Antes de mais...
Que é isto??? Quando não escrevia toda a gente dizia que devia escrever mais... quando escrevo ninguém cá passa?? DASSSSSS
Noutras noticias... tou a pensar em fazer um livro! Vai se chamar "Job Break" Eu vou chamar-me Charles Scofield e estou a tentar pisgar-me dum emprego que me está a dar cabo do juizo!
quinta-feira, março 29, 2007
quarta-feira, março 28, 2007
Querem uma piada, mesmo piada, mesmo muita seca???
Vira-se o gajo para a namorada:
"Ohh filha, fecha os olhos que eu vou dar-te uma prenda!!!"
E diz ela:
"Ahhhh, o que é?"
E responde prontamente:
"É um banana split! Eu dou a banana, tu das o split."
Já sei que ninguém se está a rir... mas lembrei-me... que querem??? :P
Vira-se o gajo para a namorada:
"Ohh filha, fecha os olhos que eu vou dar-te uma prenda!!!"
E diz ela:
"Ahhhh, o que é?"
E responde prontamente:
"É um banana split! Eu dou a banana, tu das o split."
Já sei que ninguém se está a rir... mas lembrei-me... que querem??? :P
segunda-feira, março 26, 2007
Agora apetecia-me...
Uma noite quente, uma brisa vinda do mar, um Cohiba Siglo II numa mão e uma Cuba libre noutra...
Uma noite quente, uma brisa vinda do mar, um Cohiba Siglo II numa mão e uma Cuba libre noutra...
sábado, março 24, 2007
Hoje estava eu a pedir o pequeno almoço num sitio da moda... sim, eu sou um gajo fashion... quer-se dizer... é o único café naquele lugar que tem "húngaros".
Para quem não sabe, que aprenda porque eu não sou mestre! Se o fosse estava numa casa rodeado de belas estupidas... Mas não é sobre isso que me quero debruçar!
E então, estava eu já de tabuleiro aviado e ouço alguém atrás de mim pedir um café quase cheio... Passei-me! Corri para a mesa e imediatamente coloquei uma nota no PDA para dissertar sobre esta pérola às 15:56 e é o que vou fazer.
Ora então... quem já bebeu um café na Peninsula Ibérica sabe que os cafés são servidos em chávenas pequenas, os famigerados Expresso por esse mundo fora e pá... aquilo leva mesmo muito pouco.
Ok, eu sou viciado em café. Ossos de um ofício passado que ficaram trancados num armário do qual esqueci a chave.
Mas, reparem, numa pessoa com uma boca de tamanho médio, uma chávena de café cheia até ao topo ocupa exactamente 73,5% da capacidade liquida da boca...
portanto um café curto, cheio ou quase cheio ocupa tão pouco que nem vale a pena estarmo-nos a preocupar com quantidades...
E depois vem com as conversas da treta...
Ahh, o café curto tem menos cafeína... Nem por isso, uma vez que o grosso da cafeína sai no inicio da tiragem e não no fim. Para isso teríamos de por a máquina a deitar para o lixo e aproveitar a parte final do café.
Depois há os catedráticos que querem um longo porque não é tão azedo... Ora, se é azedo porque o tomam? Ou então, se é azedo... e já que metem um pacote de açucar... porque não dois ou três?
Enfim... coitado do café que não é apreciado! :(
Para quem não sabe, que aprenda porque eu não sou mestre! Se o fosse estava numa casa rodeado de belas estupidas... Mas não é sobre isso que me quero debruçar!
E então, estava eu já de tabuleiro aviado e ouço alguém atrás de mim pedir um café quase cheio... Passei-me! Corri para a mesa e imediatamente coloquei uma nota no PDA para dissertar sobre esta pérola às 15:56 e é o que vou fazer.
Ora então... quem já bebeu um café na Peninsula Ibérica sabe que os cafés são servidos em chávenas pequenas, os famigerados Expresso por esse mundo fora e pá... aquilo leva mesmo muito pouco.
Ok, eu sou viciado em café. Ossos de um ofício passado que ficaram trancados num armário do qual esqueci a chave.
Mas, reparem, numa pessoa com uma boca de tamanho médio, uma chávena de café cheia até ao topo ocupa exactamente 73,5% da capacidade liquida da boca...
portanto um café curto, cheio ou quase cheio ocupa tão pouco que nem vale a pena estarmo-nos a preocupar com quantidades...
E depois vem com as conversas da treta...
Ahh, o café curto tem menos cafeína... Nem por isso, uma vez que o grosso da cafeína sai no inicio da tiragem e não no fim. Para isso teríamos de por a máquina a deitar para o lixo e aproveitar a parte final do café.
Depois há os catedráticos que querem um longo porque não é tão azedo... Ora, se é azedo porque o tomam? Ou então, se é azedo... e já que metem um pacote de açucar... porque não dois ou três?
Enfim... coitado do café que não é apreciado! :(
segunda-feira, março 19, 2007
Dans le porrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrt d'Amsterdam
Y a des marrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrins qui chantent
Les rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrêves qui les hantent
Au larrrrrrrrrrrrrrrrrrrge d'Amsterrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrdam
Não que isto importe, apenas me apeteceu deixar aqui uma pérola que ando a ouvir... em ambas as linguas, mas que em Francês é qualquer coisa de forte! : Clarrrrrrrrrrrrrrrrro que o gajo que canta isto abusa nos rrrrrrrrrrrrrrrrrr. LOL
Ora bem, isto é só para deixar aqui o tema do meu próximo post.
"Qual é melhor, o colchão de molas ou colchão de espuma?"
Esta questão, à parte de outras como:
- Será desta?
- Estaria a olhar para mim?
- Qual será o Jackpot do €milhões?
- Terá namorado?
- Como é que ponho o LCD a funcionar com o BasicX
- Qual o tamanho do soutien dela?
Tem deixado a minha cabeça de rastos, mas prometo voltar cá para deixar um post de resposta a esta questão.
P.S.: ofereço um jantar à nina que descobrir qual a minha versão favorita da música que faz o inicio deste post.
Y a des marrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrins qui chantent
Les rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrêves qui les hantent
Au larrrrrrrrrrrrrrrrrrrge d'Amsterrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrdam
Não que isto importe, apenas me apeteceu deixar aqui uma pérola que ando a ouvir... em ambas as linguas, mas que em Francês é qualquer coisa de forte! : Clarrrrrrrrrrrrrrrrro que o gajo que canta isto abusa nos rrrrrrrrrrrrrrrrrr. LOL
Ora bem, isto é só para deixar aqui o tema do meu próximo post.
"Qual é melhor, o colchão de molas ou colchão de espuma?"
Esta questão, à parte de outras como:
- Será desta?
- Estaria a olhar para mim?
- Qual será o Jackpot do €milhões?
- Terá namorado?
- Como é que ponho o LCD a funcionar com o BasicX
- Qual o tamanho do soutien dela?
