocasião eles viravam-se sempre para mim e ignoravam liminarmente a Jill. :S

Depois falemos da tipica questão do Where are you from? que foi trocada por um olá. Ou seja, no Egipto ninguém cumprimenta um turista normalmente... apenas perguntam de onde somos e esperam que sejamos todos simpáticos.
Depois, os que prefiro são os que são muito simpáticos na rua... até que nos levam a uma loja do tio. E até dizem que a loja não é do tio (apesar de terem abraçado efusivamente o dono) mas sim do Governo e onde fazem o verdadeiro papiro. :| Haja pachorra.

Não nos esqueçamos também e principalmente, sobre fazer "ouvidos moucos" (orelhas surdas) ao que dizemos. Eu aprendi de propósito a dizer "La, Shukrán" (não, obrigado) para conseguir comunicar efectivamente com eles e tentar cortar o assédio ao minimo.
Não importa... mesmo dizendo que não queremos o que quer que eles estejam a oferecer, somos repetidamente bombardeados pela ladaínha dos cromos.
Ora no dia em que andávamos atrás das pashminas... houve um paspalho (com prai 1m60) que por 6 vezes e durante uma rua inteira me obrigou a dizer "La, shukrán" até ter desistido. E passada cerca de hora e meia, ainda de cabeça quente por causa do "insulto" a que me prestei ao tentar comprar uma pashmina, o paspalho tentou o mesmo truque comigo.

Eu disse uma vez "La, shukrán"... e da segunda vez, parei, virei-me para ele, fiz a minha cara de mafioso russo duro como granito que come pregos de aço ao pequeno almoço e numa pose nitidamente intimidante (eu tenho à vontade mais 20 cm que o gajo e chateado cresço uns adicionais 5cm) olhei-lhe nos olhos e berrei a plenos pulmões "LA, SHUKRÁN!!!!!".

Sim, eu perdi a calma! E quem me conhece, sabe que isso não é fácil de acontecer. Quem se divertiu imenso com isto foi a Jill. :| Não sei porquê. LOL

Ahh, e não nos esqueçamos que a falta de respeito Egipcia não é só para com os turistas... eles também roubam o negócio uns aos outros sem a mais pequena dor de alma. Simplesmente... faltam-me as palavras.

Posso também dizer que se segundo o Lui, os Brasileiros são gente de caga no cantinho... os Egipcios são os autênticos gente de caga na avenida. Isto porque enquanto passeavamos por Luxor deparámo-nos com uma cena... deplorável.
Vemos um gajo vestido com uma espécie de fato de macaco que acabava em saia, agarrado às grades que dão para o Nilo e a modos que a fazer força. Eu não liguei até que a Jill, de cara à banda me diz: "Viste aquilo???"
- Aquilo quê???
- Aquele gajo acaba de cagar na rua... mesmo no meio da rua à vista de toda a gente. :|
- Mas... mas... é meio dia... :S LOLOL inacreditável! :S

E esta, hein???

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Egypt Chronicles (ou um pedido do fundo do coração...)

Olá meninas.
Estão a gostar das crónicas? E que tal comentar?
Vá, hoje vou contar-vos mais uma história e pedir-vos um daqueles favores imensos que devem transmitir a toda a gente.
Ora, como bons turistas que somos decidimos ir ajudar a economia local comprando uns recuerdos. Ou seja, os miticos imans, postais, bandeira, com sorte um cachimbo de água e uns lenços. Os vulgos Pashmina.

Ora, aproveitámos para fazer isto tanto em Luxor como no Cairo e o resultado foi o mesmo. Um fracasso e frustração tremendos.
Avisados que os vendedores por lá são do mais aldrabão que algum dia conheceríamos, nunca confiámos no preço que nos davam. Ora um lenço que segundo o gajo custava 75 libras, após meia hora de conversa já vinha por 15 e eu continuo a acreditar que o real valor do mesmo eram 5.
Eu teria dado o dobro na boa, compreendo que a vida deles seja dura com tanta concorrência mas por favor... estamos a falar duma burla!!!
Quando o gajo chegava aos 15... já eu estava farto de falar com ele e virava costas uma vez que, ao fazer negócio com um burlão ia estar a perpectuar o fenómeno.
Mas os gajos tentavam de tudo mesmo para enganar. Desde fazer o tipico truque do deslumbramento em que mostram tudo e mais alguma coisa e forçam a pessoa a escolher uma peça, até tentarem tirar-nos a peça das mãos para "meter num saco", não sem antes trocarem por pechisbeque.

