London Chronicles (ou como certas coisas em Portugal davam jeito aqui...)
Olá povo.
Cá estou em casa a gozar este fabulástico Verão Inglês (sim, estou a ser sarcástico... extremamente sarcástico!!!) e a pensar numas obrinhas necessárias aqui por casa. E se há algo que me deixa lixado é encontrar pessoas capazes de executar certos serviços aqui em Londres.
Em Portugal, existe um site relativamente novo que nos permite pedir orçamentos quase imediatamente sem ter de lidar com malta de vendas...
Ora dêem lá uma vista de olhos:
Site de orçamentos.
Mas aqui não há nada e eu à procura de empresas que arranjem soalhos.
Sim já procurei pela net, mas das duas uma, ou as pessoas não estão muito interessadas em trabalhar, ou estão super ocupadas, ou desperdiçaram imenso dinheiro a construir um site com uma morada de email à qual não ligam puto.
Eu tenho a nítida sensação que é a última hipótese. Mas pronto... assim vai a busca por um taqueiro com mão para o verniz para dar um jeitinho aqui no meu chão.
P.S.: Se conhecerem alguém que faça esse serviço e venha de férias a Londres, digam-lhes para me contactar. eh eh eh
sábado, julho 09, 2011
quinta-feira, julho 07, 2011
Singapore Chronicles (já voei no A380...)
Olá povo.
Estou por casa. E está a chover.
Mas hoje vou contar-vos sobre aquele Mega avião que é o A380. Ver foto em baixo.
Ora então, sempre que vejo este avião, lembro-me duma anedota do Herman José (para quem sabe quem é o Herman José, sim ele lançou um livro de anedotas há uns 20 e tal anos) sobre um mega avião.
Eu não me lembro exactamente do conteúdo da anedota, mas era algo como:
"No voo inaugural do primeiro mega avião, o piloto decide dar as boas vindas aos passageiros com o seguinte anúncio pelo altifalante:
- Bom dia senhoras e senhores. Quero desejar-vos as boas vindas ao voo inaugural do maior e mais avançado avião alguma vez construído. Este avião é uma pérola da tecnologia com motores Rolls Royce de última geração com uma potência nunca vista. Este avião tem também o recorde de capacidade e actualmente a bordo temos 500 passageiros, um restaurante brasileiro com assadores para o rodízio, um restaurante Japonês, uma discoteca, um salão de baile com um palco e uma banda. Temos também várias casas de banho com chuveiros para quem quiser chegar fresquinho ao destino.
Quero por último pedir-vos que comecem a rezar para ver se conseguimos levantar voo com esta merda toda a bordo."
E é exactamente isto que este voo me lembra. O voo leva 471 pessoas sentadas, mais a tripulação e é uma coisa gigante mesmo. Se acham que as asas dos aviões normais abanam muito, estas nem se fala.
Mas relativamente ao avião, tenho a dizer que tem os seus pontos fortes. O espaço, pelo menos neste da Singapore Airlines, é muito bom. Quer em business, quer em economia, o espaço é amplo.
Outra coisa interessante neste avião é que não existe propriamente a Primeira classe. Em vez disso, existem suites. Sim... quartos privados no avião. Não imagino quanto custará um quarto desses, mas é caro de certeza. No entanto, se houver quem queira entrar no Mile High, esta é a forma mais segura de o fazer.
Agora se há algo que falhou aqui é o número de casas de banho. Que a julgar pelo número de pessoas a bordo era diminuto. Eu lembro-me que noutros voos, tipo um 747 da Lufthansa, havia uma parte do porão com 6 casas de banho, fora as normais que estão no piso das cadeiras. Esta tem mesmo muito poucas. :(
Enfim, ainda assim, não foi muito mau. Não deixa de ser uma viagem de avião, né?
Olá povo.
Estou por casa. E está a chover.
Mas hoje vou contar-vos sobre aquele Mega avião que é o A380. Ver foto em baixo.
Ora então, sempre que vejo este avião, lembro-me duma anedota do Herman José (para quem sabe quem é o Herman José, sim ele lançou um livro de anedotas há uns 20 e tal anos) sobre um mega avião.
Eu não me lembro exactamente do conteúdo da anedota, mas era algo como:
"No voo inaugural do primeiro mega avião, o piloto decide dar as boas vindas aos passageiros com o seguinte anúncio pelo altifalante:
- Bom dia senhoras e senhores. Quero desejar-vos as boas vindas ao voo inaugural do maior e mais avançado avião alguma vez construído. Este avião é uma pérola da tecnologia com motores Rolls Royce de última geração com uma potência nunca vista. Este avião tem também o recorde de capacidade e actualmente a bordo temos 500 passageiros, um restaurante brasileiro com assadores para o rodízio, um restaurante Japonês, uma discoteca, um salão de baile com um palco e uma banda. Temos também várias casas de banho com chuveiros para quem quiser chegar fresquinho ao destino.
Quero por último pedir-vos que comecem a rezar para ver se conseguimos levantar voo com esta merda toda a bordo."
E é exactamente isto que este voo me lembra. O voo leva 471 pessoas sentadas, mais a tripulação e é uma coisa gigante mesmo. Se acham que as asas dos aviões normais abanam muito, estas nem se fala.
Mas relativamente ao avião, tenho a dizer que tem os seus pontos fortes. O espaço, pelo menos neste da Singapore Airlines, é muito bom. Quer em business, quer em economia, o espaço é amplo.
Outra coisa interessante neste avião é que não existe propriamente a Primeira classe. Em vez disso, existem suites. Sim... quartos privados no avião. Não imagino quanto custará um quarto desses, mas é caro de certeza. No entanto, se houver quem queira entrar no Mile High, esta é a forma mais segura de o fazer.
Agora se há algo que falhou aqui é o número de casas de banho. Que a julgar pelo número de pessoas a bordo era diminuto. Eu lembro-me que noutros voos, tipo um 747 da Lufthansa, havia uma parte do porão com 6 casas de banho, fora as normais que estão no piso das cadeiras. Esta tem mesmo muito poucas. :(
Enfim, ainda assim, não foi muito mau. Não deixa de ser uma viagem de avião, né?
segunda-feira, julho 04, 2011
Olá minhas gentes.
Tenho antes de mais a confirmar que os ensaios para o dia de Singapura correm como esperado e o fogo de artíficio está muito mais sincronizado. Muito melhor. Daqui a um mês devo ir de propósito ver o resultado dos ensaios... Talvez encontre o presidente e lhe pergunte como é que ele consegue justificar os gastos. LOL
Adiante, hoje estou aqui para reportar algo super estranho.
Certamente que muitos de vocês já estiveram em hóteis e se há algo que costuma haver pouco em quartos de hotel são tomadas de parede. Eu lembro-me aqui há uns anos atrás em Manchester que para carregar o portátil num dos quartos, tive de o ligar na casa de banho. Ok, a casa de banho era um pouco convoluída com o quarto, mas ainda era casa de banho.
Aqui em Singapura não tenho tantos problemas quanto ao número de tomadas, mas sim quanto ao tipo. Como sabem eu vivo em Inglaterra... e então, já todos ou quase todos os meus equipamentos eléctricos têm uma ficha daquelas inglesas. Tá certo que tenho adaptadores em muitas coisas, mas se há algo que é genuinamente inglês é a minha maquininha de aparar o pêlo.
E então não é que em todo o lado onde vou (seja em Singapura, Escócia, África do Sul, Portugal ou até mesmo em minha casa) a tomada que está na casa de banho é uma simples tomada que dá para fichas europeias e americanas. Fichas de bife não existem! Dá para acreditar nisto?
Ora vejam as tomadas que refiro:
Depois ainda fiquei a pensar se as ex-colónias não farão isto de propósito... mas já é abusar com teorias da conspiracão.
Fiquem bem, bebam muita água (como dizia um médico da Eurospuma) e gozem as férias.
sábado, julho 02, 2011
Singapore Chronicles (ou como me habituei a conduzir do lado errado...)
Ora viva de novo.
Estou a tentar... tentar... tentar... manter isto vivo, mas tem sido difícil. Não existe muito de novo aqui por Singapura.
No entanto, tenho para vos contar algo que muita gente imagina, mas que poucos terão experimentado.
CONDUZIR DO LADO ERRADO DA ESTRADA!!!
Antes de mais, devo dizer que eu sempre tive um jeito natural para isto. O meu pai sempre me disse que eu conduzia como os ingleses... sempre do lado direito. Pelo que isto possa ser mais fácil para mim, do que para outros.
Antes de mais, vou também esclarecer duma vez por todas as típicas dúvidas que toda a gente tem.
Os controlos do carro não são espelhados, ou seja, o pé direito controla o travão e acelerador, o esquerdo a embraiagem (quando não é automático como aqui).
A caixa de velocidades também funciona da mesma maneira que nos países normais. Ou seja, a primeira é engrenada com a manete para o lado esquerdo do carro (quando não é automático como aqui).