Tem deixado a minha cabeça de rastos, mas prometo voltar cá para deixar um post de resposta a esta questão.
P.S.: ofereço um jantar à nina que descobrir qual a minha versão favorita da música que faz o inicio deste post.
sábado, março 17, 2007
A minha admiradora anónima...
Quê? Acham que não é possivel??? Pois enganem-se!!! Ela anda por aí! Ora vejam:
http://h2omem.blogspot.com/2007/01/continuao-do-bom-humor-para-todos.html
Ahh, pois é!!
Tá certo que nem fui eu que escrevi o texto, apesar de adorar feijoada e ocasionalmente soltar uns gases (como toda a gente) inócuos (ao contrário dos do Zé, mas que se perdoa para bem da piada da história) falta-me vários pormenores para ser eu a personagem da história, tais como:
- Não sou casado (e pelos vistos nem para lá caminho)
- Não deixaria de comer feijoada por uma mulher (comprava-lhe uma embalagem de Brise, ou começava a fazer uma plantação numa caixinha de Petri de constipações para que ela ficasse constipada nessas alturas)
- Eu não andaria km's a pé... pelo menos neste momento, o que faria era ligar ao mecânico da empresa e ele que me viesse buscar e resolver a borrada que tinha deixado no carro (afinal, ele é que é o mecânico)
- A feijoada para ter um irresistível aroma tem de levar aquelas ervas especialissímas que o Tonecas arranja lá na aldeia dele! (Não, não é haxixe!!)
- Não imagino um peido que me consiga travar ladeira abaixo... mas estou sempre pronto a testar.
- Se, e na eventualidade de eu estar casado, a minha mulher me viesse abrir a porta e me metesse uma venda nos olhos e me levasse para a mesa da sala, eu iria pensar que ela estava a preparar-me um table dance e provavelmente ia adiantando serviço e tirava a camisa e desapertava as calças.
- Eu não fumo, logo não ando com isqueiro no bolso.
- Eu sei que não é o metano que provoca o mau cheiro... logo seria, no caso de eu ter um isqueiro, mais proveitoso queimar uns pauzinhos de incenso!
- Eu não convidaria o meu patrão para o meu aniversário... e muito provavelmente divorciava-me se a minha (suposta) mulher o fizesse!! ... A não ser que... Bom, se o meu patrão me tivesse dado uma base de iPod como a dele e um iPod de 80Giga... talvez ficasse com ela, mas antes dava-lhe grande raspanete para que aquilo não se repetisse.
Portanto, como podem ver, não fui eu que escrevi o post. :( Espero é não ter afastado a minha amiradora! :S LOLOL
Quê? Acham que não é possivel??? Pois enganem-se!!! Ela anda por aí! Ora vejam:
http://h2omem.blogspot.com/2007/01/continuao-do-bom-humor-para-todos.html
Ahh, pois é!!
Tá certo que nem fui eu que escrevi o texto, apesar de adorar feijoada e ocasionalmente soltar uns gases (como toda a gente) inócuos (ao contrário dos do Zé, mas que se perdoa para bem da piada da história) falta-me vários pormenores para ser eu a personagem da história, tais como:
- Não sou casado (e pelos vistos nem para lá caminho)
- Não deixaria de comer feijoada por uma mulher (comprava-lhe uma embalagem de Brise, ou começava a fazer uma plantação numa caixinha de Petri de constipações para que ela ficasse constipada nessas alturas)
- Eu não andaria km's a pé... pelo menos neste momento, o que faria era ligar ao mecânico da empresa e ele que me viesse buscar e resolver a borrada que tinha deixado no carro (afinal, ele é que é o mecânico)
- A feijoada para ter um irresistível aroma tem de levar aquelas ervas especialissímas que o Tonecas arranja lá na aldeia dele! (Não, não é haxixe!!)
- Não imagino um peido que me consiga travar ladeira abaixo... mas estou sempre pronto a testar.
- Se, e na eventualidade de eu estar casado, a minha mulher me viesse abrir a porta e me metesse uma venda nos olhos e me levasse para a mesa da sala, eu iria pensar que ela estava a preparar-me um table dance e provavelmente ia adiantando serviço e tirava a camisa e desapertava as calças.
- Eu não fumo, logo não ando com isqueiro no bolso.
- Eu sei que não é o metano que provoca o mau cheiro... logo seria, no caso de eu ter um isqueiro, mais proveitoso queimar uns pauzinhos de incenso!
- Eu não convidaria o meu patrão para o meu aniversário... e muito provavelmente divorciava-me se a minha (suposta) mulher o fizesse!! ... A não ser que... Bom, se o meu patrão me tivesse dado uma base de iPod como a dele e um iPod de 80Giga... talvez ficasse com ela, mas antes dava-lhe grande raspanete para que aquilo não se repetisse.
Portanto, como podem ver, não fui eu que escrevi o post. :( Espero é não ter afastado a minha amiradora! :S LOLOL
quarta-feira, março 07, 2007
Ora cá estou... depois de desviar o mal-disposto para outro blog, cá estou para reflectir sobre o futuro... próximo.
Sim, é verdade. Estou à procura de tacho. Mas desta quero um tacho onde não ature velhos do Restelo, mal-educados e filhos mimados. Gostava também de evitar ignorantes, mas isso é sempre complicado.
E nada como começar com o telemovel a tocar baixo e não recebermos a chamada que marcaria a primeira entrevista. Fantástico!!!
Mas amanhã conto resolver isso de uma maneira catita. (se a montanha não vai a Maomé, vai o Maomé à montanha)
No entanto, o que me assusta é ter de passar outra vez pelos testes psicotécnicos... as séries de números, as figuras que supostamente dão para relacionar, as palavras para relacionar, a palavra que não pertence ao grupo... E para no fim nem sequer meter os pés na empresa.
Mas mesmo assim, ja aprendi algumas coisas...
- Não levar fato. Foi o que alterei ao ir a entrevistas e resultou logo! :
- Fazer os testes psicotécnicos como se estivessemos a preencher a declaração de impostos (ajuda se acabarmos antes de todos os outros) E acima de tudo, caras muito aborrecidas. ;)
Agora o que me chateia são as perguntas... o que se vê a fazer daqui a 5 anos ou 10...
Será que aceitavam que eu respondesse: "Daqui a 5 conto estar a fazer filmes pornográficos numa empresa de RH como esta. Aliás, não estaria interessada em participar num?" ou "Daqui a 10 anos conto estar a gestor de uma grande empresa... construída por mim com os 180 milhões de euros que ganhei num jackpot do Eurototões."
Ou então, o que pretende do novo emprego?
Dasss, o que é que todos pretendemos? Fazer o que nos pedem, ganhar dinheiro e sermos tratados como pessoas. Se conseguirmos aprender alguma coisa e fazer amigos, tanto melhor! :)
Mas o clímax é quando perguntam porque queremos sair do emprego onde estamos?
