quinta-feira, julho 21, 2011

Eu Chronicles...


Ainda me lembro da primeira vez que andei de avião... tinha 14 anos e foi um voo de Paris-Orly para o Porto. 

Ainda me lembro que estava sentado na coxia, tinha o lugar do meio livre e o passageiro sentado à janela estava literalmente aterrorizado com o voo. Os telemóveis tinham acabado de passar da fase "tijolo de sete" para "tijolo burro" (daqueles que se fazem lareiras e barbecues) e este modelo era Motorola... Que provavelmente, era a única marca de telemóveis. 

Agora que me lembro, e comparo esse telemóvel aos telemóveis actuais, não percebo o que é que ele estava a fazer com ele para se entreter durante o voo... Especialmente porque o telemóvel não tinha modo de avião e a hospedeira lhe pediu para o desligar. Aquilo dava para telefonar... Não haviam sms na altura. Lol 

Muito mudou desde essa altura... Lembro-me também que foi nesse avião que comi pela primeira vez salmão fumado... Hmmm, presunto do mar... 

A mochila que levava comigo tinha uma caneta de aparo, que provavelmente hoje em dia é considerada como uma arma branca. 

As viagens de avião mudaram imenso, hein???  Engraçado como após tanto tempo no ar a voar para cima, baixo, esquerda, direita, em quase todas as classes... Para terem uma ideia, já estive num avião em que a sanita tinha uma janela... (Deus, se existir na forma que lhe damos, deve ter uma igual) e no entanto o voo do qual me lembro de quase tudo foi esse. O primeiro. Foi aí também que vi o céu vermelho no horizonte... 

Em tempos sentia-me um pouco como o meu companheiro passageiro dessa viagem. Nervoso por voar, a pensar que isto é uma máquina criada por humanos e como tal, tem falhas... que como no caso dos humanos são fatais. 
Cheguei até a culpar a minha professora de estatística. Não fosse ela ter explicado as probabilidades, provavelmente não pensaria assim. 

No entanto, como em tudo na vida, existe um reverso da medalha que ultimamente utilizo para me tranquilizar. 

É tão provável o meu avião cair como ganhar o Euromilhões... Logo, o que devo fazer é jogar e esperar que me saia o prémio para deixar de viajar assíduamente. Claro que se o prémio sair, de certeza que ia viajar na mesma, mas era em primeira classe e esses raramente se safam dum acidente aéreo... Além de que certamente devem servir mais que champagne para relaxar as pessoas lá dentro... Estou a imaginar algo como um voo da KLM a sair de Amesterdão, percebem?
Em todo o caso têm camas e se algo acontecesse, estaria a dormir. 

Ainda não encontrei uma estatística similar para as perdas de bagagem, pelo que é certo que um dia destes vou ficar sem ela. 

segunda-feira, julho 18, 2011

London Chronicles (ou como liguei uma cara a uma voz...)

Olá amigos.

Cá estou de novo em Londres (hoje não chove), e a viagem ontem foi interessante.

Após ter aproveitado todas as benesses providenciadas pela TAP aos membros da StarAlliance Gold, lá me sentei no meu lugar acompanhado da minha senhora. O avião estava a abarrotar de teenagers inconscientes que, segundo me apercebi, vinham para Inglaterra fazer uma espécie de curso de inglês ao vivo.

Eles lá entraram, fizeram barulho e após se sentarem, eu ouço uma das pitas que estava sentada do outro lado do corredor a dizer muito excitadamente (vou dizer à minha irmã que vou no avião do Mika). Eu, até conheço o nome, não sou fã da música (talvez por isso nem saber como é que o gajo era) e achei piada poder ligar a cara do artista à música que ele faz.
James Blunt... aproveito para te dizer que se te vir num avião, certamente que vais levar com buuusss e pedidos para te amordaçarem, não vás tu ficar com ideias de torturar mais gente do que fazes actualmente.

O voo lá prosseguiu, o Mika ia em Business acompanhado pelo que me pareceu ser bailarinos (e bailarinas) e a mãe dele. A J. não concorda que seja a mãe, mas devia ser.
Entretanto, o voo foi aborrecido, porque a tipa sentada ao meu lado não se calava a transmitir a notícia para o resto da turma no avião que não acreditava. Eh pá... o gajo mora em Londres, o gajo actuou no Porto no dia anterior, certamente que ele partilha o meu "amor" pelas companhia do Sr. O'Leary e semelhantes, logo ir naquele voo não era de todo descabido. E sendo assim, as hospedeiras podiam ter sido um pouco mais diligentes e mandado terminar aquele conversa entre assentos que iam da fila 7 à fila 23.