E tenho a dizer que me tenho saído bem. Além de já ter conduzido aqui antes e de também já ter conduzido na Escócia e Malta, isto não é tão difícil assim tirando um pequeno pormenor...
Tudo bem que não tenho mudanças a meter nem engrenagens para mudar, mas se há algo que não atino é com o raio do pisca. Ou seja, sempre que vou dar um pisca, salta-me a escova do pára-brisas porque, incrivelmente, me enganei de novo no lado do pisca. Ainda mais estranho é que nos carros "normais" o pisca está do mesmo lado do condutor.
Enfim... pormenores.
Ahhh, se quiserem saber, alugar um Lamborghini Murciélago aqui em Singapura fica à volta de 15000 euros por dia. :)
Ora viva de novo.
Estou a tentar... tentar... tentar... manter isto vivo, mas tem sido difícil. Não existe muito de novo aqui por Singapura.
No entanto, tenho para vos contar algo que muita gente imagina, mas que poucos terão experimentado.
CONDUZIR DO LADO ERRADO DA ESTRADA!!!
Antes de mais, devo dizer que eu sempre tive um jeito natural para isto. O meu pai sempre me disse que eu conduzia como os ingleses... sempre do lado direito. Pelo que isto possa ser mais fácil para mim, do que para outros.
Antes de mais, vou também esclarecer duma vez por todas as típicas dúvidas que toda a gente tem.
Os controlos do carro não são espelhados, ou seja, o pé direito controla o travão e acelerador, o esquerdo a embraiagem (quando não é automático como aqui).
A caixa de velocidades também funciona da mesma maneira que nos países normais. Ou seja, a primeira é engrenada com a manete para o lado esquerdo do carro (quando não é automático como aqui).
E tenho a dizer que me tenho saído bem. Além de já ter conduzido aqui antes e de também já ter conduzido na Escócia e Malta, isto não é tão difícil assim tirando um pequeno pormenor...
Tudo bem que não tenho mudanças a meter nem engrenagens para mudar, mas se há algo que não atino é com o raio do pisca. Ou seja, sempre que vou dar um pisca, salta-me a escova do pára-brisas porque, incrivelmente, me enganei de novo no lado do pisca. Ainda mais estranho é que nos carros "normais" o pisca está do mesmo lado do condutor.
Enfim... pormenores.
Ahhh, se quiserem saber, alugar um Lamborghini Murciélago aqui em Singapura fica à volta de 15000 euros por dia. :)
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Singapura
quinta-feira, junho 30, 2011
Vende-se iPhone 4 (branco ou preto, é à escolha do freguês...)
Olá povo.
Estava eu a falar no meu aniversário com uma amiga minha (a A. para os curiosos) sobre ver um telemóvel engraçado e barato aqui por Singapura (ao contrário de outras pessoas, tipo o N, ela tem expectativas reais) para o seu macho e dei por mim a ver iPhones.
Então, eis o meu espanto quando reparo nisto:
Apple iPhone 4 preto 32Gb na FNAC livre de operador - 999€
http://www.fnac.pt/Apple-iPhone-4-32GB-Preto-Telemovel-Telemovel/a363573?PID=22922
Apple iPhone 4 preto 32Gb na Apple Store de Singapura - 1048 SGD
http://store.apple.com/sg/browse/home/shop_iphone/family/iphone?mco=MTAyNTQzMjI
Ora, neste solarengo e lindo dia 27 de Junho de 2011 em que escrevo este post, 1048 dólares de Singapura são: 591€
Por isso, quem quiser um iPhone livre por 730€ é avisar. Aproveito para dizer que têm de me pagar primeiro e só depois recebem os bens... dia 13 de Julho.
Olá povo.
Estava eu a falar no meu aniversário com uma amiga minha (a A. para os curiosos) sobre ver um telemóvel engraçado e barato aqui por Singapura (ao contrário de outras pessoas, tipo o N, ela tem expectativas reais) para o seu macho e dei por mim a ver iPhones.
Então, eis o meu espanto quando reparo nisto:
Apple iPhone 4 preto 32Gb na FNAC livre de operador - 999€
http://www.fnac.pt/Apple-iPhone-4-32GB-Preto-Telemovel-Telemovel/a363573?PID=22922
Apple iPhone 4 preto 32Gb na Apple Store de Singapura - 1048 SGD
http://store.apple.com/sg/browse/home/shop_iphone/family/iphone?mco=MTAyNTQzMjI
Ora, neste solarengo e lindo dia 27 de Junho de 2011 em que escrevo este post, 1048 dólares de Singapura são: 591€
Por isso, quem quiser um iPhone livre por 730€ é avisar. Aproveito para dizer que têm de me pagar primeiro e só depois recebem os bens... dia 13 de Julho.
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Singapura
quarta-feira, junho 29, 2011
Singapore Chronicles (ou como eu encontrei o meu futuro nesta terra...)
Olá minhas gentes.
Há uns dias atrás, estava eu a caminho do restaurante para comer algo quando me apercebi do que devo fazer no meu futuro. Mas adiante... vamos dar um pouco de contexto primeiro.
Então lá ia eu para o restaurante e reparo que há fogo de artifício. Bom, achei interessante e perguntei ao taxista a que se devia semelhante espectáculo, ao que ele me disse que eram os preparativos para o Dia Nacional de Singapura no próximo dia 9 de Agosto.
Eu achei uma certa piada estarem a deitar fogo para o ar, mas fiquei boquiaberto quando ele me diz que daqui até ao dia de Singapura todos os fins de semana eles vão ensaiar... com fogo de artifício. Digam lá se não acham isto o fogo de artifício mais anti-climático da história? Tipo, o que é que eles vão fazer de novo? As pessoas já viram o fogo durante as últimas 5 semanas. O dia em si não vai ter piada.
Mas estava eu a ver isto e ocorreu-me uma ideia brilhante.
Sendo assim, eu vou abrir uma fábrica de fogos de artifício ali para Barcelos ou Braga (acho que é lá que ainda existem algumas), ou talvez encontre um fornecedor na China e vou-me candidatar a uma localidade qualquer no país. Tipo Câmara Municipal do Porto ou algo do género.
Vou fazer como tema da minha campanha toda a experiência adquirida na minha vida passada no "estrangeiro" e quando conseguir ser eleito vou passar a usar métodos usados e comprovados noutros países do Mundo.
Assim sendo, os fogos de artifício de S. João, Ano Novo e repetição do Ano Novo no dia 7 de Janeiro (tradição esta que vem desde o mandato do Nuno Cardoso) serão contratados à minha empresa que terá de seguir o modelo Singapureano de teste de fogos de artifício antes do evento principal.
Vão-se preparando porque para o S. João os preparativos começam mais ou menos ali no fim da Queima das Fitas e os preparativos para o fogo de artifício de Ano Novo começam naquele dia dos cemitérios. Tem de ser com dois meses de antecedência porque passado uma semana há mais um espectáculo de repetição de Ano Novo.
Sei também que a população do Porto vai ficar toda feliz com esta nova estratégia uma vez que finalmente vamos ter um fogo de artifício à séria que vai envergonhar aquela malta de "Marrocos" que só devia festejar o S. Pedro e não o S. João denegrindo, por vezes, os esforços dos meus antecessores.
Sendo assim, um mandato de 4 anos na Câmara deve dar para me reformar como o Rei dos Fogos de artifício...
Vou amanhã ligar para o BES a dizer que encontrei um melhor plano de poupança reforma. LOL
Beijo para a J.
Olá minhas gentes.
Há uns dias atrás, estava eu a caminho do restaurante para comer algo quando me apercebi do que devo fazer no meu futuro. Mas adiante... vamos dar um pouco de contexto primeiro.
Então lá ia eu para o restaurante e reparo que há fogo de artifício. Bom, achei interessante e perguntei ao taxista a que se devia semelhante espectáculo, ao que ele me disse que eram os preparativos para o Dia Nacional de Singapura no próximo dia 9 de Agosto.
Eu achei uma certa piada estarem a deitar fogo para o ar, mas fiquei boquiaberto quando ele me diz que daqui até ao dia de Singapura todos os fins de semana eles vão ensaiar... com fogo de artifício. Digam lá se não acham isto o fogo de artifício mais anti-climático da história? Tipo, o que é que eles vão fazer de novo? As pessoas já viram o fogo durante as últimas 5 semanas. O dia em si não vai ter piada.
Mas estava eu a ver isto e ocorreu-me uma ideia brilhante.
Sendo assim, eu vou abrir uma fábrica de fogos de artifício ali para Barcelos ou Braga (acho que é lá que ainda existem algumas), ou talvez encontre um fornecedor na China e vou-me candidatar a uma localidade qualquer no país. Tipo Câmara Municipal do Porto ou algo do género.
Vou fazer como tema da minha campanha toda a experiência adquirida na minha vida passada no "estrangeiro" e quando conseguir ser eleito vou passar a usar métodos usados e comprovados noutros países do Mundo.