Ora se dizemos que o chefe é um cabrão, o patrão está a bater a bota e os filhos são mal educados, será que nos levam a sério? Mesmo sendo verdade e eles tendo perfeita consciência disso porque afinal de contas, estamos em Portugal!
E depois no fim, assim a modos que o cigarro depois do acto, perguntam quanto achamos que devemos ganhar.
Ora, é óbvio, o máximo que a empresa conseguir pagar!!! É assim tão dificil? :
Agora, a parte chata, quem tiver conselhos e tal... alguma técnica de R.H. que nutra alguma simpatia por mim que me dê uns conselhos sobre como passar à vontade por aquilo.
Se tiverem uns testes psicotécnicos que me possam arranjar para praticar, também agradeço! :)
Sim, é verdade. Estou à procura de tacho. Mas desta quero um tacho onde não ature velhos do Restelo, mal-educados e filhos mimados. Gostava também de evitar ignorantes, mas isso é sempre complicado.
E nada como começar com o telemovel a tocar baixo e não recebermos a chamada que marcaria a primeira entrevista. Fantástico!!!
Mas amanhã conto resolver isso de uma maneira catita. (se a montanha não vai a Maomé, vai o Maomé à montanha)
No entanto, o que me assusta é ter de passar outra vez pelos testes psicotécnicos... as séries de números, as figuras que supostamente dão para relacionar, as palavras para relacionar, a palavra que não pertence ao grupo... E para no fim nem sequer meter os pés na empresa.
Mas mesmo assim, ja aprendi algumas coisas...
- Não levar fato. Foi o que alterei ao ir a entrevistas e resultou logo! :
- Fazer os testes psicotécnicos como se estivessemos a preencher a declaração de impostos (ajuda se acabarmos antes de todos os outros) E acima de tudo, caras muito aborrecidas. ;)
Agora o que me chateia são as perguntas... o que se vê a fazer daqui a 5 anos ou 10...
Será que aceitavam que eu respondesse: "Daqui a 5 conto estar a fazer filmes pornográficos numa empresa de RH como esta. Aliás, não estaria interessada em participar num?" ou "Daqui a 10 anos conto estar a gestor de uma grande empresa... construída por mim com os 180 milhões de euros que ganhei num jackpot do Eurototões."
Ou então, o que pretende do novo emprego?
Dasss, o que é que todos pretendemos? Fazer o que nos pedem, ganhar dinheiro e sermos tratados como pessoas. Se conseguirmos aprender alguma coisa e fazer amigos, tanto melhor! :)
Mas o clímax é quando perguntam porque queremos sair do emprego onde estamos?
Ora se dizemos que o chefe é um cabrão, o patrão está a bater a bota e os filhos são mal educados, será que nos levam a sério? Mesmo sendo verdade e eles tendo perfeita consciência disso porque afinal de contas, estamos em Portugal!
E depois no fim, assim a modos que o cigarro depois do acto, perguntam quanto achamos que devemos ganhar.
Ora, é óbvio, o máximo que a empresa conseguir pagar!!! É assim tão dificil? :
Agora, a parte chata, quem tiver conselhos e tal... alguma técnica de R.H. que nutra alguma simpatia por mim que me dê uns conselhos sobre como passar à vontade por aquilo.
Se tiverem uns testes psicotécnicos que me possam arranjar para praticar, também agradeço! :)
sábado, março 03, 2007
Ehhh lá...
Mas que é isto???
Parece que andamos de mau humor!! DASSSSS
Que posts foleiros. : Isto assim não pode ser.
E como não estou para estragar a boa fama que este blog tem, vou criar um novo... Assim tipo Fernando Pessoa criava mais um eu, eu crio mais um blog. É mais saudável e tudo! ;)
Sendo assim o blog e´... digo-vos já! :P
ofundodaalma.blogspot.com
Mas que é isto???
Parece que andamos de mau humor!! DASSSSS
Que posts foleiros. : Isto assim não pode ser.
E como não estou para estragar a boa fama que este blog tem, vou criar um novo... Assim tipo Fernando Pessoa criava mais um eu, eu crio mais um blog. É mais saudável e tudo! ;)
Sendo assim o blog e´... digo-vos já! :P
ofundodaalma.blogspot.com
sexta-feira, março 02, 2007
"Ahhh, como o tempo custa a passar. Um dia somos um comboio a galgar terreno sempre em frente com um destino certo e noutros andamos à deriva... qual bóia salva-vidas embalada pelas ondas embaladas pelo vento que sopra de Sul... e aquece...
Mas nem isso sinto. Sinto um calor gélido de norte... tão gélido que nem a minha alegria o arrefece." Assim pensou Burdinso.
Havia longo tempo que estava assim... a principio forte e esperançoso e agora um tronco de carne ressequido pela sede.
Tantas vezes, tantas dividiu o cantil. Tantas vezes, tantas engoliu a sede para matar a de outrém. E hoje nem uma gota, ou uma garganta amiga para partilhar o infortúnio. Imaginava como seria. Como tudo acabaria, ou se acabaria... pois sentia-se esvair e acreditava piamente que fecharia os olhos à vida.
Seria calmo, indolor, um sonho enfim... do qual não acordaria.
Não sentia rancor, nem ódio... apenas tristeza.
Seria ele que o culpado disto?
Talvez aquele buraco no casco...
do barco vazio?
Não importava! Agora era tarde.
Dentro em breve tudo termina e a solidão termina.
Mas nem isso sinto. Sinto um calor gélido de norte... tão gélido que nem a minha alegria o arrefece." Assim pensou Burdinso.
Havia longo tempo que estava assim... a principio forte e esperançoso e agora um tronco de carne ressequido pela sede.
Tantas vezes, tantas dividiu o cantil. Tantas vezes, tantas engoliu a sede para matar a de outrém. E hoje nem uma gota, ou uma garganta amiga para partilhar o infortúnio. Imaginava como seria. Como tudo acabaria, ou se acabaria... pois sentia-se esvair e acreditava piamente que fecharia os olhos à vida.
Seria calmo, indolor, um sonho enfim... do qual não acordaria.
Não sentia rancor, nem ódio... apenas tristeza.
Seria ele que o culpado disto?
Talvez aquele buraco no casco...
do barco vazio?
Não importava! Agora era tarde.
Dentro em breve tudo termina e a solidão termina.
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Sinto-me perdido...
Caminhando por uma rua desconhecida sem ter um mapa na mão... e apesar de já o ter feito, de livre vontade até, agora não me sinto seguro. Não vejo excitação em caminhar sem ver o fim da rua nem saber a lingua de quem me rodeia.
Gostava de ter as respostas... e de ter um "mapa" do meu futuro, saber quais as intersecções e cruzamentos e onde me levariam. Como gostava de chegar ao fim com algumas intersecções... um ou dois cruzamentos...
Mas não sei, e mata-me! Não saber para onde virar.