Mas pronto, cá estou, a TAP provavelmente vai lançar uma publicidade qualquer com a foto do hospedeiro e do Mika, tirada à saída do avião e eu espero nunca mais voar no mesmo avião que uma turma de adolescentes... porque afinal de contas, o Mika não me incomodou... porque não cantou. LOL

quinta-feira, julho 14, 2011

Portugal Chronicles (Simplex??? Esta m**** é mas é um complex do cara***!!!)

Ahhh, Portugal... cheiro de pimento e sardinha assada no ar, praias cheias de gente e a inevitável e estupidificante burocracia. Sim... estupidificante.

Eu quando ouvi, há uns anos atrás, o agora "falecido" Primeiro Ministro dizer que ia adoptar a estratégia dos países nórdicos para os processos públicos de forma a terminar com a burocracia (o chamado Simplex), delirei.
E delirei porque, conhecendo eu a realidade Nórdica, isso seria um grande avanço para Portugal... entretanto, algures alguém meteu a típica vontade de mandar e ser chefe Portuguesa e o plano foi para as couves.

O que me leva a fazer este post é o sentimento de revolta que, mais uma vez, sinto ao lidar com os processos públicos Portugueses. Cheguei a Portugal por volta das 8 e 15 da matina. Estava fora do Aeroporto por volta das 8:35... e às 8:55 estava à porta da loja do cidadão no Dragão.

Entrei, e fui pedir para renovar o meu passaporte antigo... ao que me foi pedido que apresentasse o BI. Pois, eu lá expliquei à senhora que tenho o BI caducado porque ele é, para mim, menos útil que um rolo de papel higiénico, que eu não resido em Portugal e tenho dois passaportes ainda válidos que podem atestar a minha nacionalidade.

Não.. se quiser tirar um passaporte precisa do BI. Ora... o BI serve para mostrar aos moinantes nas operações STOP e andar pela Europa (às vezes, como ficou demonstrado naquele incidente em que não deixaram umas pitas com o cartão do cidadão embarcar num voo). O passaporte (como se não bastasse, eu tenho vistos de residência neles) serve para todo o Mundo!! Mas não serve para o renovar. Mesmo que esteja válido.

Isto é ridículo e, infelizmente, típico do Governo Português. Afinal onde está o Simplex?

Como se não bastasse, a única representação diplomática de Portugal no Sudeste Asiático é em Bangkok. Não existe nada em Singapura... ou seja, para os turistas que vão para a Tailândia tem de haver representação... mas para quem trabalha em Singapura não é preciso. E nem vou referir o estado que essa mesma Embaixada trata a nossa nacionalidade, tendo a bandeira a cair aos pedaços... para toda a Bangkok ver quando passeia pelo Chao Phraya (é um rio).

Enfim... já dizia o Jorge Palma: "Portugal, Portugal, de que é que estás à espera?"

terça-feira, julho 12, 2011

London Chronicles (ou como é que as pessoas se deixaram levar por isto????) 

Olá povo.

Como já devem saber, vivo com a minha namorada e é preciso comprar alguma mobília para tornar a casa um pouco mais... eficiente. Afinal de contas é pequena.

Vai daí, precisámos de comprar um guarda-roupa e toca de comprar um guarda-roupa que parecia simplesmente divinal no site da loja (semelhante ao IKEA mas que não tem aspirações a enganar meio Mundo acerca da sustentabilidade do seu negócio), mas que vinha às peças e sem equipa que o montasse.

O móvel chegou ontem... e depois de montar a carcaça e um módulo de gavetas, estou perplexo a pensar como é que as pessoas se deixaram levar por esta moda de comprar mobília no IKEA (e lojas semelhantes)?
Ainda se lembram da mobília de antigamente (como os meus pais têm), que era sólida (e pesada) e fazia toda a gente pensar duas vezes em re-decorar a casa ou mudar a mobília de sítio?
Isto deriva tudo da sociedade que temos hoje em dia. Parece que ninguém hoje em dia consegue dar valor às coisas. Há uns meses li um livro (cliquem aqui) interessante sobre este fenómeno e a realidade é que quando as pessoas deixam de conseguir dar valor ao trabalho das outras, é possível baixar o preço (e consequentemente a qualidade) e auferir ainda mais lucros. O livro tem também um capítulo dedicado ao IKEA, se estiverem interessados.