Assim sendo, os fogos de artifício de S. João, Ano Novo e repetição do Ano Novo no dia 7 de Janeiro (tradição esta que vem desde o mandato do Nuno Cardoso) serão contratados à minha empresa que terá de seguir o modelo Singapureano de teste de fogos de artifício antes do evento principal.
Vão-se preparando porque para o S. João os preparativos começam mais ou menos ali no fim da Queima das Fitas e os preparativos para o fogo de artifício de Ano Novo começam naquele dia dos cemitérios. Tem de ser com dois meses de antecedência porque passado uma semana há mais um espectáculo de repetição de Ano Novo.
Sei também que a população do Porto vai ficar toda feliz com esta nova estratégia uma vez que finalmente vamos ter um fogo de artifício à séria que vai envergonhar aquela malta de "Marrocos" que só devia festejar o S. Pedro e não o S. João denegrindo, por vezes, os esforços dos meus antecessores.
Sendo assim, um mandato de 4 anos na Câmara deve dar para me reformar como o Rei dos Fogos de artifício...
Vou amanhã ligar para o BES a dizer que encontrei um melhor plano de poupança reforma. LOL
Beijo para a J.
segunda-feira, junho 27, 2011
sábado, junho 25, 2011
Singapore Chronicles (ou como até eu conseguia fazer melhor...)
Olá minhas gentes.
Estou em Singapura depois de uma noitada de S. João inacreditável. Sem marteladas, nem sardinhas, nem pimento assado. Mas com sapateira picante (chilli crab). Enfim... vida dura. :(
Mas o motivo deste post é mesmo para vos chocar. Tem de ser, a vida é assim.
Então há praí uns minutos estava a arrumar o que tinha ali na mesinha de cabeceira quando ao pegar no menú do serviço de quartos vi isto:
Acreditam?
Nemo e batatas fritas? Tudo bem que existe uma certa herança bife aqui em Singapura, mas daí até meterem um personagem de animação tão querido de pequenos e graúdos como é o Nemo para um repasto é abusar.
Será que é um prato com saída? Estou a imaginar o drama que será, as crianças terem de comer um Nemo... e o trabalho que será comer um peixinho tão pequeno.
Já alguém experimentou? :P
Olá minhas gentes.
Estou em Singapura depois de uma noitada de S. João inacreditável. Sem marteladas, nem sardinhas, nem pimento assado. Mas com sapateira picante (chilli crab). Enfim... vida dura. :(
Mas o motivo deste post é mesmo para vos chocar. Tem de ser, a vida é assim.
Então há praí uns minutos estava a arrumar o que tinha ali na mesinha de cabeceira quando ao pegar no menú do serviço de quartos vi isto:
Acreditam?
Nemo e batatas fritas? Tudo bem que existe uma certa herança bife aqui em Singapura, mas daí até meterem um personagem de animação tão querido de pequenos e graúdos como é o Nemo para um repasto é abusar.
Será que é um prato com saída? Estou a imaginar o drama que será, as crianças terem de comer um Nemo... e o trabalho que será comer um peixinho tão pequeno.
Já alguém experimentou? :P
terça-feira, junho 21, 2011
domingo, junho 19, 2011
Las Palmas Chronicles (ou um momento estranho... muito estranho!!!!)
Ois...
Pois, 20 de Abril... e lá estou eu em Las Palmas... Entretido no meu standby time à espera que um motoqueiro Canadiano termine o seu trabalho numa Top Drive e ouço isto saído dos altifalantes (com tradução para efeito de suspense) :
"Atenção a todos os membros da tripulação, faz hoje um ano que os nossos colegas (esta era uma plataforma da Transocean) ao serviço no Horizon sofreram um acidente que vitimou 11 pessoas. Em honra deles, pedimo-vos que cumpramos um minuto de silêncio".
Freaky... muito freaky.
Mais estranho é estar agora a trabalhar numa plataforma chamada Transocean Honor... mas a ironia deste nome é algo que não posso revelar. Pelo menos assim aos 7 ventos... apesar de ninguém ler isto. LOL
Abraços e beijinhos para a J.
Ois...
Pois, 20 de Abril... e lá estou eu em Las Palmas... Entretido no meu standby time à espera que um motoqueiro Canadiano termine o seu trabalho numa Top Drive e ouço isto saído dos altifalantes (com tradução para efeito de suspense) :
"Atenção a todos os membros da tripulação, faz hoje um ano que os nossos colegas (esta era uma plataforma da Transocean) ao serviço no Horizon sofreram um acidente que vitimou 11 pessoas. Em honra deles, pedimo-vos que cumpramos um minuto de silêncio".
Freaky... muito freaky.
Mais estranho é estar agora a trabalhar numa plataforma chamada Transocean Honor... mas a ironia deste nome é algo que não posso revelar. Pelo menos assim aos 7 ventos... apesar de ninguém ler isto. LOL
Abraços e beijinhos para a J.
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Las Palmas,
Transocean
sexta-feira, junho 17, 2011
Las Palmas Chronicles (ou algo que vocês provavelmente não sabiam...)
Ora viva minhas gentes.
Ora estava eu em Las Palmas, necessitado de fazer uma transferência bancária para completar um processo de compra e reparo que deixei o leitorzinho de cartões que dá acesso ao online banking em casa.
Primeiro pensamento: "Merda!"
Segundo pensamento: "PQP!!"
Terceiro pensamento: "Vamos abrir a janela e partilhar a minha frustração com Las Palmas!"
Então, já todo stressadão, à procura de alternativas quando o pai da J. me diz que posso fazer transferências bancárias por fax. Ora, eu não sou novo. Ou melhor, não estou na flor da idade, mas transferir dinheiro por fax é algo que não julgava possível.
Depois lá questionei o meu banco acerca disso e eles lá me disseram que podia ir a uma embaixada Norueguesa e se eles me identificassem com o meu passaporte, podia enviar o fax de lá a requisitar uma transferência da quantia X para a conta YZ e que a coisa ia avante.
Conclusão: Arranjar uma ligação de internet decente, fazer login na conta do banco, ligar para o banco a acordar uma taxa de câmbio decente, completar o processo online, demora mais tempo que ir a uma embaixada, enviar o fax e ligar para o banco a perguntar se receberam o fax e se fazem uma boa taxa.
E esta, hein?
Ora viva minhas gentes.
Ora estava eu em Las Palmas, necessitado de fazer uma transferência bancária para completar um processo de compra e reparo que deixei o leitorzinho de cartões que dá acesso ao online banking em casa.
Primeiro pensamento: "Merda!"
Segundo pensamento: "PQP!!"
Terceiro pensamento: "Vamos abrir a janela e partilhar a minha frustração com Las Palmas!"
Então, já todo stressadão, à procura de alternativas quando o pai da J. me diz que posso fazer transferências bancárias por fax. Ora, eu não sou novo. Ou melhor, não estou na flor da idade, mas transferir dinheiro por fax é algo que não julgava possível.
Depois lá questionei o meu banco acerca disso e eles lá me disseram que podia ir a uma embaixada Norueguesa e se eles me identificassem com o meu passaporte, podia enviar o fax de lá a requisitar uma transferência da quantia X para a conta YZ e que a coisa ia avante.
Conclusão: Arranjar uma ligação de internet decente, fazer login na conta do banco, ligar para o banco a acordar uma taxa de câmbio decente, completar o processo online, demora mais tempo que ir a uma embaixada, enviar o fax e ligar para o banco a perguntar se receberam o fax e se fazem uma boa taxa.
E esta, hein?
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quarta-feira, junho 15, 2011
Crónicas do H2... (WOW... isto é que foi uma pausa...)
Olá povo.
Desculpem lá a ausência, mas estive longe. Ou algo do género.
Neste momento estou no 17º andar do Holiday Inn Atrium Singapura. Eu sei, não é nada chique, mas dá jeito. A Chinatown para comer marisco fica logo ali em baixo, a auto-estrada para o trabalho é perto, Orchard Road para as compras são 5 SGD de táxi e tenho um shopping com cinema mesmo aqui ao lado. Isto para não falar na lojinha de conveniência que costuma dar umas bananas para a sobremesa. Eh eh he
De resto, este ano tem sido atípico... além daquela pausa por Portugal atrás dum visto Nigeriano inútil, acabei por ir na mesma parar a essa plataforma. Mas desta vez em Las Palmas...
Antes disso, dei um pulinho a um ícone petrolífero que é a BP Clair ( e sim, a BP deve ter mudado imenso depois do acidente) no lado Escocês do Mar do Norte.
E perguntam vocês, porque é que o ano é atípico? Porque este ano trabalhei numa região que visitei por duas vezes. Primeiro fui a Lanzarote em passeio, depois fui trabalhar a Las Palmas (se puderem, evitem ambas). E fui à Escócia... Edimburgo e aquelas cenas e tal.
Para não estar aqui a encher um post com o que se passou, vou deixando posts agendados (hoje que estou com pica, para o povo.
Fiquem bem e comam pouco. :)
Olá povo.
Desculpem lá a ausência, mas estive longe. Ou algo do género.