Sei que tenho um problema e por muito que tente não consigo vê-lo de longe, não consigo ser aquele outro do hemisfério Sul que tem distância para analisar os problemas e o faz de maneira lógica, estruturada e regra geral correcta!
Mesmo tentando, chego ao fim e penso que não me terei afastado e que apenas estou de cabeça quente. Mas será mesmo assim?
Ou será que está na altura de entrar numa intersecção? Quiçá até entrar na casa de alguém e voltar para a rua através da porta dos fundos. O que interessa é nunca parar!
Parar... e não sabendo porquê sinto que parei... mesmo estando à frente de outros e manter a distância sinto que parei. Parei como engenheiro, como profissional, habituei-me, sinto-me gordo. Anafado de pouco me mexer! E acima de tudo aborrecido! Sim, sinto-me aborrecido, adormecido, sem energia na cabeça e força para me mexer!
Há que mudar!!! Encontrar outro caminho, é isso!
Tenho pena de quem sou a esperança de mudança, não fui. Falhei nesse aspecto, mas tentei... Sei que tentei. Mas os velhos do Restelo prenderam-me. Amarraram-me! Peço desculpa, mas não consegui libertar-me. :(
Que sirva ao menos de exemplo! Sim, exemplo, quer pela negativa para não se tornarem eu. Ou pela positiva ao mostrar que o caminho para o lado também leva a algures! Afinal de contas frente é só o sentido e nunca a direcção.
Caminhando por uma rua desconhecida sem ter um mapa na mão... e apesar de já o ter feito, de livre vontade até, agora não me sinto seguro. Não vejo excitação em caminhar sem ver o fim da rua nem saber a lingua de quem me rodeia.
Gostava de ter as respostas... e de ter um "mapa" do meu futuro, saber quais as intersecções e cruzamentos e onde me levariam. Como gostava de chegar ao fim com algumas intersecções... um ou dois cruzamentos...
Mas não sei, e mata-me! Não saber para onde virar.
Sei que tenho um problema e por muito que tente não consigo vê-lo de longe, não consigo ser aquele outro do hemisfério Sul que tem distância para analisar os problemas e o faz de maneira lógica, estruturada e regra geral correcta!
Mesmo tentando, chego ao fim e penso que não me terei afastado e que apenas estou de cabeça quente. Mas será mesmo assim?
Ou será que está na altura de entrar numa intersecção? Quiçá até entrar na casa de alguém e voltar para a rua através da porta dos fundos. O que interessa é nunca parar!
Parar... e não sabendo porquê sinto que parei... mesmo estando à frente de outros e manter a distância sinto que parei. Parei como engenheiro, como profissional, habituei-me, sinto-me gordo. Anafado de pouco me mexer! E acima de tudo aborrecido! Sim, sinto-me aborrecido, adormecido, sem energia na cabeça e força para me mexer!
Há que mudar!!! Encontrar outro caminho, é isso!
Tenho pena de quem sou a esperança de mudança, não fui. Falhei nesse aspecto, mas tentei... Sei que tentei. Mas os velhos do Restelo prenderam-me. Amarraram-me! Peço desculpa, mas não consegui libertar-me. :(
Que sirva ao menos de exemplo! Sim, exemplo, quer pela negativa para não se tornarem eu. Ou pela positiva ao mostrar que o caminho para o lado também leva a algures! Afinal de contas frente é só o sentido e nunca a direcção.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Ora viva...
Não se preocupem. Estou vivo. Acho... desde que instalei o piloto automático no portátil que não sei se estou morto ou vivo. Ele faz tudo por mim! :) Lol
E mais um Carnaval que se foi... mais uns kilos de lixo em fatos, mascaras e etc, etc...
Não tenho propriamente nada a dizer, nem tão pouco estou com vontade de desabafar para aqui. É que tem sido moda os blogs passarem a livros e se me ponho aqui a desabafar lá se vai o emprego...
Por isso não estranhem se não virem nada escrito por aqui durante uns tempos (como se vocês não estivessem habituados). Eu hei-de voltar... Maior e melhor que nunca!
P.S.: Relativamente à promessa de cima, só não prometo voltar com cabelo.
Não se preocupem. Estou vivo. Acho... desde que instalei o piloto automático no portátil que não sei se estou morto ou vivo. Ele faz tudo por mim! :) Lol
E mais um Carnaval que se foi... mais uns kilos de lixo em fatos, mascaras e etc, etc...
Não tenho propriamente nada a dizer, nem tão pouco estou com vontade de desabafar para aqui. É que tem sido moda os blogs passarem a livros e se me ponho aqui a desabafar lá se vai o emprego...
Por isso não estranhem se não virem nada escrito por aqui durante uns tempos (como se vocês não estivessem habituados). Eu hei-de voltar... Maior e melhor que nunca!
P.S.: Relativamente à promessa de cima, só não prometo voltar com cabelo.
sábado, janeiro 13, 2007
Continuação do Bom humor para todos...
A História do Zé
O Zé adorava feijoada. Porém, sempre que comia, o feijão causava-lhe uma reacção fortemente embaraçosa. Algo muito forte.
Um dia apaixonou-se.
Quando chegou a altura de pedir a mulher em casamento, pensou:
Ela é de boas famílias, cheia de etiqueta, não vai aguentar estar casada comigo se eu continuar a comer feijão. Decidiu fazer um sacrifício supremo e deixou-se de feijoadas.
Pouco depois estavam casados. Passados alguns meses, ao voltar do trabalho o carro avariou. Como estava longe, ligou para a mulher e avisou que ia chegar tarde pois tinha que regressar a pé. No caminho, passou por um pequeno restaurante e foi atingido pelo irresistível aroma de feijoada acabadinha de fazer.
Como faltavam vários kms para chegar, achou que a caminhada o iria livrar dos efeitos nefastos do feijão.
Então entrou, pediu, e ao sair tinha três doses de feijoada no estômago.
O feijão fermentou durante todo o caminho, foi-se peidando sem parar. Foi para casa a jacto. Peidava-se tanto que tinha que travar nas descidas e nas subidas quase que nem fazia esforço para andar. Quando se cruzava com pessoas continha-se ou aproveitava a oportuna passagem de um ruidoso camião para soltar gás. Quando chegou a casa, já se sentia mais seguro.
A mulher parecia contente quando lhe abriu a porta exclamou: "querido, tenho uma surpresa para o jantar!". Tirou-lhe o casaco, pôs-lhe uma venda nos olhos, levou-o até à cadeira na cabeceira da mesa, sentou-o e pediu-lhe que não espreitasse.
Nesse momento, já sentia mais uma ventosidade anal à porta! No momento em que a mulher ia retirar a venda, o telefone tocou. Ela obrigou-o a prometer que não espreitaria e foi atender o telefone. Enquanto ela estava longe, ele aproveitou e levantou uma perna e - ppuueett - soltou um! Era um peido comum.
Para além de sonoro, também fedeu como um ovo podre!