Mas esta é a realidade... e hoje em dia nem sequer é fácil montar a mobília... Basta ver isto



Esta foto mostra parte das instruções (que eram fracas... muito fracas...) onde é especificada a ferramenta necessária para montar o móvel. De notar, que eles não referem que os parafusos não têm um buraco perfeito e têm de ser inseridos à pata... ou seja, vão ter de furar e aparafusar ao mesmo tempo e assim sendo, o ideal é mesmo ter uma daquelas aparafusadoras eléctricas a não ser que queiram ficar com problemas no canal cárpico.

Estúpido, não é? Se precisam de comprar um móvel, precisam também duma caixa de ferramentas dignas dum carpinteiro... e para quê? Ficar ali num canto a apanhar pó? Eu passo-me com isto e sinceramente acho que não vou voltar a comprar mobília deste género, para a próxima vou mesmo contratar um carpinteiro com as ferramentas correctas... mas será que ainda haverão pessoas capazes?

sábado, julho 09, 2011

London Chronicles (ou como certas coisas em Portugal davam jeito aqui...)

Olá povo.

Cá estou em casa a gozar este fabulástico Verão Inglês (sim, estou a ser sarcástico... extremamente sarcástico!!!) e a pensar numas obrinhas necessárias aqui por casa. E se há algo que me deixa lixado é encontrar pessoas capazes de executar certos serviços aqui em Londres.

Em Portugal, existe um site relativamente novo que nos permite pedir orçamentos quase imediatamente sem ter de lidar com malta de vendas...

Ora dêem lá uma vista de olhos:

Site de orçamentos.

Mas aqui não há nada e eu à procura de empresas que arranjem soalhos.
Sim já procurei pela net, mas das duas uma, ou as pessoas não estão muito interessadas em trabalhar, ou estão super ocupadas, ou desperdiçaram imenso dinheiro a construir um site com uma morada de email à qual não ligam puto.

Eu tenho a nítida sensação que é a última hipótese. Mas pronto... assim vai a busca por um taqueiro com mão para o verniz para dar um jeitinho aqui no meu chão.

P.S.: Se conhecerem alguém que faça esse serviço e venha de férias a Londres, digam-lhes para me contactar. eh eh eh

quinta-feira, julho 07, 2011

Singapore Chronicles (já voei no A380...)

Olá povo.

Estou por casa. E está a chover.
Mas hoje vou contar-vos sobre aquele Mega avião que é o A380. Ver foto em baixo.


Ora então, sempre que vejo este avião, lembro-me duma anedota do Herman José (para quem sabe quem é o Herman José, sim ele lançou um livro de anedotas há uns 20 e tal anos) sobre um mega avião.
Eu não me lembro exactamente do conteúdo da anedota, mas era algo como:

"No voo inaugural do primeiro mega avião, o piloto decide dar as boas vindas aos passageiros com o seguinte anúncio pelo altifalante:

- Bom dia senhoras e senhores. Quero desejar-vos as boas vindas ao voo inaugural do maior e mais avançado avião alguma vez construído. Este avião é uma pérola da tecnologia com motores Rolls Royce de última geração com uma potência nunca vista. Este avião tem também o recorde de capacidade e actualmente a bordo temos 500 passageiros, um restaurante brasileiro com assadores para o rodízio, um restaurante Japonês, uma discoteca, um salão de baile com um palco e uma banda. Temos também várias casas de banho com chuveiros para quem quiser chegar fresquinho ao destino.
Quero por último pedir-vos que comecem a rezar para ver se conseguimos levantar voo com esta merda toda a bordo."

E é exactamente isto que este voo me lembra. O voo leva 471 pessoas sentadas, mais a tripulação e é uma coisa gigante mesmo. Se acham que as asas dos aviões normais abanam muito, estas nem se fala.

Mas relativamente ao avião, tenho a dizer que tem os seus pontos fortes. O espaço, pelo menos neste da Singapore Airlines, é muito bom. Quer em business, quer em economia, o espaço é amplo.
Outra coisa interessante neste avião é que não existe propriamente a Primeira classe. Em vez disso, existem suites. Sim... quartos privados no avião. Não imagino quanto custará um quarto desses, mas é caro de certeza. No entanto, se houver quem queira entrar no Mile High, esta é a forma mais segura de o fazer.