Neste momento estou no 17º andar do Holiday Inn Atrium Singapura. Eu sei, não é nada chique, mas dá jeito. A Chinatown para comer marisco fica logo ali em baixo, a auto-estrada para o trabalho é perto, Orchard Road para as compras são 5 SGD de táxi e tenho um shopping com cinema mesmo aqui ao lado. Isto para não falar na lojinha de conveniência que costuma dar umas bananas para a sobremesa. Eh eh he
De resto, este ano tem sido atípico... além daquela pausa por Portugal atrás dum visto Nigeriano inútil, acabei por ir na mesma parar a essa plataforma. Mas desta vez em Las Palmas...
Antes disso, dei um pulinho a um ícone petrolífero que é a BP Clair ( e sim, a BP deve ter mudado imenso depois do acidente) no lado Escocês do Mar do Norte.
E perguntam vocês, porque é que o ano é atípico? Porque este ano trabalhei numa região que visitei por duas vezes. Primeiro fui a Lanzarote em passeio, depois fui trabalhar a Las Palmas (se puderem, evitem ambas). E fui à Escócia... Edimburgo e aquelas cenas e tal.
Para não estar aqui a encher um post com o que se passou, vou deixando posts agendados (hoje que estou com pica, para o povo.
Fiquem bem e comam pouco. :)
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segunda-feira, abril 11, 2011
Crónicas de viagem (ou um autentico choque de culturas...)
Como sabem, estive na Arábia Saudita.
E como também se lembrarão, devido a desacatos no Bahrain, tive de desviar os meus voos para sair directo da Arábia em vez de passar por lá.
Vai daí, apanhei um voo da KLM em direccão a Amesterdão... E não podia ter sido um choque maior.
Então, ali estava eu na Arábia Saudita... as mulheres andam todas cobertas e, as que mostram os olhos, sao pouquissimas. A dada altura, lembrei-me que eles devem confiar imenso nas mulheres, porque nao tou a ver como vao controlar o passaporte sem ver a cara da pessoa... Mas deve conferir com a fotografia que tem la também... ou seja, com burka.
Mas adiante. Como estava a dizer, na Arábia Saudita não se via nem os olhos das mulheres... e chego ao aeroporto de Amesterdão, atencão, aeroporto e não o Red Light District e enquanto ia comprar um queijinho e umas bolachinhas, sou bombardeado com revistas pornográficas (de todos os géneros e feitios) mesmo ali ao lado do frigorifico dos queijos.
Se calhar sou facilmente impressionável, mas é um facto que não fiquei bem impressionado com tanta liberdade como se vê naquele aeroporto. LOL
Mas pronto, não deixou de ser uma viagem catita.
Por falar em viagem catita, neste momento estou no aeroporto de Aberdeen. E já posso dizer que estive nas ilhas Shetland... mas isso fica para outro post.
Beijinhos para as priminhas e para a J.
Como sabem, estive na Arábia Saudita.
E como também se lembrarão, devido a desacatos no Bahrain, tive de desviar os meus voos para sair directo da Arábia em vez de passar por lá.
Vai daí, apanhei um voo da KLM em direccão a Amesterdão... E não podia ter sido um choque maior.
Então, ali estava eu na Arábia Saudita... as mulheres andam todas cobertas e, as que mostram os olhos, sao pouquissimas. A dada altura, lembrei-me que eles devem confiar imenso nas mulheres, porque nao tou a ver como vao controlar o passaporte sem ver a cara da pessoa... Mas deve conferir com a fotografia que tem la também... ou seja, com burka.
Mas adiante. Como estava a dizer, na Arábia Saudita não se via nem os olhos das mulheres... e chego ao aeroporto de Amesterdão, atencão, aeroporto e não o Red Light District e enquanto ia comprar um queijinho e umas bolachinhas, sou bombardeado com revistas pornográficas (de todos os géneros e feitios) mesmo ali ao lado do frigorifico dos queijos.
Se calhar sou facilmente impressionável, mas é um facto que não fiquei bem impressionado com tanta liberdade como se vê naquele aeroporto. LOL
Mas pronto, não deixou de ser uma viagem catita.
Por falar em viagem catita, neste momento estou no aeroporto de Aberdeen. E já posso dizer que estive nas ilhas Shetland... mas isso fica para outro post.
Beijinhos para as priminhas e para a J.
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Escocia,
Saudi Arabia
sexta-feira, março 25, 2011
Saudi Chronicles (ou pormenores interessantes dum quarto de hotel "Arabiano"...)
Olá,
Antes de mais, eu já estou de volta com uma viagem marcada para Singapura no dia 1... e não, não é mentira.
Estou também a preparar umas notícias super interessantes, mas ainda falta um pouco... dentro de um mês talvez haja muito mais para escrever.
Mas hoje, vou falar-vos dum pormenor delicioso que encontrei na Arábia. Como sabem, é na Arábia que existe uma vilazinha chamada Meccah. Onde existe uma peregrinação anual (um pouco como Fátima, mas em árabe).
Como provavelmente saberão também, os árabes sempre que rezam, têm de estar virados na direcção de Meccah, o que deve ser relativamente complicado de fazer. Convenhámos que ou eles têm um sentido de orientação fenomenal, ou estão sempre perdidos. Vai daí, que é que vi no aeroporto? Nem mais, o verdadeiro dois-em-um árabe. O verdadeiro artigo do Melga Shop, um tapete para rezar com uma bússola incorporada no cantinho do tapete. Simplesmente genial.
Mas ainda assim, e o ponto alto deste post, o que me espantou mais foi o aparato religioso no hotel. Antes de mais o hotel era este (cliquem no este). O hotel, segundo dizem é de 5 estrelas. Tinha o aparato completo de piscina, sauna, jacuzzi, TV no quarto e... LOL vejam a foto.
E este é o pormenor...
O Corão e um tapetinho.
Não me levem a mal, eu já estive em hotéis onde havia a Bíblia. Estive noutros onde havia a Bíblia e o Corão. Este tinha o Corão... O que me espanta é o pormenor do tapete para rezar. E agora, pensando um pouco neste assunto penso:
Mas afinal o tapete estava lá porque eles não limpam os quartos e não querem que as pessoas se sujem no chão... ou é apenas mais um extra de ser um serviço de 5 estrelas? Será que segundo os padrões árabes, para se ter a classificação de 5 estrelas temos de providenciar um tapete para os hóspedes rezarem?
Ai ai... as dúvidas são tantas. LOL
Divirtam-se... eu vou ver os tolinhos em frente à Apple Store em Regent Street. :)
Olá,
Antes de mais, eu já estou de volta com uma viagem marcada para Singapura no dia 1... e não, não é mentira.
Estou também a preparar umas notícias super interessantes, mas ainda falta um pouco... dentro de um mês talvez haja muito mais para escrever.
Mas hoje, vou falar-vos dum pormenor delicioso que encontrei na Arábia. Como sabem, é na Arábia que existe uma vilazinha chamada Meccah. Onde existe uma peregrinação anual (um pouco como Fátima, mas em árabe).
Como provavelmente saberão também, os árabes sempre que rezam, têm de estar virados na direcção de Meccah, o que deve ser relativamente complicado de fazer. Convenhámos que ou eles têm um sentido de orientação fenomenal, ou estão sempre perdidos. Vai daí, que é que vi no aeroporto? Nem mais, o verdadeiro dois-em-um árabe. O verdadeiro artigo do Melga Shop, um tapete para rezar com uma bússola incorporada no cantinho do tapete. Simplesmente genial.
Mas ainda assim, e o ponto alto deste post, o que me espantou mais foi o aparato religioso no hotel. Antes de mais o hotel era este (cliquem no este). O hotel, segundo dizem é de 5 estrelas. Tinha o aparato completo de piscina, sauna, jacuzzi, TV no quarto e... LOL vejam a foto.
Isto é a foto do armário...
E este é o pormenor...
O Corão e um tapetinho.
Não me levem a mal, eu já estive em hotéis onde havia a Bíblia. Estive noutros onde havia a Bíblia e o Corão. Este tinha o Corão... O que me espanta é o pormenor do tapete para rezar. E agora, pensando um pouco neste assunto penso:
Mas afinal o tapete estava lá porque eles não limpam os quartos e não querem que as pessoas se sujem no chão... ou é apenas mais um extra de ser um serviço de 5 estrelas? Será que segundo os padrões árabes, para se ter a classificação de 5 estrelas temos de providenciar um tapete para os hóspedes rezarem?
Ai ai... as dúvidas são tantas. LOL
Divirtam-se... eu vou ver os tolinhos em frente à Apple Store em Regent Street. :)
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Saudi Arabia
sexta-feira, março 18, 2011
Saudi Arabia Chronicles (ou a minha visita a um shoppingzinho...)
Como sabem, estou na Arábia Saudita. Estou em trabalho, mas como acontece sempre, existem papeladas a tratar, fotografias a tirar e não sei se será problema da Noble Drilling, mas eles falham sempre com os helicópteros. Daí que vá ter um diazinho em terra... LOL
Mas ainda antes de ter esta notícia tão boa, tive a oportunidade de ir jantar a um shoppingzinho mesmo aqui ao lado do hotel. A comida em si, foi aquilo a que chamam de "wrap" que é um kebab e neste caso de frango... ou era o que julgava, mas na realidade era mais de batata frita. Nojento!