Aliviado, inspirou profundamente, parou um pouco, sentiu o fedor através da venda, e, a plenos pulmões, soprou várias vezes a toda a volta para dispersar o gás. Quando começou a sentir-se melhor, começou outro a fermentar! Este parecia potente.
Levantou a perna, tentou em vão sincronizar uma sonora tossidela para encobrir, e pprrraaaaaaa! Sai um rasgador tossido. Parecia a ignição de um motor de camião e com um cheiro mil vezes pior que o anterior!
Para não sufocar com o cheiro a enxofre, abanou o ar sacudindo os braços e soprando em volta ao mesmo tempo, esperando que o cheiro se dissipasse.
Quando a atmosfera estava a voltar ao normal, eis que vem lá outro.
Levantou a outra perna e deixou sair o torpedo! Este foi o campeão: as janelas tremeram, os pratos saltaram da mesa, a cadeira saltou e num minuto as flores da sala estavam todas murchas.
Quase lhe saltavam os sapatos dos pés.
Enquanto ouvia a conversa da mulher ao telefone no corredor, sempre fiel à sua promessa de não espreitar, continuou assim por mais uns minutos, a peidar-se e a tossir, levantando ora uma perna ora a outra, a soprar á volta, a sacudir as mãos e a abanar o guardanapo.
Uma sequência interminável de bufas, torpedos, rasgadores e peidos comuns, nas versões secas e com molho. De onde a onde acendia o isqueiro e desenhava com a chama círculos no ar para tentar incinerar o nefasto metano que teimava em acumular-se na atmosfera.
Ouviu a mulher a despedir-se e sempre com a venda posta, levantou-se apressadamente, e com uma mão deu umas palmadas na almofada da cadeira para soltar o gás acumulado, enquanto abanava a outra mão para espalhar.
Quando sacudia e batia palmadinhas nas calças largas para se libertar dos últimos resíduos, ouviu o plim do telefone a desligar, indicando o fim da solidão e liberdade de expressão. Alarmado, sentou-se rapidamente, e num frenesim abanou apressadamente mais algumas vezes o guardanapo, dobrou-o, pousou-o na mesa, compôs-se, alinhou o cabelo, respirou profundamente, pousou as mãos ao lado do prato e assumiu um ar sorridente.
Era a imagem da inocência quando a mulher entrou na sala. Desculpando-se pela demora, ela perguntou-lhe se tinha olhado para a mesa. Depois de ele jurar que não, ela retirou-lhe a venda, e, SURPRESA!
Estavam 12 pessoas perplexas e lívidas sentadas à mesa! Os pais, os sogros, o patrão e os colegas de tantos anos de trabalho.
Era a festa surpresa de aniversário do Zé!
A História do Zé
O Zé adorava feijoada. Porém, sempre que comia, o feijão causava-lhe uma reacção fortemente embaraçosa. Algo muito forte.
Um dia apaixonou-se.
Quando chegou a altura de pedir a mulher em casamento, pensou:
Ela é de boas famílias, cheia de etiqueta, não vai aguentar estar casada comigo se eu continuar a comer feijão. Decidiu fazer um sacrifício supremo e deixou-se de feijoadas.
Pouco depois estavam casados. Passados alguns meses, ao voltar do trabalho o carro avariou. Como estava longe, ligou para a mulher e avisou que ia chegar tarde pois tinha que regressar a pé. No caminho, passou por um pequeno restaurante e foi atingido pelo irresistível aroma de feijoada acabadinha de fazer.
Como faltavam vários kms para chegar, achou que a caminhada o iria livrar dos efeitos nefastos do feijão.
Então entrou, pediu, e ao sair tinha três doses de feijoada no estômago.
O feijão fermentou durante todo o caminho, foi-se peidando sem parar. Foi para casa a jacto. Peidava-se tanto que tinha que travar nas descidas e nas subidas quase que nem fazia esforço para andar. Quando se cruzava com pessoas continha-se ou aproveitava a oportuna passagem de um ruidoso camião para soltar gás. Quando chegou a casa, já se sentia mais seguro.
A mulher parecia contente quando lhe abriu a porta exclamou: "querido, tenho uma surpresa para o jantar!". Tirou-lhe o casaco, pôs-lhe uma venda nos olhos, levou-o até à cadeira na cabeceira da mesa, sentou-o e pediu-lhe que não espreitasse.
Nesse momento, já sentia mais uma ventosidade anal à porta! No momento em que a mulher ia retirar a venda, o telefone tocou. Ela obrigou-o a prometer que não espreitaria e foi atender o telefone. Enquanto ela estava longe, ele aproveitou e levantou uma perna e - ppuueett - soltou um! Era um peido comum.
Para além de sonoro, também fedeu como um ovo podre!
Aliviado, inspirou profundamente, parou um pouco, sentiu o fedor através da venda, e, a plenos pulmões, soprou várias vezes a toda a volta para dispersar o gás. Quando começou a sentir-se melhor, começou outro a fermentar! Este parecia potente.
Levantou a perna, tentou em vão sincronizar uma sonora tossidela para encobrir, e pprrraaaaaaa! Sai um rasgador tossido. Parecia a ignição de um motor de camião e com um cheiro mil vezes pior que o anterior!
Para não sufocar com o cheiro a enxofre, abanou o ar sacudindo os braços e soprando em volta ao mesmo tempo, esperando que o cheiro se dissipasse.
Quando a atmosfera estava a voltar ao normal, eis que vem lá outro.
Levantou a outra perna e deixou sair o torpedo! Este foi o campeão: as janelas tremeram, os pratos saltaram da mesa, a cadeira saltou e num minuto as flores da sala estavam todas murchas.
Quase lhe saltavam os sapatos dos pés.
Enquanto ouvia a conversa da mulher ao telefone no corredor, sempre fiel à sua promessa de não espreitar, continuou assim por mais uns minutos, a peidar-se e a tossir, levantando ora uma perna ora a outra, a soprar á volta, a sacudir as mãos e a abanar o guardanapo.
Uma sequência interminável de bufas, torpedos, rasgadores e peidos comuns, nas versões secas e com molho. De onde a onde acendia o isqueiro e desenhava com a chama círculos no ar para tentar incinerar o nefasto metano que teimava em acumular-se na atmosfera.
Ouviu a mulher a despedir-se e sempre com a venda posta, levantou-se apressadamente, e com uma mão deu umas palmadas na almofada da cadeira para soltar o gás acumulado, enquanto abanava a outra mão para espalhar.
Quando sacudia e batia palmadinhas nas calças largas para se libertar dos últimos resíduos, ouviu o plim do telefone a desligar, indicando o fim da solidão e liberdade de expressão. Alarmado, sentou-se rapidamente, e num frenesim abanou apressadamente mais algumas vezes o guardanapo, dobrou-o, pousou-o na mesa, compôs-se, alinhou o cabelo, respirou profundamente, pousou as mãos ao lado do prato e assumiu um ar sorridente.