Agora se há algo que falhou aqui é o número de casas de banho. Que a julgar pelo número de pessoas a bordo era diminuto. Eu lembro-me que noutros voos, tipo um 747 da Lufthansa, havia uma parte do porão com 6 casas de banho, fora as normais que estão no piso das cadeiras. Esta tem mesmo muito poucas. :(

Enfim, ainda assim, não foi muito mau. Não deixa de ser uma viagem de avião, né?

segunda-feira, julho 04, 2011

Singapore (former) British Empire Chronicles (ou será isto uma vinganca???)

Olá minhas gentes.

Tenho antes de mais a confirmar que os ensaios para o dia de Singapura correm como esperado e o fogo de artíficio está muito mais sincronizado. Muito melhor. Daqui a um mês devo ir de propósito ver o resultado dos ensaios... Talvez encontre o presidente e lhe pergunte como é que ele consegue justificar os gastos. LOL

Adiante, hoje estou aqui para reportar algo super estranho.
Certamente que muitos de vocês já estiveram em hóteis e se há algo que costuma haver pouco em quartos de hotel são tomadas de parede. Eu lembro-me aqui há uns anos atrás em Manchester que para carregar o portátil num dos quartos, tive de o ligar na casa de banho. Ok, a casa de banho era um pouco convoluída com o quarto, mas ainda era casa de banho.

Aqui em Singapura não tenho tantos problemas quanto ao número de tomadas, mas sim quanto ao tipo. Como sabem eu vivo em Inglaterra... e então, já todos ou quase todos os meus equipamentos eléctricos têm uma ficha daquelas inglesas. Tá certo que tenho adaptadores em muitas coisas, mas se há algo que é genuinamente inglês é a minha maquininha de aparar o pêlo.

E então não é que em todo o lado onde vou (seja em Singapura, Escócia, África do Sul, Portugal ou até mesmo em minha casa) a tomada que está na casa de banho é uma simples tomada que dá para fichas europeias e americanas. Fichas de bife não existem! Dá para acreditar nisto?

Ora vejam as tomadas que refiro:


Depois ainda fiquei a pensar se as ex-colónias não farão isto de propósito... mas já é abusar com teorias da conspiracão.

Fiquem bem, bebam muita água (como dizia um médico da Eurospuma) e gozem as férias. 


sábado, julho 02, 2011

Singapore Chronicles (ou como me habituei a conduzir do lado errado...)

Ora viva de novo.
Estou a tentar... tentar... tentar... manter isto vivo, mas tem sido difícil. Não existe muito de novo aqui por Singapura.

No entanto, tenho para vos contar algo que muita gente imagina, mas que poucos terão experimentado.

CONDUZIR DO LADO ERRADO DA ESTRADA!!!

Antes de mais, devo dizer que eu sempre tive um jeito natural para isto. O meu pai sempre me disse que eu conduzia como os ingleses... sempre do lado direito. Pelo que isto possa ser mais fácil para mim, do que para outros.

Antes de mais, vou também esclarecer duma vez por todas as típicas dúvidas que toda a gente tem.
Os controlos do carro não são espelhados, ou seja, o pé direito controla o travão e acelerador, o esquerdo a embraiagem (quando não é automático como aqui).
A caixa de velocidades também funciona da mesma maneira que nos países normais. Ou seja, a primeira é engrenada com a manete para o lado esquerdo do carro (quando não é automático como aqui).

E tenho a dizer que me tenho saído bem. Além de já ter conduzido aqui antes e de também já ter conduzido na Escócia e Malta, isto não é tão difícil assim tirando um pequeno pormenor...

Tudo bem que não tenho mudanças a meter nem engrenagens para mudar, mas se há algo que não atino é com o raio do pisca. Ou seja, sempre que vou dar um pisca, salta-me a escova do pára-brisas porque, incrivelmente, me enganei de novo no lado do pisca. Ainda mais estranho é que nos carros "normais" o pisca está do mesmo lado do condutor.

Enfim... pormenores.

Ahhh, se quiserem saber, alugar um Lamborghini Murciélago aqui em Singapura fica à volta de 15000 euros por dia. :)

quinta-feira, junho 30, 2011

Vende-se iPhone 4 (branco ou preto, é à escolha do freguês...)

Olá povo.

Estava eu a falar no meu aniversário com uma amiga minha (a A. para os curiosos) sobre ver um telemóvel engraçado e barato aqui por Singapura (ao contrário de outras pessoas, tipo o N, ela tem expectativas reais) para o seu macho e dei por mim a ver iPhones.