Houve um, e este deixou-me severamente irritado (como irão ver no próximo post) que disse que os lenços que são anunciados a 5 libras não eram iguais a este que ele por especial favor baixou o preço de 45 para 20 libras. E disse-nos!!! Assegurou-nos que o material desses lenços era sintético e que ele também tinha desses lenços à venda e que nos mostrava para compararmos...
Ele saca dum lenço, dentro dum saco plástico... e diz-nos para comparar o material... mas sem tirar o lenço do saco! Eu ri-me... senti-me profundamente insultado e saí da loja sem comprar nada, com os gajos aos berros e atrás de mim para negociar mais um cadito. Não lhe liguei puto e abandonámo-lo lá.

Por isso peço-vos viajantes deste Mundo, se forem ao Egipto. Não comprem nada a esses FDP. Vamos ensinar-lhes umas lições de boas maneiras! Acredito que quando não houver como meter comida na mesa eles sejam um pouquinho mais honestos! ;)

Beijos para quem conseguiu comprar uma pashmina por um preço justo. Tipo... 5 libras egipcias.

P.S.: Vai haver uma pausa para o Natal... :D Os posts voltam brevemente.

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Egypt Chronicles (ou o dia no museu egipcio...)

Eu como aficionado dos museus... principalmente daqueles bons, ao ir ao Egipto estava já em pulgas para ver o Museu Egipcio. É que, aquele é tão somente o melhor museu do Mundo no que toca à civilização Egipcia.
Seguido de perto, ao contrário do que a maior parte do Mundo julga, pelo museu Egipcio de Turim na Itália e não pelo British Museum (que hei-de ver em breve...).
Lá chegado, reparo com hordas de turistas a tentar entrar. Bom, isto já eu esperava...

Depois de passar pelo detector de metais (que apitou como louco e ninguém ligou) e passar o saco da máquina pelo raio-X, lá fui comprar o bilhete. Um pouco caro... quase 8 euro!!!

Tive também de deixar o meu maquinão numa cabana lá ao lado porque não deixam entrar máquinas fotográficas lá dentro (só depois percebi porquê).

Depois de tudo nos trinques... lá vou eu todo pimpão... e depois de passar por mais um detector de metais (que ninguém ligou) entrei no Museu!
Toda aquela expectativa de visitá-lo cedo se transformou numa desilusão já que o museu mais parece, e acreditem que estou a tentar ser o mais justo possivel, um armazém!
Eu lembro-me dos museus de Londres que, apesar de não estarem a abarrotar de objectos têm uma sequência lógica e mostram exactamente o que queremos saber. Aquele não.
Tem algumas peças com indicação do que são, outras sem indicação nenhuma e outras que têm tão somente um número. :|

Eu andava por lá perdido e só mesmo por acaso dei com as jóias do Tutankhamon que, incrivelmente, estavam bem guardadas e apresentadas decentemente para o turista ver.
Ahh, e não nos esqueçamos dos homens da manutenção. O museu é de tal forma grande que necessita de muita manutenção... ou seja, de alguém que limpe o pó que entra da rua (porque também não vi lá ares condicionados, mas muitas janelas abertas).
Então estamos ali a ver uma esfinge em mármore ou uma mesa sacrificial e anda um cromito com um fato de macaco e pano de limpeza a esfregar as pedras.
Digam-me lá o que pensariam vocês! :S

Ahhh, algo giro é que não se paga para ver sarcófagos... mas para ver as múmias paga-se e bem! :S Eu depois de ver uma tipa sair de lá desmaiada, achei melhor nem me chatear.
Não fosse a Jill desmaiar e magoar-se! :S

Ou pior... desmaiar eu e ninguém conseguir pegar em mim. :|

sábado, dezembro 19, 2009

Egypt Chronicles (ou a revolução do uni...)

Aposto que ficaram baralhadas com o título deste post.
Eu explico.
No Egipto assisti, juntamente com a minha companheira de aventura, a algo que é inovador e... enfim, para uma sociedade tão atrasada como aquela, uma realidade.
Estou a falar do fenómeno uni.