Mas o que me espantou de sobremaneira no shopping foi o contraste das lojas com os clientes. Primeiro, vou desde já esclarecer que as mulheres não trabalham (e pelo que vejo poucos homens o fazem), como tal todas as lojas, mesmo as de roupa feminina são atendidas por homens. Imagino se um dia eles quiserem emigrar, não fique muito bem no currículo que trabalhou numa loja feminina... e não, não vi uma única loja de lingerie. Mas este shopping não é de todo uma amostra significativa do país. Agora que penso... quem limpará a casa?
Então, enquanto passeava pelo shopping, vi imensas mulheres (ou é o que dizem) com a sua burka vestida e só se via os olhinhos... estas não usam a redezinha para tapar os olhos. No entanto, em todo o shopping havia 3 lojas com burkas. Uma para burkas de ocasião especial, as outras duas para ocasiões do dia-a-dia.
O resto das lojas era, excepto a loja de animais de estimacão e duas de telemóveis, para mulheres. É que aquilo tinha dos vestidos de baile mais chiques que alguma vez vi, parecia a preparacão para um baile de debutantes ou o "prom" dos Estados Unidos... E isto ocupava à vontade 50% do centro comercial. 50% do centro estava ocupado com lojas a vender roupa que ninguém vê na rua em qualquer ocasião. Não acham estranho?
Havia mais lojas além destas, mas eram de sapatos, roupa de crianca, malas de senhora, perfumes e joalharias... e se acham que já viram jóias brilhantes, nunca viram isto. Eles devem ter um exército de gajos a puxar o lustro às jóias! LOL
O que achei... esquisito, para dizer o menos, foi ver a loja de animais de estimacão com os seguintes animais:
- piriquitos
- coelhos
- hamsters (marca porta-chave)
- cobras... de vários tipos... enquanto que coelhos havia branco e cinzento.
Enfim... que dizer... isto é engracado... mas apenas para ver as diferencas culturais.
Uma coisa que o shopping tinha de bom era o cheiro... eles tinham incenso a queimar por todo o shopping e quando não cheirava a perfumes das lojas, cheirava a incenso. :)
Como sabem, estou na Arábia Saudita. Estou em trabalho, mas como acontece sempre, existem papeladas a tratar, fotografias a tirar e não sei se será problema da Noble Drilling, mas eles falham sempre com os helicópteros. Daí que vá ter um diazinho em terra... LOL
Mas ainda antes de ter esta notícia tão boa, tive a oportunidade de ir jantar a um shoppingzinho mesmo aqui ao lado do hotel. A comida em si, foi aquilo a que chamam de "wrap" que é um kebab e neste caso de frango... ou era o que julgava, mas na realidade era mais de batata frita. Nojento!
Mas o que me espantou de sobremaneira no shopping foi o contraste das lojas com os clientes. Primeiro, vou desde já esclarecer que as mulheres não trabalham (e pelo que vejo poucos homens o fazem), como tal todas as lojas, mesmo as de roupa feminina são atendidas por homens. Imagino se um dia eles quiserem emigrar, não fique muito bem no currículo que trabalhou numa loja feminina... e não, não vi uma única loja de lingerie. Mas este shopping não é de todo uma amostra significativa do país. Agora que penso... quem limpará a casa?
Então, enquanto passeava pelo shopping, vi imensas mulheres (ou é o que dizem) com a sua burka vestida e só se via os olhinhos... estas não usam a redezinha para tapar os olhos. No entanto, em todo o shopping havia 3 lojas com burkas. Uma para burkas de ocasião especial, as outras duas para ocasiões do dia-a-dia.
O resto das lojas era, excepto a loja de animais de estimacão e duas de telemóveis, para mulheres. É que aquilo tinha dos vestidos de baile mais chiques que alguma vez vi, parecia a preparacão para um baile de debutantes ou o "prom" dos Estados Unidos... E isto ocupava à vontade 50% do centro comercial. 50% do centro estava ocupado com lojas a vender roupa que ninguém vê na rua em qualquer ocasião. Não acham estranho?
Havia mais lojas além destas, mas eram de sapatos, roupa de crianca, malas de senhora, perfumes e joalharias... e se acham que já viram jóias brilhantes, nunca viram isto. Eles devem ter um exército de gajos a puxar o lustro às jóias! LOL
O que achei... esquisito, para dizer o menos, foi ver a loja de animais de estimacão com os seguintes animais:
- piriquitos
- coelhos
- hamsters (marca porta-chave)
- cobras... de vários tipos... enquanto que coelhos havia branco e cinzento.
Enfim... que dizer... isto é engracado... mas apenas para ver as diferencas culturais.
Uma coisa que o shopping tinha de bom era o cheiro... eles tinham incenso a queimar por todo o shopping e quando não cheirava a perfumes das lojas, cheirava a incenso. :)
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Saudi Arabia
sábado, março 12, 2011
Saudi Arabia Chronicles (ou uma experiência especial...)
Olá malta.
No seguimento daquele post que publiquei sobre a minha incursão ao mundo sanitário feminino, estava eu no avião (com a Gulf Air a caminho do Bahrain onde fiz escala a caminho de Dammam na Arábia Saudita) e fui um sortudo em experimentar algo inédito... para mim, pelo menos.
É que como já disse, já utilizei casas de banho femininas, já utilizei casas de banho por todo o Mundo, algumas com os seus toques de originalidade, como as casas de banho muçulmanas onde existe sempre uma cabeça de chuveiro para lavar o vaso sanitário.
Ou os buracos no chão das casas de banho públicas Japonesas, bem como as sanitas de alta tecnologia também no Japão (e Coreia) onde podíamos lavar o rabiosque e secá-lo com um arzinho quentinho.
Já me aliviei no deserto... não foi de todo o pico da viagem ao deserto, mas ainda assim foi interessante. Ou, já que estamos numa de situações más, numa daquelas "sanitas" de lavoura que é uma tábua com um buraco sobre uma fossa.
Enfim, posso dizer que já experimentei imensos tipos de sanitas e acessórios sanitários na minha, até agora curta, vida... mas nenhuma destas experiências sequer se compara a poder estar a fazer as necessidades sentado numa sanita ao lado duma janela num avião que voa a cerca de 11000 pés de altitude.
A paz que se sente, enquanto olhamos pela janela e nos aliviámos é fantástica, diria mesmo, divinal. Simplesmente divinal.
Isto porque, ia em business e acabei por ter sorte do avião ter as sanitas instaladas numa localização tão bem pensada. Já sabem, se forem ao Bahrain, voem com a Gulf Air (que não dá pontos, mas azar...)
Já agora, e um pouco também a propósito de esta ser uma companhia árabe, tenho de salientar que as revistas do in-flight shopping são muito boas com a maior parte das páginas dedicadas ao público masculino, ao contrário do que é habitual em todas as outras companhias.
Fiquem bem e boa sorte com a manifestação... lembrem-se sempre que os políticos são a imagem do seu povo...
Beijinhos para a J. e B.. Para a M. e outra B. E para a minha mãe que fez anos há uns dias atrás.
Olá malta.
No seguimento daquele post que publiquei sobre a minha incursão ao mundo sanitário feminino, estava eu no avião (com a Gulf Air a caminho do Bahrain onde fiz escala a caminho de Dammam na Arábia Saudita) e fui um sortudo em experimentar algo inédito... para mim, pelo menos.
É que como já disse, já utilizei casas de banho femininas, já utilizei casas de banho por todo o Mundo, algumas com os seus toques de originalidade, como as casas de banho muçulmanas onde existe sempre uma cabeça de chuveiro para lavar o vaso sanitário.
Ou os buracos no chão das casas de banho públicas Japonesas, bem como as sanitas de alta tecnologia também no Japão (e Coreia) onde podíamos lavar o rabiosque e secá-lo com um arzinho quentinho.
Já me aliviei no deserto... não foi de todo o pico da viagem ao deserto, mas ainda assim foi interessante. Ou, já que estamos numa de situações más, numa daquelas "sanitas" de lavoura que é uma tábua com um buraco sobre uma fossa.
Enfim, posso dizer que já experimentei imensos tipos de sanitas e acessórios sanitários na minha, até agora curta, vida... mas nenhuma destas experiências sequer se compara a poder estar a fazer as necessidades sentado numa sanita ao lado duma janela num avião que voa a cerca de 11000 pés de altitude.
A paz que se sente, enquanto olhamos pela janela e nos aliviámos é fantástica, diria mesmo, divinal. Simplesmente divinal.
Isto porque, ia em business e acabei por ter sorte do avião ter as sanitas instaladas numa localização tão bem pensada. Já sabem, se forem ao Bahrain, voem com a Gulf Air (que não dá pontos, mas azar...)