Então, eis o meu espanto quando reparo nisto:

Apple iPhone 4 preto 32Gb na FNAC livre de operador - 999€
http://www.fnac.pt/Apple-iPhone-4-32GB-Preto-Telemovel-Telemovel/a363573?PID=22922

Apple iPhone 4 preto 32Gb na Apple Store de Singapura - 1048 SGD
http://store.apple.com/sg/browse/home/shop_iphone/family/iphone?mco=MTAyNTQzMjI

Ora, neste solarengo e lindo dia 27 de Junho de 2011 em que escrevo este post, 1048 dólares de Singapura são: 591€

Por isso, quem quiser um iPhone livre por 730€ é avisar. Aproveito para dizer que têm de me pagar primeiro e só depois recebem os bens... dia 13 de Julho. 

quarta-feira, junho 29, 2011

Singapore Chronicles (ou como eu encontrei o meu futuro nesta terra...) 

Olá minhas gentes.

Há uns dias atrás, estava eu a caminho do restaurante para comer algo quando me apercebi do que devo fazer no meu futuro. Mas adiante... vamos dar um pouco de contexto primeiro.

Então lá ia eu para o restaurante e reparo que há fogo de artifício. Bom, achei interessante e perguntei ao taxista a que se devia semelhante espectáculo, ao que ele me disse que eram os preparativos para o Dia Nacional de Singapura no próximo dia 9 de Agosto.

Eu achei uma certa piada estarem a deitar fogo para o ar, mas fiquei boquiaberto quando ele me diz que daqui até ao dia de Singapura todos os fins de semana eles vão ensaiar... com fogo de artifício. Digam lá se não acham isto o fogo de artifício mais anti-climático da história? Tipo, o que é que eles vão fazer de novo? As pessoas já viram o fogo durante as últimas 5 semanas. O dia em si não vai ter piada.

Mas estava eu a ver isto e ocorreu-me uma ideia brilhante.
Sendo assim, eu vou abrir uma fábrica de fogos de artifício ali para Barcelos ou Braga (acho que é lá que ainda existem algumas), ou talvez encontre um fornecedor na China e vou-me candidatar a uma localidade qualquer no país. Tipo Câmara Municipal do Porto ou algo do género.

Vou fazer como tema da minha campanha toda a experiência adquirida na minha vida passada no "estrangeiro" e quando conseguir ser eleito vou passar a usar métodos usados e comprovados noutros países do Mundo.

Assim sendo, os fogos de artifício de S. João, Ano Novo e repetição do Ano Novo no dia 7 de Janeiro (tradição esta que vem desde o mandato do Nuno Cardoso) serão contratados à minha empresa que terá de seguir o modelo Singapureano de teste de fogos de artifício antes do evento principal.
Vão-se preparando porque para o S. João os preparativos começam mais ou menos ali no fim da Queima das Fitas e os preparativos para o fogo de artifício de Ano Novo começam naquele dia dos cemitérios. Tem de ser com dois meses de antecedência porque passado uma semana há mais um espectáculo de repetição de Ano Novo.

Sei também que a população do Porto vai ficar toda feliz com esta nova estratégia uma vez que finalmente vamos ter um fogo de artifício à séria que vai envergonhar aquela malta de "Marrocos" que só devia festejar o S. Pedro e não o S. João denegrindo, por vezes, os esforços dos meus antecessores.

Sendo assim, um mandato de 4 anos na Câmara deve dar para me reformar como o Rei dos Fogos de artifício...
Vou amanhã ligar para o BES a dizer que encontrei um melhor plano de poupança reforma. LOL

Beijo para a J. 

segunda-feira, junho 27, 2011

Incrível... 31 anos...
E parece que ainda ontem tinha 18. 

sábado, junho 25, 2011

Singapore Chronicles (ou como até eu conseguia fazer melhor...)

Olá minhas gentes.

Estou em Singapura depois de uma noitada de S. João inacreditável. Sem marteladas, nem sardinhas, nem pimento assado. Mas com sapateira picante (chilli crab). Enfim... vida dura. :(

Mas o motivo deste post é mesmo para vos chocar. Tem de ser, a vida é assim.

Então há praí uns minutos estava a arrumar o que tinha ali na mesinha de cabeceira quando ao pegar no menú do serviço de quartos vi isto:




Acreditam?