Isto é... no primeiro dia que lá cheguei, enquanto procurava onde comer, encontrei um sueco (que me contou uma anedota fenomenal sobre noruegueses) que estava na minha pousada e que me mostrou o sitio da moda lá na zona onde estávamos hospedados.
Ele gabou o sitio duma forma excepcional e eu, cheio de curiosidade, lá fui experimentar. Quando lá cheguei é que percebi o motivo da excitação.
Certamente que todas vocês já estiveram num restaurante, daqueles mesmo bons bons... e nem sabiam o que comer tal era a escolha.
Pois, isso felizmente não acontecia ali. E não acontecia porque apenas havia uma única escolha a fazer no que toca à comida. A escolha não era relativa ao que se ia comer, mas sim à quantidade.
Ou seja, podíamos comer uma quantidade pequena, média ou grande da mesma mistela. A mistela é que era sempre a mesma. Ou seja, uma mistura de massas, lentilhas, arroz, grão-de-bico, molho de tomate e umas cenas castanhas que julgo ser cebola frita. :S
Chamámos aquele sitio "Uniprato".

Chegados ao resort demos com aquela banheira de jactos que também só tinha um jacto... bom, esta era a banheira unijacto.

E finalmente, em Luxor demos um passeio pelo museu da mumificação, que era creio eu, o único museu do mundo unisala. Ou seja, só tinha uma sala! E não era grande! :S
Aqui neste museu, fiquei mais uma vez estupefacto com um dos artigos da exposição.

Então não é que eles tinham lá um pato mumificado???
Por favor, não se exaltem... Eu também acho a arte de mumificar algo de extraordinário. Mas para os Egipcios que viveram no tempo dos faraós!!! Não em 1942 quando o Mundo andava todo às turras com os alemães e japoneses!
Sim, em 1942 houve um cromo que estava em casa sem nada que fazer e em vez de fazer um belo arrozinho de pato, decidiu mumificá-lo! Acham isto normal???
Acham que ele estaria a praticar para depois poder trabalhar à vontade nos mortos da II grande guerra?

Ainda hoje não sei. :S

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Egypt Chronicles (ou uma dissertação sobre o antigo povo egipcío...)


Aposto que ainda estão a pensar quão malvada será a minha vingança para fazer com que um pobre egipcío andasse atrás de mim a pedir perdão... pois, bem me parecia. Ficam a saber que o tempo resolve a maior parte das questões de vingança por nós pelo que eu, como preguiçoso que sou, não teria mexido uma palha (prolongando assim o tormento do homem ;) )

Mas no final da estadia em Sharm... e atenção, eu adorei Sharm, vá... adorei a praia do resort e o facto de não ter feito nada durante 3 dias com uma bela companhia. Tudo bem que a água da piscina era fria... e que a água quente da banheira de imersão era fria... e que os jactos na mesma banheira eram, como tanta coisa naquele país, uni ou seja, só havia um jacto. Tudo bem que havia mais sinais em russo que em inglês e que a comida era toda de buffet e cara para a qualidade que tinha. Mas a realidade é que foram dias divertidissimos e convenhámos que ficar num resort daqueles pelo preço de 2 jantares, uma água e uma coca-cola não é dispiciendo! LOL

Mas ao ir para o aeroporto de Sharm em direcção a Luxor deparámo-nos com algo que ainda hoje me atormenta o espirito.
Eu já vi as pirâmides... já vi os templos de Luxor e Karnak, já vi os túmulos no Vale dos Reis, o museu Egipcío (vai haver um post sobre isto...) e as jóias do Tutankhamon e fiquei, apesar de estar severamente enojado na altura, fascinado com a grandiosidade de tudo aquilo e quão avançada seria a civilização da altura que conseguiu à custa de mãos humanas contruir semelhantes monumentos.
E eis que chegados ao aeroporto de Sharm, deparámo-nos com uma civilização que não consegue sequer fazer um check-in. Check-in é nada mais, nada menos que o acto de verificar os bilhetes das pessoas e metê-los num avião! Nada mais...
O simples acto de colocar um bloco de pedra dos que constituem as pirâmides (pode até ser um da base) envolve mais esforço, tempo, dificuldade, planeamento, tecnologia e inteligência que meter meia dúzia de caramelos num avião.
E mesmo assim, milénios depois da construção das pirâmides, a civilização que as construiu não encontra gente para fazer um chek-in normalmente.

Isto sim é triste!!!

terça-feira, dezembro 15, 2009

Egypt Chronicles (ou o tique mais FDP que já "vi" na minha vida...)