Era a imagem da inocência quando a mulher entrou na sala. Desculpando-se pela demora, ela perguntou-lhe se tinha olhado para a mesa. Depois de ele jurar que não, ela retirou-lhe a venda, e, SURPRESA!
Estavam 12 pessoas perplexas e lívidas sentadas à mesa! Os pais, os sogros, o patrão e os colegas de tantos anos de trabalho.
Era a festa surpresa de aniversário do Zé!
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Com o ano novo, chega uma oportunidade soberana de por as coisas em dia... e vai daí, desta vez decidi meter os meus cds e DVDs em ordem... (juntamente com a gaveta das meias e cuecas, como é óbvio!)
E vai daí, encontrei alguns textos que me fazem sempre rir como um desalmado. O primeiro fica aqui transcrito, o próximo vem daqui a uns tempos!
UM DIA DE MERDA
Aeroporto de Buenos Aires, 15:30. Pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada e um peidinho não aliviasse. Mas, atrasado para pegar o Ónibus que o levaria para o outro aeroporto da cidade, de onde partiria o avião para Cordoba, resolvi segurar as pontas.
Afinal de contas, são só uns 15 minutos de viagem pensei. Chegado lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta.
Tranquilo. O avião só saia as 16:30. Entrando no Ónibus, sem sanitários, senti a primeira contracção e tomei consciência de que a minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do outro aeroporto. Virei-me para o amigo que me acompanhava e subtil, disse:
- Mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso largar um barro.
Nesse momento, senti um urubu a beliscar as minhas cuecas, mas usando o esfíncter segurei a onda. O Ónibus nem tinha começado a andar quando para meu desespero, uma voz em castelhano disse pelo auto falante: "Senhoras e senhores, a nossa viagem entre os dois aeroportos levará cerca de uma hora".
Ai o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo. Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem merda que estava para chegar na estação cú a qualquer momento. Suava em bicas. O meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para tirar o sarro. O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado. Tentava-me distrair vendo a paisagem mas só conseguia pensar num banheiro, não com uma privada, mas com um vaso sanitário.
Tão branco e tão limpo que alguém poderia botar seu almoço nele. E o papel higiénico então: branco e macio e com textura e perfume e - ops senti um volume almofadado entre o meu traseiro e o assento do Ónibus e percebi consternado que havia cagado. Um cocó sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor. Daqueles que dá vontade de ligar para os amigos e parentes e convidá-los à apreciar, na privada, tão perfeita obra.
Dava para expor na bienal. Mas sem dúvida, não neste caso.
Olhei para o amigo, procurando um pouco de solidariedade e confessei sério:
- Caguei.
Quando o meu amigo parou de rir, uns cinco minutos mais tarde, aconselhou-me a ficar no centro da cidade, escala que o Ónibus faria no meio da viagem, e que me limpasse em algum lugar. Mas resolvi que ia seguir viagem, pois agora estava tudo sob controle.
- Foda-se, limpo-me no aeroporto - pensei - Pior que isto não fico.
Mal o ónibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me à cadeira mas não pude evitar e sem muita cerimónia ou anunciação, veio a segunda leva de merda. Desta vez como uma pasta morna.
Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e melando a bunda, cuecas, barra da camisa, pernas, panturrilhas, calças, meias e pés. E mais uma cólica anunciando mais merda, agora líquida, das que queimam o fiofó do freguês ao sair rumo à liberdade. E depois um peido tipo bufa, que nem tentei segurar, afinal de contas o que era um peidinho para quem já estava todo cagado. Já o peido seguinte foi do tipo que pesa e cagei-me pela quarta vez.
Lembrei-me de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca, mas colocou com as linhas adesivas viradas para cima e quando foi tirá-lo, levou metade dos pelos do cú junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia ajudar-me a limpar a sujeirada.
Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que pegasse a minha mala no bagageiro do Ónibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas.
Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei a falta de papel higiénico em todos os cinco. Olhei para cima e blasfemei. Entrei no último, sem papel mesmo e tirei a roupa toda para analisar sua situação (que conclui como sendo o fim do poço) e esperar pela mala da salvação com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ele uma lufada de dignidade no meu dia.
O meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o "check-in" e ia a correr tentar segurar o voo. Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto. Ele tinha despachado a mala com roupas. Na mala de mão só tinha um pulóver de gola "V". A temperatura em Buenos Aires era aproximadamente 35 graus. Desesperado, comecei a analisar quais das minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. As cuecas, joguei no lixo. A camisa a mesma historia. As calças estavam deploráveis e assim como as minhas meias, que mudaram de cor tingidas pela merda. Os sapatos estavam nota 3, numa escala de 1 a 10.
Teria que improvisar. A necessidade é a mãe da invenção, então transformei uma simples privada numa magnífica máquina de lavar. Virei as calças do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água.
Comecei a dar descargas até que o grosso da merda se desprendeu. Estava pronto para embarcar. Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direcção ao portão de embarque trajando sapatos sem meia, as calças do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exactamente limpas) e o pulóver gola "V" sem camisa.
Mas caminhava com a dignidade de um lorde. Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam esperando o "RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO" e atravessei todo o corredor até ao meu assento ao lado do meu amigo que sorria.
A aeromoça aproximou-se e perguntou se precisava de algo. Cheguei a pensar em pedir uma gilete para cortar os pulsos ou 130 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa trasbordante, mas decidi não pedir:
"NADA, OBRIGADO, EU SÓ QUERO ESQUECER ESTE DIA DE MERDA"
"
LOLOL
E vai daí, encontrei alguns textos que me fazem sempre rir como um desalmado. O primeiro fica aqui transcrito, o próximo vem daqui a uns tempos!
UM DIA DE MERDA
Aeroporto de Buenos Aires, 15:30. Pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada e um peidinho não aliviasse. Mas, atrasado para pegar o Ónibus que o levaria para o outro aeroporto da cidade, de onde partiria o avião para Cordoba, resolvi segurar as pontas.
Afinal de contas, são só uns 15 minutos de viagem pensei. Chegado lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta.
Tranquilo. O avião só saia as 16:30. Entrando no Ónibus, sem sanitários, senti a primeira contracção e tomei consciência de que a minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do outro aeroporto. Virei-me para o amigo que me acompanhava e subtil, disse:
- Mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso largar um barro.
Nesse momento, senti um urubu a beliscar as minhas cuecas, mas usando o esfíncter segurei a onda. O Ónibus nem tinha começado a andar quando para meu desespero, uma voz em castelhano disse pelo auto falante: "Senhoras e senhores, a nossa viagem entre os dois aeroportos levará cerca de uma hora".
Ai o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo. Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem merda que estava para chegar na estação cú a qualquer momento. Suava em bicas. O meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para tirar o sarro. O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado. Tentava-me distrair vendo a paisagem mas só conseguia pensar num banheiro, não com uma privada, mas com um vaso sanitário.