Nemo e batatas fritas? Tudo bem que existe uma certa herança bife aqui em Singapura, mas daí até meterem um personagem de animação tão querido de pequenos e graúdos como é o Nemo para um repasto é abusar.
Será que é um prato com saída? Estou a imaginar o drama que será, as crianças terem de comer um Nemo... e o trabalho que será comer um peixinho tão pequeno.

Já alguém experimentou? :P 

terça-feira, junho 21, 2011

domingo, junho 19, 2011

Las Palmas Chronicles (ou um momento estranho... muito estranho!!!!)

Ois...

Pois, 20 de Abril... e lá estou eu em Las Palmas... Entretido no meu standby time à espera que um motoqueiro Canadiano termine o seu trabalho numa Top Drive e ouço isto saído dos altifalantes (com tradução para efeito de suspense) :

"Atenção a todos os membros da tripulação, faz hoje um ano que os nossos colegas (esta era uma plataforma da Transocean) ao serviço no Horizon sofreram um acidente que vitimou 11 pessoas. Em honra deles, pedimo-vos que cumpramos um minuto de silêncio".

Freaky... muito freaky.

Mais estranho é estar agora a trabalhar numa plataforma chamada Transocean Honor... mas a ironia deste nome é algo que não posso revelar. Pelo menos assim aos 7 ventos... apesar de ninguém ler isto. LOL

Abraços e beijinhos para a J. 

sexta-feira, junho 17, 2011

Las Palmas Chronicles (ou algo que vocês provavelmente não sabiam...)

Ora viva minhas gentes.

Ora estava eu em Las Palmas, necessitado de fazer uma transferência bancária para completar um processo de compra e reparo que deixei o leitorzinho de cartões que dá acesso ao online banking em casa.
Primeiro pensamento: "Merda!"

Segundo pensamento: "PQP!!"

Terceiro pensamento: "Vamos abrir a janela e partilhar a minha frustração com Las Palmas!"

Então, já todo stressadão, à procura de alternativas quando o pai da J. me diz que posso fazer transferências bancárias por fax. Ora, eu não sou novo. Ou melhor, não estou na flor da idade, mas transferir dinheiro por fax é algo que não julgava possível.

Depois lá questionei o meu banco acerca disso e eles lá me disseram que podia ir a uma embaixada Norueguesa e se eles me identificassem com o meu passaporte, podia enviar o fax de lá a requisitar uma transferência da quantia X para a conta YZ e que a coisa ia avante.

Conclusão: Arranjar uma ligação de internet decente, fazer login na conta do banco, ligar para o banco a acordar uma taxa de câmbio decente, completar o processo online, demora mais tempo que ir a uma embaixada, enviar o fax e ligar para o banco a perguntar se receberam o fax e se fazem uma boa taxa.

E esta, hein? 

quarta-feira, junho 15, 2011

Crónicas do H2... (WOW... isto é que foi uma pausa...)

Olá povo.
Desculpem lá a ausência, mas estive longe. Ou algo do género.

Neste momento estou no 17º andar do Holiday Inn Atrium Singapura. Eu sei, não é nada chique, mas dá jeito. A Chinatown para comer marisco fica logo ali em baixo, a auto-estrada para o trabalho é perto, Orchard Road para as compras são 5 SGD de táxi e tenho um shopping com cinema mesmo aqui ao lado. Isto para não falar na lojinha de conveniência que costuma dar umas bananas para a sobremesa. Eh eh he

De resto, este ano tem sido atípico... além daquela pausa por Portugal atrás dum visto Nigeriano inútil, acabei por ir na mesma parar a essa plataforma. Mas desta vez em Las Palmas...
Antes disso, dei um pulinho a um ícone petrolífero que é a BP Clair ( e sim, a BP deve ter mudado imenso depois do acidente) no lado Escocês do Mar do Norte.

E perguntam vocês, porque é que o ano é atípico? Porque este ano trabalhei numa região que visitei por duas vezes. Primeiro fui a Lanzarote em passeio, depois fui trabalhar a Las Palmas (se puderem, evitem ambas). E fui à Escócia... Edimburgo e aquelas cenas e tal.

Para não estar aqui a encher um post com o que se passou, vou deixando posts agendados (hoje que estou com pica, para o povo.

Fiquem bem e comam pouco. :) 

segunda-feira, abril 11, 2011

Crónicas de viagem (ou um autentico choque de culturas...)