Como vos tinha dito no último post, fomos para a praia... e reparo agora que não apresentei a minha companhia... Como eu não sou de fazer publicidade nem tão pouco lhe perguntei se podia divulgar o nome (e cara) dela, vamos tratá-la por Jill. Eu gosto do nome Jill, é curtinho e muito internacional já que existem imensos países que usam esse nome. :)

Ora passámos um dia excelente a apanhar solzinho na praia, a ouvir o paspalho da massége e eis que ao sairmos (quando a praia estava deserta e o dia... já quase não era dia) um cromito vem ter conosco e pergunta onde estamos.
Eu digo que estamos hospedados no Radisson e o gajo passa-se!! Tipo... passado dos cornos mesmo! Que nós tínhamos passado o dia todo na praia do hotel dele e que não era o Radisson e que tinhamos de pagar para estar naquela praia, etc, etc.

Eu, como gajo viajado e relativamente habituado a lidar com idiotas (convenhámos que a praia não chegou a ter 50% de ocupação o dia todo), lá pedi desculpa pelo sucedido e dissemos que a praia não estava claramente marcada e como tal cometemos este erro que não se voltaria a repetir nos dias seguintes.
O gajo pareceu gostar disto... explicou, ainda que um pouco exaltado, que no dia seguinte iamos pagar 100 euro se lá fôssemos no dia seguinte. Para vos ser sincero... eu até teria ido no dia seguinte com os 100 euro trocadinhos no bolso e garanto-vos que no final do dia o homenzinho ia estar prestes a cometer suícidio tal tinha sido o efeito da minha presença na praia dele (tudo devido às minhas exigências e criticas).
Mas eu estava acompanhado e não quis enervar ainda mais a Jill que, felizarda, não lida com anormais e paspalhos quase diariamente como eu e estava já a ficar enervadita.

Nisto quando já caminhávamos calmamente para o nosso lado... o gajo passa-se ainda mais e solta uma frase duma forma simplesmente grosseira. Perguntam vocês que frase foi...
Cá está.

Where are you from??? (de onde são?)

Eu, pela maneira como a frase foi dita... mudei de atitude! E disse que ele não precisava de saber nada disso e continuei o meu caminho.
O gajo levou aquilo a mal e foi a correr para a nossa beira a tentar sacar a resposta a custo e eis que surge o primeiro momento de tensão das férias...
Ele continua a perguntar a mesma pergunta e a Jill passa-se e atira-lhe a mesma pergunta. :S

Isto foi inacreditável... eu estava ao lado e não sabia se havia de rir ou de aproveitar o espanto na cara do gajo para lhe espetar um gancho de direita que lhe partiria o queixo. A cara dele estava vermelha sem perceber porque lhe tinham perguntado a origem dele... e ele ao atirar a mesma pergunta à Jill, ela atira a resposta anterior e aqulo mais parecia um jogo de ténis em que a bola era a frase "Where are you from?".

Eu por esta altura, tentava disfarçar o riso... LOL Abandonámos a praia enquanto o homenzinho foi tentar pedir o dinheiro aos trabalhadores do Radisson que devem ter metido algum senso na cabeça do paspalho e avisado que muita da máfia russa passa ali as férias e que se ele não quisesse acordar com os tintins num frasquinho ao lado da cama devia era calar-se...
Imagino se ele soubesse quem eu era... :| Bom, ainda bem que não sabia senão ainda o tinha atrás de mim a pedir-me perdão. :S

Fica um beijito para a Jill que aprendeu ali uma bela lição. Nunca dar importância a idiotas. Muitas vezes é isso que eles querem.

sábado, dezembro 12, 2009

Egypt Chronicles (ou o mercado de trabalho Egipcio...)

Olá, olá fãs dedicadas...

Tenho a dizer-vos que... esta visita ao Egipto me marcou. Tudo bem que vocês já saibam isto, mas... a verdade é que me marcou em todos os niveis. Mesmo ao nivel profissional. Vá, assim não é justo... eu explico.
Estávamos nós a passear pelo vale dos Reis... que, a não ser que tenha o túmulo do Tutankhamon aberto é uma séria desilusão. Por favor, não me levem a mal. Mas, ir para o meio do deserto ver uns túneis cobertos de hieróglifos não é o meu sonho molhado e dispensava bem isso. Mas pronto... turista que se chame de turista tem de o fazer e lá fomos com o nosso guia Ahmed (ou algo parecido... um famoso egiptólogo do qual falarei mais à frente) ver o vale dos reis.