Tão branco e tão limpo que alguém poderia botar seu almoço nele. E o papel higiénico então: branco e macio e com textura e perfume e - ops senti um volume almofadado entre o meu traseiro e o assento do Ónibus e percebi consternado que havia cagado. Um cocó sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor. Daqueles que dá vontade de ligar para os amigos e parentes e convidá-los à apreciar, na privada, tão perfeita obra.
Dava para expor na bienal. Mas sem dúvida, não neste caso.
Olhei para o amigo, procurando um pouco de solidariedade e confessei sério:
- Caguei.
Quando o meu amigo parou de rir, uns cinco minutos mais tarde, aconselhou-me a ficar no centro da cidade, escala que o Ónibus faria no meio da viagem, e que me limpasse em algum lugar. Mas resolvi que ia seguir viagem, pois agora estava tudo sob controle.
- Foda-se, limpo-me no aeroporto - pensei - Pior que isto não fico.
Mal o ónibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me à cadeira mas não pude evitar e sem muita cerimónia ou anunciação, veio a segunda leva de merda. Desta vez como uma pasta morna.
Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e melando a bunda, cuecas, barra da camisa, pernas, panturrilhas, calças, meias e pés. E mais uma cólica anunciando mais merda, agora líquida, das que queimam o fiofó do freguês ao sair rumo à liberdade. E depois um peido tipo bufa, que nem tentei segurar, afinal de contas o que era um peidinho para quem já estava todo cagado. Já o peido seguinte foi do tipo que pesa e cagei-me pela quarta vez.
Lembrei-me de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca, mas colocou com as linhas adesivas viradas para cima e quando foi tirá-lo, levou metade dos pelos do cú junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia ajudar-me a limpar a sujeirada.
Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que pegasse a minha mala no bagageiro do Ónibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas.
Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei a falta de papel higiénico em todos os cinco. Olhei para cima e blasfemei. Entrei no último, sem papel mesmo e tirei a roupa toda para analisar sua situação (que conclui como sendo o fim do poço) e esperar pela mala da salvação com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ele uma lufada de dignidade no meu dia.
O meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o "check-in" e ia a correr tentar segurar o voo. Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto. Ele tinha despachado a mala com roupas. Na mala de mão só tinha um pulóver de gola "V". A temperatura em Buenos Aires era aproximadamente 35 graus. Desesperado, comecei a analisar quais das minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. As cuecas, joguei no lixo. A camisa a mesma historia. As calças estavam deploráveis e assim como as minhas meias, que mudaram de cor tingidas pela merda. Os sapatos estavam nota 3, numa escala de 1 a 10.
Teria que improvisar. A necessidade é a mãe da invenção, então transformei uma simples privada numa magnífica máquina de lavar. Virei as calças do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água.
Comecei a dar descargas até que o grosso da merda se desprendeu. Estava pronto para embarcar. Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direcção ao portão de embarque trajando sapatos sem meia, as calças do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exactamente limpas) e o pulóver gola "V" sem camisa.
Mas caminhava com a dignidade de um lorde. Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam esperando o "RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO" e atravessei todo o corredor até ao meu assento ao lado do meu amigo que sorria.
A aeromoça aproximou-se e perguntou se precisava de algo. Cheguei a pensar em pedir uma gilete para cortar os pulsos ou 130 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa trasbordante, mas decidi não pedir:
"NADA, OBRIGADO, EU SÓ QUERO ESQUECER ESTE DIA DE MERDA"
"
LOLOL
domingo, dezembro 31, 2006
When I was 26... It was a very good year...
Se houvesse uma musica para cantar agora que 2006 acaba, seria "it was a very good year" cantado pelo Frank Sinatra!
Que ano! Não me lembro de um melhor que este. Juro!!
Parece que tudo mudou... ou se calhar apenas uma coisa. Talvez só mesmo uma coisa tenha mudado... Eu!
Foi um bom ano no emprego, onde as coisas (à parte da teimosia do chefe) correram bem... Podia ter sido melhor, mas já me dou por satisfeito. E já que o plano original não me prevê naquela empresa, não me chateio muito com isso.
No desporto foi um marco. A minha equipa conseguiu a subida à primeira divisão (apesar de muitos árbitros terem feito tudo humanamente possivel para que isso não acontecesse) e no fim da primeira volta já tinhamos feito uma surpresa... Nada de mais, mas que não esperavamos ter os pontos que temos, isso não. E tenho a certeza que com um bocadito de mais experiência vamos conseguir muitos mais pontos. ;)
E viajei... oh, se viajei... a começar logo no 13 de Janeiro. Lá estava eu de mochila no costedo a embarcar para um dia de aeroportos e aviões. Tudo para conhecer uma jóia do Báltico... e que bonita. Talvez pelo facto de nunca ter estado numa cidade coberta por um manto branco e as diferenças. Tudo é diferente lá! :S
Tanto gostei da experiência de sair ( e acima de tudo de voltar) que não parei... e durante o ano ainda conheci a Irlanda, Viena, Praga, Kraków, Bratislava...
Nunca pensei que durante um ano pudesse ver tantos sitios.... mas vi. Nunca pensei que durante um ano pudesse dormir tantas vezes em aeroportos, mas a verdade é que dormi... três vezes! :|
Depois temos os amigos... E uma porrada nova deles. Depois de ter sido arrastado para um "clube de livros" (www.bookcrossing.com) e com ele ter direito a ler tanto quanto conseguisse, tive também direito a conhecer muita malta fixe! ;)
Noutro plano tive o primeiro casamento de um amigo do peito. Não esperava. Ou melhor não queria acreditar quando eles nos transmitiram a noticia, mas só mesmo no 5 de Outubro em plena igreja é que acreditei que ele já estava casado! Eu e outros inveterados solteirões tentamos fazê-lo mudar de ideias com panos e cartazes... mas não conseguimos... Não tenho pena, ele está a ser bem tratado como nos diz a sua barriga proeminente, fruto dos cozinhados da sua esposa! (Tou-te a chamar gordo, Almofadas!! ) Mas ficou para a memória uma bela despedida de solteiro e uma grande festança no casório... :) eh eh eh
E no plano pessoal, conheci-a... :) Eu a pensar que seria impossivel alguém ter paciência para me aturar, mas pelos vistos há. ;) Beijos só para ti!
Por tudo isto e pelo que senti mudar em mim, estou grato por este ano! Só desejo que todos possam ter um assim parecido já neste 2007 que vai entrar. ;)
Se houvesse uma musica para cantar agora que 2006 acaba, seria "it was a very good year" cantado pelo Frank Sinatra!
Que ano! Não me lembro de um melhor que este. Juro!!
Parece que tudo mudou... ou se calhar apenas uma coisa. Talvez só mesmo uma coisa tenha mudado... Eu!
Foi um bom ano no emprego, onde as coisas (à parte da teimosia do chefe) correram bem... Podia ter sido melhor, mas já me dou por satisfeito. E já que o plano original não me prevê naquela empresa, não me chateio muito com isso.