Como sabem, estive na Arábia Saudita.
E como também se lembrarão, devido a desacatos no Bahrain, tive de desviar os meus voos para sair directo da Arábia em vez de passar por lá.

Vai daí, apanhei um voo da KLM em direccão a Amesterdão... E não podia ter sido um choque maior.

Então, ali estava eu na Arábia Saudita... as mulheres andam todas cobertas e, as que mostram os olhos, sao pouquissimas. A dada altura, lembrei-me que eles devem confiar imenso nas mulheres, porque nao tou a ver como vao controlar o passaporte sem ver a cara da pessoa... Mas deve conferir com a fotografia que tem la também... ou seja, com burka.

Mas adiante. Como estava a dizer, na Arábia Saudita não se via nem os olhos das mulheres... e chego ao aeroporto de Amesterdão, atencão, aeroporto e não o Red Light District e enquanto ia comprar um queijinho e umas bolachinhas, sou bombardeado com revistas pornográficas (de todos os géneros e feitios) mesmo ali ao lado do frigorifico dos queijos.

Se calhar sou facilmente impressionável, mas é um facto que não fiquei bem impressionado com tanta liberdade como se vê naquele aeroporto. LOL
Mas pronto, não deixou de ser uma viagem catita.

Por falar em viagem catita, neste momento estou no aeroporto de Aberdeen. E já posso dizer que estive nas ilhas Shetland... mas isso fica para outro post.

Beijinhos para as priminhas e para a J.

sexta-feira, março 25, 2011

Saudi Chronicles (ou pormenores interessantes dum quarto de hotel "Arabiano"...)

Olá,
Antes de mais, eu já estou de volta com uma viagem marcada para Singapura no dia 1... e não, não é mentira.
Estou também a preparar umas notícias super interessantes, mas ainda falta um pouco... dentro de um mês talvez haja muito mais para escrever.

Mas hoje, vou falar-vos dum pormenor delicioso que encontrei na Arábia. Como sabem, é na Arábia que existe uma vilazinha chamada Meccah. Onde existe uma peregrinação anual (um pouco como Fátima, mas em árabe).

Como provavelmente saberão também, os árabes sempre que rezam, têm de estar virados na direcção de Meccah, o que deve ser relativamente complicado de fazer. Convenhámos que ou eles têm um sentido de orientação fenomenal, ou estão sempre perdidos. Vai daí, que é que vi no aeroporto? Nem mais, o verdadeiro dois-em-um árabe. O verdadeiro artigo do Melga Shop, um tapete para rezar com uma bússola incorporada no cantinho do tapete. Simplesmente genial.

Mas ainda assim, e o ponto alto deste post, o que me espantou mais foi o aparato religioso no hotel. Antes de mais o hotel era este (cliquem no este). O hotel, segundo dizem é de 5 estrelas. Tinha o aparato completo de piscina, sauna, jacuzzi, TV no quarto e... LOL vejam a foto.


Isto é a foto do armário... 

E este é o pormenor...

O Corão e um tapetinho.
Não me levem a mal, eu já estive em hotéis onde havia a Bíblia. Estive noutros onde havia a Bíblia e o Corão. Este tinha o Corão... O que me espanta é o pormenor do tapete para rezar. E agora, pensando um pouco neste assunto penso:

Mas afinal o tapete estava lá porque eles não limpam os quartos e não querem que as pessoas se sujem no chão... ou é apenas mais um extra de ser um serviço de 5 estrelas? Será que segundo os padrões árabes, para se ter a classificação de 5 estrelas temos de providenciar um tapete para os hóspedes rezarem?

Ai ai... as dúvidas são tantas. LOL

Divirtam-se... eu vou ver os tolinhos em frente à Apple Store em Regent Street. :) 

sexta-feira, março 18, 2011

Saudi Arabia Chronicles (ou a minha visita a um shoppingzinho...)

Como sabem, estou na Arábia Saudita. Estou em trabalho, mas como acontece sempre, existem papeladas a tratar, fotografias a tirar e não sei se será problema da Noble Drilling, mas eles falham sempre com os helicópteros. Daí que vá ter um diazinho em terra... LOL

Mas ainda antes de ter esta notícia tão boa, tive a oportunidade de ir jantar a um shoppingzinho mesmo aqui ao lado do hotel. A comida em si, foi aquilo a que chamam de "wrap" que é um kebab e neste caso de frango... ou era o que julgava, mas na realidade era mais de batata frita. Nojento!