Já agora, e um pouco também a propósito de esta ser uma companhia árabe, tenho de salientar que as revistas do in-flight shopping são muito boas com a maior parte das páginas dedicadas ao público masculino, ao contrário do que é habitual em todas as outras companhias.
Fiquem bem e boa sorte com a manifestação... lembrem-se sempre que os políticos são a imagem do seu povo...
Beijinhos para a J. e B.. Para a M. e outra B. E para a minha mãe que fez anos há uns dias atrás.
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sábado, fevereiro 26, 2011
Portugal Chronicles (ou a morte da Lingua Portuguesa...)
Olá amigos.
É com um certo pesar no coração que vejo a lingua Portuguesa morrer. Há quem diga que se está a transformar, mas a verdade é que está a definhar. Hoje em dia, poucas pessoas sabem Português correcto. Não me vou vangloriar de saber Português correcta e perfeitamente porque, e com alguma vergonha admito, não me lembra assim de cabeça conjugar alguns verbos e ainda faço uns quantos erros na acentuação. Mas o que é facto é que a nossa lingua continua a morrer.
Um dos factores que impulsionou a sua morte foram as comunicações digitais... antigamente, escrevia-se com caneta, e também se abreviava imenso, mas sem nunca chegar ao exagero que se vê actualmente. Talvez pelo facto de escrever algo em papel seja um acto um tanto ou quanto informal, as pessoas tentavam sempre respeitar a maneira correcta de dizer as coisas. Com a revolução digital, muito é escrito à pressa e poupar umas batidas de tecla, além de ser financeiramente produtivo porque adiámos a substituição do teclado, é eficiente em termos de tempo. No entanto, trocar s por x não resulta em nada a não ser a demonstração pessoal de ignorância. Trocar um "qu" por "k" é parecido... mas sempre se dá um descanso ao u e torna-se o q algo perfeitamente dispensável como a tecla de Scroll Lock.
No entanto, o maior contribuidor para a morte da Lingua Portuguesa são os sucessivos acordos ortográficos que Portugal assina e que só servem para atrapalhar, iliterar, estupidificar e matar a Lingua Portuguesa.
Estão espantados com o iliterar? É um facto... se um Português aprendeu a escrever/ler nos anos 70 ou 80 e saiu de Portugal, o mais certo quando chegar aqui é ser considerado iliterado por não escrever Português correcto.
O que me chateia aqui é que estamos a assassinar a nossa língua materna sem um propósito. O único que se vê e que serve de desculpa para isto é o de aproximar o nosso Português ao Português do Brasil. Mas... melhora a comunicação entre os dois povos? Não, claro que não. Acção ou ação é compreendido da mesma maneira dos dois lados do Atlântico. No entanto, a primeira forma está num Português que oficialmente já foi do país onde vivemos, a segunda pertence, segundo a minha opinião, ao dialecto Brasileiro.
É isto que eu não percebo. E não quero parecer colonialista ao dizer isto, mas fomos nós que inventámos a língua. Se outros povos a adaptaram de maneira diferente, muito bem para eles, mas nós temos a nossa língua que é também parte da nossa identidade.
Serão os Brasileiros mais que algumas regiões de Portugal com dialectos distintos? Não me parece... no entanto, a cada acordo ortográfico (que a meu ver é mais uma inutilidade para desviar umas massas e férias no Brasil à custa do Governo) Portugal cede mais um pouco na nossa Língua e aos poucos o dialecto Brasileiro vai-se tornando o Português reconhecido.
É assim tão mau aceitar a diferença entre os povos? Ainda antes destes acordos, nós comunicávamos entre nós. Ainda o fazemos, mesmo entre pessoas, como eu, que não reconhecem legitimidade nestes acordos então para quê assassinar a nossa língua? Porque não aceitar que eles a desenvolveram de maneira diferente que nós em vez de tentarmos copiá-los?
Para verem o ridículo que isto é, tomem o exemplo da Noruega que adoptou duas línguas oficiais que mais não são um dialecto da outra. Porque é que haveremos de ser nós a mudar a nossa língua?
Alguém me sabe dizer?
Olá amigos.
É com um certo pesar no coração que vejo a lingua Portuguesa morrer. Há quem diga que se está a transformar, mas a verdade é que está a definhar. Hoje em dia, poucas pessoas sabem Português correcto. Não me vou vangloriar de saber Português correcta e perfeitamente porque, e com alguma vergonha admito, não me lembra assim de cabeça conjugar alguns verbos e ainda faço uns quantos erros na acentuação. Mas o que é facto é que a nossa lingua continua a morrer.
Um dos factores que impulsionou a sua morte foram as comunicações digitais... antigamente, escrevia-se com caneta, e também se abreviava imenso, mas sem nunca chegar ao exagero que se vê actualmente. Talvez pelo facto de escrever algo em papel seja um acto um tanto ou quanto informal, as pessoas tentavam sempre respeitar a maneira correcta de dizer as coisas. Com a revolução digital, muito é escrito à pressa e poupar umas batidas de tecla, além de ser financeiramente produtivo porque adiámos a substituição do teclado, é eficiente em termos de tempo. No entanto, trocar s por x não resulta em nada a não ser a demonstração pessoal de ignorância. Trocar um "qu" por "k" é parecido... mas sempre se dá um descanso ao u e torna-se o q algo perfeitamente dispensável como a tecla de Scroll Lock.
No entanto, o maior contribuidor para a morte da Lingua Portuguesa são os sucessivos acordos ortográficos que Portugal assina e que só servem para atrapalhar, iliterar, estupidificar e matar a Lingua Portuguesa.
Estão espantados com o iliterar? É um facto... se um Português aprendeu a escrever/ler nos anos 70 ou 80 e saiu de Portugal, o mais certo quando chegar aqui é ser considerado iliterado por não escrever Português correcto.
O que me chateia aqui é que estamos a assassinar a nossa língua materna sem um propósito. O único que se vê e que serve de desculpa para isto é o de aproximar o nosso Português ao Português do Brasil. Mas... melhora a comunicação entre os dois povos? Não, claro que não. Acção ou ação é compreendido da mesma maneira dos dois lados do Atlântico. No entanto, a primeira forma está num Português que oficialmente já foi do país onde vivemos, a segunda pertence, segundo a minha opinião, ao dialecto Brasileiro.
É isto que eu não percebo. E não quero parecer colonialista ao dizer isto, mas fomos nós que inventámos a língua. Se outros povos a adaptaram de maneira diferente, muito bem para eles, mas nós temos a nossa língua que é também parte da nossa identidade.
Serão os Brasileiros mais que algumas regiões de Portugal com dialectos distintos? Não me parece... no entanto, a cada acordo ortográfico (que a meu ver é mais uma inutilidade para desviar umas massas e férias no Brasil à custa do Governo) Portugal cede mais um pouco na nossa Língua e aos poucos o dialecto Brasileiro vai-se tornando o Português reconhecido.
É assim tão mau aceitar a diferença entre os povos? Ainda antes destes acordos, nós comunicávamos entre nós. Ainda o fazemos, mesmo entre pessoas, como eu, que não reconhecem legitimidade nestes acordos então para quê assassinar a nossa língua? Porque não aceitar que eles a desenvolveram de maneira diferente que nós em vez de tentarmos copiá-los?
Para verem o ridículo que isto é, tomem o exemplo da Noruega que adoptou duas línguas oficiais que mais não são um dialecto da outra. Porque é que haveremos de ser nós a mudar a nossa língua?
Alguém me sabe dizer?
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
Portugal Chronicles (ou o que penso acerca daquela música dos Deolinda...)
Antes de mais, devo dizer que isto não é de todo um ataque aos Deolinda nem à sua música, da qual sou fã.
É sim uma critica a toda esta malta que está a fazer da música "Parva que sou" um hino à revolução sem perceber que o problema é muito mais complexo do que eles imaginam.
Mas vejamos, antes de mais, um video da música:
E vamos então à critica. Eu concordo que a música mostra uma realidade nacional. Que existe muito mais gente do que devia a recibos verdes, que existe imensa gente com cursos superiores no desemprego, que imensos jovens vivem com os pais até muito tarde na vida... mas dizer que alguém é parvo por estudar é um exagero.
E exagero porquê?
Porque, e isto eu assisti (e infelizmente assisto), hoje toda a gente tem a mania que para ser alguém tem de ter um curso superior. É a realidade! Os jovens preferem tirar um curso que sabem à partida não ter saída do que, Deus os livre, trabalharem num supermercado, tirarem um curso técnico-profissional, ou darem uma de empreendedores e criarem o seu próprio emprego. E esta é a realidade. Dos milhentos licenciados inscritos nos centros de emprego, quantos têm um curso que, no dia em que entraram na faculdade, tinha ainda saída?
É que, caso não tenham percebido, num país onde a natalidade vai caindo de dia para dia, cada vez serão necessários menos professores. E não falemos dos (re)cursos como História, Ciências da Comunicação, Filosofia, Sociologia, Arte... a lista é extensa.