E nisto a minha fiel companheira de viagem, e gozo, decidiu ir ao WC e foi quando reparámos num... emprego, ou carreira mesmo, muito egipcia. Eu não sei qual é a designação oficial daquele trabalho, mas demo-nos ao trabalho de pensar num nome e o que surgiu foi "distribuidor de papel higiénico". Porque a realidade é mesmo essa... ele nada mais fazia que estar ali sentadinho com a sua espingarda ao colo a distribuir papel higiénico aos necessitados. :|

E eu fiquei a pensar... como é que se alicia uma pessoa para fazer este trabalho? Ahhh e tal... é um trabalho simples e muito compensador... com muito contacto humano e que não exige esforço fisico (ou mental...). Será que é um daqueles empregos com remuneracão por objectivos? Tipo... "se nos poupares 3 rolos de papel higiénico por semana, levas os rolos para casa."?
E ainda mais importante, será que alguém tem, lá no fundo o secreto desejo de estar a distribuir papel higiénico?

Outra dúvida que o meu cérebro fez o favor de se lembrar foi, mas porque carga de água eles distribuem papel? Será assim tão caro? Não deve ser, já que eles desinfectavam os tampos das sanitas com combustivel (gasolina, creio. Podem perguntar à Jill).
Ou será uma medida ambiental tipo aquela cena há uns anos da Sheryl Crow incentivar as pessoas a limpar o traseiro com uma folha de papel higiénico? Aproveito para deixar aqui uma mensagem à Sheryl e dizer-lhe que para isso, mais valia lavar com águinha tépida e secar com um secador de cabelo... Mas só se as centrais eléctricas forem de energias renováveis.

É que duvido que o fantástico povo do Egipto fosse capaz de roubar papel higiénico das casas de banho... já os tugas... é outra história.

E assim vos deixei com mais uma faceta desse país tão... é melhor ficar caladinho. :|

Beijo para as fãs...

P.S.: Houve alterações na tabela de fãs, eu estou ainda a ver se ponho aquilo tudo em ordem.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Egypt Chronicles (ou o fim de semana em Sharm el-Sheikh...)

Como vocêsas sabem... eu viajo muito. E então lá vou juntando milhas... para quem não sabe, milhas são tipo os pontos do Cartão BP ou da GALP. Mas que em vez de trocar por batedeiras e termómetros sem mercúrio, dá para trocar por coisas mais interessantes. Artigos de luxo, viagens de avião, aluguer de carros e estadias em hotéis. :)
Ora sabendo disso, e tendo em conta que desta vez ia acompanhado, decidi gastar umas poucas de milhas num fim de semana no Radisson de Sharm el-Sheikh...

Lá chegados, fomos extremamente bem recebidos com um suminho (não alcoólico) e uma toalhinha molhada fria. Eu estranhei... afinal de contas, estava vento lá fora.
Depois fomos escoltados num carrinho de golfe até ao quarto que não sendo o melhor onde já estive era bastante aceitável e com uma vista deliciosa para a piscina.

Depois, claro está que fomos a correr para a praia ver o Mar Vermelho.

Podia ficar aqui a contar como tudo é lindo e perfeito, etc, etc... mas vocês gostam mesmo é de peripécias e este, mesmo sendo um resort fechado, também teve das suas. :)
As primeiras que merecem ser contadas ocorreram logo na sexta feira.
Descemos até à areia e ao ver que a praia estava completamente cheia fomos deslizando para a direita até encontrarmos um sitio para nos deitarmos e demos com outra praia vazia.
Lá nos deitamos e ficamos a secar ao solzinho quando nos apareceu o primeiro cromo do dia. Este era um daqueles angariadores para os SPAs do hotel e minhas amigas... o tipo fartava-se de falar dum tal dum tratamento chamado "massége".
Mais tarde percebi que o tratamento era na realidade uma massagem, mas que me diverti imenso a pensar o que seria a massége... isso diverti! :) O gajo tinha masséges e tratamentos para todos os gostos. E depois dava para fazermos um mix por nós próprios...

A dada altura o gajo tinha já um mix do género: massagem desportiva, scrub de café(scrub é basicamente rasparem-nos o lixo do corpo), scrub de côco, máscara facial, reflexologia, aromaterapia e creio que mais um... tudo isto numa hora e meia.
Ele não conseguiu explicar-me a que é que cheiraria no final do tratamento, mas pelas misturas que ele falou não deveria cheirar muito bem. :S
Também não percebi como se faz tanta coisa numa hora e meia, mas acho que a cabeça dele ainda estava a tentar, qual perfumista, juntar os cheiros dos tratamentos.