Mas o que me espantou de sobremaneira no shopping foi o contraste das lojas com os clientes. Primeiro, vou desde já esclarecer que as mulheres não trabalham (e pelo que vejo poucos homens o fazem), como tal todas as lojas, mesmo as de roupa feminina são atendidas por homens. Imagino se um dia eles quiserem emigrar, não fique muito bem no currículo que trabalhou numa loja feminina... e não, não vi uma única loja de lingerie. Mas este shopping não é de todo uma amostra significativa do país. Agora que penso... quem limpará a casa?

Então, enquanto passeava pelo shopping, vi imensas mulheres (ou é o que dizem) com a sua burka vestida e só se via os olhinhos... estas não usam a redezinha para tapar os olhos. No entanto, em todo o shopping havia 3 lojas com burkas. Uma para burkas de ocasião especial, as outras duas para ocasiões do dia-a-dia.
O resto das lojas era, excepto a loja de animais de estimacão e duas de telemóveis, para mulheres. É que aquilo tinha dos vestidos de baile mais chiques que alguma vez vi, parecia a preparacão para um baile de debutantes ou o "prom" dos Estados Unidos... E isto ocupava à vontade 50% do centro comercial. 50% do centro estava ocupado com lojas a vender roupa que ninguém vê na rua em qualquer ocasião. Não acham estranho?
Havia mais lojas além destas, mas eram de sapatos, roupa de crianca, malas de senhora, perfumes e joalharias... e se acham que já viram jóias brilhantes, nunca viram isto. Eles devem ter um exército de gajos a puxar o lustro às jóias! LOL

O que achei... esquisito, para dizer o menos, foi ver a loja de animais de estimacão com os seguintes animais:
- piriquitos
- coelhos
- hamsters (marca porta-chave)
- cobras... de vários tipos... enquanto que coelhos havia branco e cinzento.

Enfim... que dizer... isto é engracado... mas apenas para ver as diferencas culturais.
Uma coisa que o shopping tinha de bom era o cheiro... eles tinham incenso a queimar por todo o shopping e quando não cheirava a perfumes das lojas, cheirava a incenso. :)

sábado, março 12, 2011

Saudi Arabia Chronicles (ou uma experiência especial...)
Olá malta.

No seguimento daquele post que publiquei sobre a minha incursão ao mundo sanitário feminino, estava eu no avião (com a Gulf Air a caminho do Bahrain onde fiz escala a caminho de Dammam na Arábia Saudita) e fui um sortudo em experimentar algo inédito... para mim, pelo menos.

É que como já disse, já utilizei casas de banho femininas, já utilizei casas de banho por todo o Mundo, algumas com os seus toques de originalidade, como as casas de banho muçulmanas onde existe sempre uma cabeça de chuveiro para lavar o vaso sanitário.
Ou os buracos no chão das casas de banho públicas Japonesas, bem como as sanitas de alta tecnologia também no Japão (e Coreia) onde podíamos lavar o rabiosque e secá-lo com um arzinho quentinho.

Já me aliviei no deserto... não foi de todo o pico da viagem ao deserto, mas ainda assim foi interessante. Ou, já que estamos numa de situações más, numa daquelas "sanitas" de lavoura que é uma tábua com um buraco sobre uma fossa.

Enfim, posso dizer que já experimentei imensos tipos de sanitas e acessórios sanitários na minha, até agora curta, vida... mas nenhuma destas experiências sequer se compara a poder estar a fazer as necessidades sentado numa sanita ao lado duma janela num avião que voa a cerca de 11000 pés de altitude.

A paz que se sente, enquanto olhamos pela janela e nos aliviámos é fantástica, diria mesmo, divinal. Simplesmente divinal.

Isto porque, ia em business e acabei por ter sorte do avião ter as sanitas instaladas numa localização tão bem pensada. Já sabem, se forem ao Bahrain, voem com a Gulf Air (que não dá pontos, mas azar...)

Já agora, e um pouco também a propósito de esta ser uma companhia árabe, tenho de salientar que as revistas do in-flight shopping são muito boas com a maior parte das páginas dedicadas ao público masculino, ao contrário do que é habitual em todas as outras companhias.

Fiquem bem e boa sorte com a manifestação... lembrem-se sempre que os políticos são a imagem do seu povo...

Beijinhos para a J. e B.. Para a M. e outra B. E para a minha mãe que fez anos há uns dias atrás.