Meus amigos, o país não precisa da quantidade absurda de licenciados em certas áreas que temos... E o Governo, ou as Universidades privadas, quando vos deixam estudar lá não vos garantem que vão ter um super emprego a ganhar 6000€ por mês com carro e despesas pagas. Eles estão lá para ganhar dinheiro... mais nada.
O que é triste é ver esta geração a queixar-se e a quererem manifestar-se (curiosamente, existe outra música dos Deolinda sobre esse fenómeno tipicamente Português do "Vão indo que eu vou lá ter". Aqui ) por motivos, a meu ver, absurdos. Não existem empregos para todos os licenciados. E não é a queixarem-se que vão chegar a algum lado, porque o Governo não vai criar mais umas 40 estações de TV para os licenciados em Comunicação Social ou Ciências Políticas terem onde trabalhar como apresentadores e comentadores.
Outro verso que também demonstra muito do espirito Português é aquele verso do "Para ser escravo é preciso estudar". Existe sempre a opção de trabalhar por conta própria. Criar o seu próprio negócio... se somos tão inteligentes, podemos certamente começar um negócio na net com poucos fundos. No entanto, as pessoas preferem a segurança de ter um emprego, do que aventurarem-se. E nessa perspectiva, todos somos escravos. Mesmo o Herman José que para ganhar o seu salário milionário tinha de entrevistar quem não queria e fazer programas de imenso mau gosto.
Querem alterar isto? Mudem de mentalidade... quem vos atende no restaurante, ou na loja do telemóvel, ou o picheleiro, ou o electricista, todos eles são humanos como vocês. São tão ou mais necessários que vocês. O médico salva vidas, porque o electricista instalou os focos de luz, o trolha construiu o hospital e as empregadas de limpeza desinfectaram a sala. Logo, se deixarem de olhar para as pessoas sem educação universitária como menores que vocês, certamente que um dia (infelizmente não na vossa geração) as pessoas poderão fazer aquilo que desejam e serem recompensadas por isso em vez de se sentirem obrigadas a ir para a Faculdade tirar um curso que não tenha matemática (porque não gostam) para serem alguém.
Isto é um passo, o outro é perceber que as Universidades (privadas ou públicas) são um negócio e nada mais. Se querem estudar algo, façam-no. Mas não assumam que vai ser isso que vos vai assegurar um emprego. Não é! Mas felizmente podemos lutar pelos nossos sonhos e devemos fazê-lo, mas tendo sempre em atenção o que se passa à nossa volta.
Antes de mais, devo dizer que isto não é de todo um ataque aos Deolinda nem à sua música, da qual sou fã.
É sim uma critica a toda esta malta que está a fazer da música "Parva que sou" um hino à revolução sem perceber que o problema é muito mais complexo do que eles imaginam.
Mas vejamos, antes de mais, um video da música:
E vamos então à critica. Eu concordo que a música mostra uma realidade nacional. Que existe muito mais gente do que devia a recibos verdes, que existe imensa gente com cursos superiores no desemprego, que imensos jovens vivem com os pais até muito tarde na vida... mas dizer que alguém é parvo por estudar é um exagero.
E exagero porquê?
Porque, e isto eu assisti (e infelizmente assisto), hoje toda a gente tem a mania que para ser alguém tem de ter um curso superior. É a realidade! Os jovens preferem tirar um curso que sabem à partida não ter saída do que, Deus os livre, trabalharem num supermercado, tirarem um curso técnico-profissional, ou darem uma de empreendedores e criarem o seu próprio emprego. E esta é a realidade. Dos milhentos licenciados inscritos nos centros de emprego, quantos têm um curso que, no dia em que entraram na faculdade, tinha ainda saída?
É que, caso não tenham percebido, num país onde a natalidade vai caindo de dia para dia, cada vez serão necessários menos professores. E não falemos dos (re)cursos como História, Ciências da Comunicação, Filosofia, Sociologia, Arte... a lista é extensa.
Meus amigos, o país não precisa da quantidade absurda de licenciados em certas áreas que temos... E o Governo, ou as Universidades privadas, quando vos deixam estudar lá não vos garantem que vão ter um super emprego a ganhar 6000€ por mês com carro e despesas pagas. Eles estão lá para ganhar dinheiro... mais nada.
O que é triste é ver esta geração a queixar-se e a quererem manifestar-se (curiosamente, existe outra música dos Deolinda sobre esse fenómeno tipicamente Português do "Vão indo que eu vou lá ter". Aqui ) por motivos, a meu ver, absurdos. Não existem empregos para todos os licenciados. E não é a queixarem-se que vão chegar a algum lado, porque o Governo não vai criar mais umas 40 estações de TV para os licenciados em Comunicação Social ou Ciências Políticas terem onde trabalhar como apresentadores e comentadores.
Outro verso que também demonstra muito do espirito Português é aquele verso do "Para ser escravo é preciso estudar". Existe sempre a opção de trabalhar por conta própria. Criar o seu próprio negócio... se somos tão inteligentes, podemos certamente começar um negócio na net com poucos fundos. No entanto, as pessoas preferem a segurança de ter um emprego, do que aventurarem-se. E nessa perspectiva, todos somos escravos. Mesmo o Herman José que para ganhar o seu salário milionário tinha de entrevistar quem não queria e fazer programas de imenso mau gosto.
Querem alterar isto? Mudem de mentalidade... quem vos atende no restaurante, ou na loja do telemóvel, ou o picheleiro, ou o electricista, todos eles são humanos como vocês. São tão ou mais necessários que vocês. O médico salva vidas, porque o electricista instalou os focos de luz, o trolha construiu o hospital e as empregadas de limpeza desinfectaram a sala. Logo, se deixarem de olhar para as pessoas sem educação universitária como menores que vocês, certamente que um dia (infelizmente não na vossa geração) as pessoas poderão fazer aquilo que desejam e serem recompensadas por isso em vez de se sentirem obrigadas a ir para a Faculdade tirar um curso que não tenha matemática (porque não gostam) para serem alguém.
Isto é um passo, o outro é perceber que as Universidades (privadas ou públicas) são um negócio e nada mais. Se querem estudar algo, façam-no. Mas não assumam que vai ser isso que vos vai assegurar um emprego. Não é! Mas felizmente podemos lutar pelos nossos sonhos e devemos fazê-lo, mas tendo sempre em atenção o que se passa à nossa volta.
terça-feira, fevereiro 22, 2011
Portugal Chronicles (ou a minha primeira incursão a um WC feminino...)
Olá minha gente.
Eu digo desde já que, por várias vezes, utilizei balneários femininos. Quando jogava polo aquático, era bastante normal utilizar balneários femininos em diversas piscinas. Assim de repente lembro-me de usar os balneários femininos de Gondomar (que cheirinho...), Penafiel, Algés...
E embora tenha havido um ou outro incidente, regra geral, era pacífico. Até porque estava planeado...
No entanto, ontem, estava eu no terminal do Aeroporto do Porto (dar um nome de alguém que morreu num acidente de avião a um aeroporto é uma homenagem?) quando me deu uma vontadinha de ir soltar umas águas...
Vai daí, dirijo-me aos WCs e entro por lá dentro. Sim, eu sei que o facto da casa de banho não ter urinóis deveria bastar para eu perceber que estava no sítio errado... mas já vi tantas configurações de casas de banho... e numa delas, realmente não havia urinóis e era masculina. E pronto, lá pensei que a tal casa de banho era no Porto.
Entro numa salinha de sanita (gostam do nome?) e já que lá estava... aproveitei para esvaziar tudo. Eis que estava ali sentado e olho para um caixote que dizia algo como: "Abra a portinha, deite o penso e volte a fechar".
E, por incrível que pareça, o primeiro pensamento que me veio à cabeça foi: "Olha... isto virou enfermaria, foi?".
E mal acabo de pensar isto, ouço alguém a entrar pela casa de banho dentro e foi quando a realidade se me acertou. Eu estou no WC feminino, e pior, está alguém cá dentro!!!!
Lá fiquei, caladinho... e eis que ouço uma espécie de som de alguém que está verdadeiramente enojada (sim, eu estava a fazer um cócó, né?)... fecha a porta, ouve-se uns barulhos, depois ouve-se um barulho como se uma comporta duma barragem tivesse sido aberta... e eu só pensava: "Como carai*** vou sair daqui sem passar vergonha?"
Felizmente que mal a mulher saiu, ninguém entrou e eu saí logo a correr para ir lavar as mãos ao WC dos gajos.
Por muito traumática que a experiência tenha sido, foi também interessante conseguir auscultar um espécimen feminino numa incursão sanitária. Ora, eu compilei os dados recolhidos numas percentagens que vou partilhar aqui em baixo:
10% - mijinha propriamente dita.
5% - entrar e sair do WC
15% - arranjar a roupa depois da mijinha.
2% - lavar as mãos (ou passar as mãos pelo sensor por descuido)
68% - olhar-se ao espelho
E perguntam vocês "Como sabes que ela esteve a olhar ao espelho?" Pois bem, meus caros.