E foi assim o nosso primeiro encontro de terceiro grau com a realidade egipcía. :S

Não percam o próximo episódio que é hilariante!!! :D

domingo, dezembro 06, 2009

Egypt Chronicles (ou o inicio das crónicas desse país fantástico...)

Pois é, eu fui ao Egipto e como em todas as viagens, também esta começou com um passo. O passo, claro está, foi mesmo ir para o aeroporto e apanhar o voo, Porto - Madrid - Cairo. E começou aqui o suplicio...
A viagem até Madrid não é de todo desagradável, mas chegados a Madrid enfiam-me num avião que para o descrever a única imagem que me vem à cabeça é mesmo aquela das pessoas a dormir naqueles beliches de madeira nos campos de concentração... Sim, exactamente. É que naqueles assentos, mexer só mesmo os olhinhos e para alguns as orelhas.
Aproveito para dizer que o voo era da Iberia... Fiquem avisados.

Lá chegado, tinha um gajo à minha espera para me levar à pousada e aqueles 45 minutos do aeroporto à baixa cairense deviam ter sido aviso suficiente... Porque tudo estava sujo, a cair de podre, as pessoas conduziam como loucas... aliás, pior que loucas. Tenho a certeza que muita gente foge dos seus países para não serem internadas em manicómios e para onde é que vão? Onde? Exacto... Cairo! :)

Ahh, de notar também que lá, no Egipto, ninguém liga as lâmpadas para conduzir. Isso mesmo... anda tudo às escuras em ruas que pouca ou nenhuma iluminação têm. Eu tenho teorias sobre isto. A primeira é que se toda a gente ligasse as lâmpadas dos carros à noite, isso apareceria nas fotografias de satélite e depois ao comparar, por exemplo, Paris ao Cairo... o Cairo passaria a chamar-se cidade-luz. Coisa que... só olhando para as fotos de satélite é que seria possivel tal é a sujidade que paira pelo Cairo. Não acreditam??? As minhas camisolas brancas eram beges quando cheguei a casa. :|
A outra teoria é que como os principais instrumentos de condução no Cairo são a buzina e os "máximos", eles preferem andar às escuras para não irem gastando as lâmpadas nem queimando as ópticas e para quando decidirem flashar alguém com os máximos o efeito ser o mais encandeador possivel. Afinal de contas, o Cairo tem poucos acidentes e os bate-chapas também precisam de ganhar a vida... que a julgar pelo estado dos carros no Cairo, é uma vida pobre já que ninguém repara as amolgadelas. :S

Para terminar... deixo-vos uma noticia tuga. Adoro ser surpreendido. E quando pensava que o pior aeroporto do Mundo era o famigerado e odiado Charles de Gaulle em Paris, deparo-me com o aeroporto de Lisboa. Este sim é sem dúvida alguma o pior aeroporto da Europa. E eu já vi uns poucos para poder fazer esta afirmação. Até o aeroporto do Cairo é melhor que aquela, perdoem-me a expressão, merda!
Percebo agora a angústia do Governo perante o impasse na construção do novo aeroporto e deixo desde já a minha dica.
Ponham os voos todos que param em Lisboa no Porto e Faro... e depois... bom... arrasem com aquilo duma ponta à outra e façam um aeroporto a sério!!!
Se tiverem de despejar meia dúzia de lisboetas de suas casas para terem mais espaço, façam-no sem problemas. Sigam o exemplo da China que "despejou" uma cidade inteira para construir o novo aeroporto de Beijing (que é muito melhor que o de Lisboa) ou então o exemplo do Egipto que vai arrasar Luxor para procurar mais túmulos de faraós que estejam escondidos por lá. :S LOL

Agora... vamos mas é dormir um cadito.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Mocambique Chronicles (nem tenho palavras para meter aqui...)

Meninas... não desesperem.

Eu estou ocupadito com o trabalho (a trabalhar umas 16 horas por dia para sacar um belo dum subsidio de Natal) e tenho a dizer-vos que Mocambique me surpreendeu... Pela beleza natural aqui em Pemba... e pelo atraso de vida que é.

Ok, agora fui injusto! Isto é um atraso de vida para quem está aqui a trabalhar. Passar férias por cá deve ser muito bom!! ;)

Quando tiver tempo, meto as histórias do Egipto. :)

Beijo para uma fã em particular... ela sabe quem é. ;)