Logo após fechar a porta, ouvi os sacos que ela carregava (de compras) a pousar no lavatório... silêncio... silêncio... ouve-se a água a correr (muito breve, mesmo)... e a porta da casa de banho a abrir e fechar.
Óbvio, né?
Será que esta é uma daquelas situações "To go where no man has gone before" ? Serei eu uma espécie de Capitão Kirk?
Olá minha gente.
Eu digo desde já que, por várias vezes, utilizei balneários femininos. Quando jogava polo aquático, era bastante normal utilizar balneários femininos em diversas piscinas. Assim de repente lembro-me de usar os balneários femininos de Gondomar (que cheirinho...), Penafiel, Algés...
E embora tenha havido um ou outro incidente, regra geral, era pacífico. Até porque estava planeado...
No entanto, ontem, estava eu no terminal do Aeroporto do Porto (dar um nome de alguém que morreu num acidente de avião a um aeroporto é uma homenagem?) quando me deu uma vontadinha de ir soltar umas águas...
Vai daí, dirijo-me aos WCs e entro por lá dentro. Sim, eu sei que o facto da casa de banho não ter urinóis deveria bastar para eu perceber que estava no sítio errado... mas já vi tantas configurações de casas de banho... e numa delas, realmente não havia urinóis e era masculina. E pronto, lá pensei que a tal casa de banho era no Porto.
Entro numa salinha de sanita (gostam do nome?) e já que lá estava... aproveitei para esvaziar tudo. Eis que estava ali sentado e olho para um caixote que dizia algo como: "Abra a portinha, deite o penso e volte a fechar".
E, por incrível que pareça, o primeiro pensamento que me veio à cabeça foi: "Olha... isto virou enfermaria, foi?".
E mal acabo de pensar isto, ouço alguém a entrar pela casa de banho dentro e foi quando a realidade se me acertou. Eu estou no WC feminino, e pior, está alguém cá dentro!!!!
Lá fiquei, caladinho... e eis que ouço uma espécie de som de alguém que está verdadeiramente enojada (sim, eu estava a fazer um cócó, né?)... fecha a porta, ouve-se uns barulhos, depois ouve-se um barulho como se uma comporta duma barragem tivesse sido aberta... e eu só pensava: "Como carai*** vou sair daqui sem passar vergonha?"
Felizmente que mal a mulher saiu, ninguém entrou e eu saí logo a correr para ir lavar as mãos ao WC dos gajos.
Por muito traumática que a experiência tenha sido, foi também interessante conseguir auscultar um espécimen feminino numa incursão sanitária. Ora, eu compilei os dados recolhidos numas percentagens que vou partilhar aqui em baixo:
10% - mijinha propriamente dita.
5% - entrar e sair do WC
15% - arranjar a roupa depois da mijinha.
2% - lavar as mãos (ou passar as mãos pelo sensor por descuido)
68% - olhar-se ao espelho
E perguntam vocês "Como sabes que ela esteve a olhar ao espelho?" Pois bem, meus caros.
Logo após fechar a porta, ouvi os sacos que ela carregava (de compras) a pousar no lavatório... silêncio... silêncio... ouve-se a água a correr (muito breve, mesmo)... e a porta da casa de banho a abrir e fechar.
Óbvio, né?
Será que esta é uma daquelas situações "To go where no man has gone before" ? Serei eu uma espécie de Capitão Kirk?
domingo, fevereiro 20, 2011
Lisbon Chronicles (ou uns pormenores que reparei por Lisboa...)
Desta vez vou falar sobre Lisboa. Não é que seja uma cidade que eu gosto. Admito que tem imensos pontos de interesse e lugares espantosos, mas pronto... eu sou nativo duma cidade cinzenta, com ruínhas e ruelas e como tal prefiro, por exemplo, Praga a Lisboa.
Mas houveram duas coisas que sobressaíram nesta semanita que passei por Lisboa que nunca tinha reparado das outras vezes que lá fui/passei.
Então vou começar pelos taxistas. Lisboa é enorme e, ao contrário de Londres, o metro não está em todo o lado. Eu sei que não me posso queixar porque no Porto ainda é pior, mas é um facto que Lisboa é relativamente pequena e andar de táxi é uma possiblidade barata dependendo da hora do dia em que pretendemos viajar.
Os taxistas são todos imensamente prestáveis, exemplo disso é perguntarem qual é o caminho que pretendemos seguir e as conversas bem mais abrangentes que podemos ter com eles. Em Londres, conversar com o taxista é desconfortável. Aquele vidro e o tamanho do táxi fazem com que isso seja muito impessoal. Quase como se estivéssemos numa bilheteira qualquer, tão a ver a ideia?
Mas toda esta prestabilidade (eu invento palavras, sabiam?) torna-se absurda em vários casos... exemplo. Estão táxis numa espécie de praça de táxis com cerca de 3 a 4 hotéis a rodeá-la... eu entro num táxi saído do hotel e a segunda pergunta que o taxista faz é: "Por onde quer ir?".
Amigo, se saímos dum hotel, a probabilidade de não sermos de Lisboa é imensa... poupem-nos ao trabalho de responder a isso. Até porque, queremos sempre ir pela maneira mais rápida. Cabe-vos a vocês saber qual é essa maneira mais rápida... mesmo que estejam a transportar Lisboetas. Mas eu percebo... Lisboa é enorme e existem pessoas que julgam saber mais que vocês... mas normalmente não ficam nos hotéis da sua cidade Natal.
Depois o que soibressaiu foi a quantidade de edifícios cor-de-rosa... como eu disse, o Porto pode considerar-se cinzento. É uma cidade feita de granito e das duas uma, ou o granito é polido e pintar é um desperdício, ou o granito em "crú" fica horrível pintado. Talvez por isso me tenha chamado à atenção o número avassalador de casas pintadas de cor-de-rosa. E eu pergunto, porquê? Querem imitar o presidente da República?
Imaginem que um qualquer general nos vem visitar... não acham de certa forma encorajante a uma invasão ter a capital pintada de cor-de-rosa? Enfim... pensem nisso.
Para terminar, aproveito para dizer orgulhosamente que este e qualquer outro post do meu blog não obedece às regras do novo acordo ortográfico. Se de alguma forma estiver de acordo, peço desculpa. Todos cometemos erros. Mas mais sobre isso a seguir.
Desta vez vou falar sobre Lisboa. Não é que seja uma cidade que eu gosto. Admito que tem imensos pontos de interesse e lugares espantosos, mas pronto... eu sou nativo duma cidade cinzenta, com ruínhas e ruelas e como tal prefiro, por exemplo, Praga a Lisboa.
Mas houveram duas coisas que sobressaíram nesta semanita que passei por Lisboa que nunca tinha reparado das outras vezes que lá fui/passei.
Então vou começar pelos taxistas. Lisboa é enorme e, ao contrário de Londres, o metro não está em todo o lado. Eu sei que não me posso queixar porque no Porto ainda é pior, mas é um facto que Lisboa é relativamente pequena e andar de táxi é uma possiblidade barata dependendo da hora do dia em que pretendemos viajar.
Os taxistas são todos imensamente prestáveis, exemplo disso é perguntarem qual é o caminho que pretendemos seguir e as conversas bem mais abrangentes que podemos ter com eles. Em Londres, conversar com o taxista é desconfortável. Aquele vidro e o tamanho do táxi fazem com que isso seja muito impessoal. Quase como se estivéssemos numa bilheteira qualquer, tão a ver a ideia?
Mas toda esta prestabilidade (eu invento palavras, sabiam?) torna-se absurda em vários casos... exemplo. Estão táxis numa espécie de praça de táxis com cerca de 3 a 4 hotéis a rodeá-la... eu entro num táxi saído do hotel e a segunda pergunta que o taxista faz é: "Por onde quer ir?".
Amigo, se saímos dum hotel, a probabilidade de não sermos de Lisboa é imensa... poupem-nos ao trabalho de responder a isso. Até porque, queremos sempre ir pela maneira mais rápida. Cabe-vos a vocês saber qual é essa maneira mais rápida... mesmo que estejam a transportar Lisboetas. Mas eu percebo... Lisboa é enorme e existem pessoas que julgam saber mais que vocês... mas normalmente não ficam nos hotéis da sua cidade Natal.
Depois o que soibressaiu foi a quantidade de edifícios cor-de-rosa... como eu disse, o Porto pode considerar-se cinzento. É uma cidade feita de granito e das duas uma, ou o granito é polido e pintar é um desperdício, ou o granito em "crú" fica horrível pintado. Talvez por isso me tenha chamado à atenção o número avassalador de casas pintadas de cor-de-rosa. E eu pergunto, porquê? Querem imitar o presidente da República?
Imaginem que um qualquer general nos vem visitar... não acham de certa forma encorajante a uma invasão ter a capital pintada de cor-de-rosa? Enfim... pensem nisso.
Para terminar, aproveito para dizer orgulhosamente que este e qualquer outro post do meu blog não obedece às regras do novo acordo ortográfico. Se de alguma forma estiver de acordo, peço desculpa. Todos cometemos erros. Mas mais sobre isso a seguir.
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