No desporto foi um marco. A minha equipa conseguiu a subida à primeira divisão (apesar de muitos árbitros terem feito tudo humanamente possivel para que isso não acontecesse) e no fim da primeira volta já tinhamos feito uma surpresa... Nada de mais, mas que não esperavamos ter os pontos que temos, isso não. E tenho a certeza que com um bocadito de mais experiência vamos conseguir muitos mais pontos. ;)
E viajei... oh, se viajei... a começar logo no 13 de Janeiro. Lá estava eu de mochila no costedo a embarcar para um dia de aeroportos e aviões. Tudo para conhecer uma jóia do Báltico... e que bonita. Talvez pelo facto de nunca ter estado numa cidade coberta por um manto branco e as diferenças. Tudo é diferente lá! :S
Tanto gostei da experiência de sair ( e acima de tudo de voltar) que não parei... e durante o ano ainda conheci a Irlanda, Viena, Praga, Kraków, Bratislava...
Nunca pensei que durante um ano pudesse ver tantos sitios.... mas vi. Nunca pensei que durante um ano pudesse dormir tantas vezes em aeroportos, mas a verdade é que dormi... três vezes! :|
Depois temos os amigos... E uma porrada nova deles. Depois de ter sido arrastado para um "clube de livros" (www.bookcrossing.com) e com ele ter direito a ler tanto quanto conseguisse, tive também direito a conhecer muita malta fixe! ;)
Noutro plano tive o primeiro casamento de um amigo do peito. Não esperava. Ou melhor não queria acreditar quando eles nos transmitiram a noticia, mas só mesmo no 5 de Outubro em plena igreja é que acreditei que ele já estava casado! Eu e outros inveterados solteirões tentamos fazê-lo mudar de ideias com panos e cartazes... mas não conseguimos... Não tenho pena, ele está a ser bem tratado como nos diz a sua barriga proeminente, fruto dos cozinhados da sua esposa! (Tou-te a chamar gordo, Almofadas!! ) Mas ficou para a memória uma bela despedida de solteiro e uma grande festança no casório... :) eh eh eh
E no plano pessoal, conheci-a... :) Eu a pensar que seria impossivel alguém ter paciência para me aturar, mas pelos vistos há. ;) Beijos só para ti!
Por tudo isto e pelo que senti mudar em mim, estou grato por este ano! Só desejo que todos possam ter um assim parecido já neste 2007 que vai entrar. ;)
terça-feira, dezembro 12, 2006
Desafiado pela Mishka, cá vai
1. Três coisas que não entendo:
Benfiquistas
Contabilidade
Direito
2. Três coisas que detesto:
Gente mal-disposta
Ter de vestir calções molhados e frios
Tripas enfarinhadas
3. Três coisas que me assustam:
Perder a liberdade
Perder a liberdade
Perder a liberdade
4. Três pessoas que me fazem rir:
Eu
Ela
O meu primo
5. Três coisas de que gosto muito:
Polo aquático
Estar "perdido" num sitio longe daqui
Dormir
6. Três coisas em cima da minha secretária:
Esquemas electrónicos com as respectivas implantações fisicas
Agenda
Garrafa de água
7. Três coisas que estou a fazer neste momento:
Ouvir musica
Responder a este questionário
Pensar nas natas que vou comer como sobremesa ao almoço
8. Três coisas que quero fazer antes de morrer:
Ganhar o euromilhoes.
Viajar
Aprender
9. Três coisas que sou capaz de fazer:
Rir na tristeza
Um passaroco todo disforme em FIMO
Por muita gente a rir... :
10. Três coisas que não sou capaz de fazer:
Modelar o que quer que seja em FIMO
Pino
Lembrar-me de tudo
11. Três coisas a que devia dar ouvidos:
A mim
Ao carro
Quem sabe e me quer bem!
12. Três coisas a que nunca devia dar ouvidos:
A mim
A minha mãe
A publicidade enganosa
13. Três coisas que gostava de aprender:
Russo e Letão
Engenharia Mecânica
Contabilidade
14. Três comidas favoritas:
Empadão
Bacalhau com migas
Francesinha
15. Três bebidas que bebo regularmente:
Água
Leite
Cerveja
16. Três séries de TV que via em criança:
He-Man
Tsubasa
Alf
17. Três coisas que vou fazer "amanhã":
Trabalhar
Ir as compras
Almoçar
18. Três amigas/os que vou chatear:
Todos :) mas isso ja e normal!
1. Três coisas que não entendo:
Benfiquistas
Contabilidade
Direito
2. Três coisas que detesto:
Gente mal-disposta
Ter de vestir calções molhados e frios
Tripas enfarinhadas
3. Três coisas que me assustam:
Perder a liberdade
Perder a liberdade
Perder a liberdade
4. Três pessoas que me fazem rir:
Eu
Ela
O meu primo
5. Três coisas de que gosto muito:
Polo aquático
Estar "perdido" num sitio longe daqui
Dormir
6. Três coisas em cima da minha secretária:
Esquemas electrónicos com as respectivas implantações fisicas
Agenda
Garrafa de água
7. Três coisas que estou a fazer neste momento:
Ouvir musica
Responder a este questionário
Pensar nas natas que vou comer como sobremesa ao almoço
8. Três coisas que quero fazer antes de morrer:
Ganhar o euromilhoes.
Viajar
Aprender
9. Três coisas que sou capaz de fazer:
Rir na tristeza
Um passaroco todo disforme em FIMO
Por muita gente a rir... :
10. Três coisas que não sou capaz de fazer:
Modelar o que quer que seja em FIMO
Pino
Lembrar-me de tudo
11. Três coisas a que devia dar ouvidos:
A mim
Ao carro
Quem sabe e me quer bem!
12. Três coisas a que nunca devia dar ouvidos:
A mim
A minha mãe
A publicidade enganosa
13. Três coisas que gostava de aprender:
Russo e Letão
Engenharia Mecânica
Contabilidade
14. Três comidas favoritas:
Empadão
Bacalhau com migas
Francesinha
15. Três bebidas que bebo regularmente:
Água
Leite
Cerveja
16. Três séries de TV que via em criança:
He-Man
Tsubasa
Alf
17. Três coisas que vou fazer "amanhã":
Trabalhar
Ir as compras
Almoçar
18. Três amigas/os que vou chatear:
Todos :) mas isso ja e normal!
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Relativamente a SPAM....
Acabei de receber o mail seguinte e depois escrevi a resposta que aqui também publico...
"MUITO PERIGOSO
TENHA CUIDADO, ISTO É MUITO PERIGOSO.
No passado dia 16 de Setembro deu entrada no Serviço de Urgência do Hospital de S. José um jovem de 23 anos de nome António Ferreira Moita.
Motivo: Choque eléctrico grave por ter atendido o seu Telemóvel enquanto o mesmo estava a carregar! Acabaria por morrer!
Por favor, não atenda umtelemóvel quando estiver a carregar a bateria do mesmo.
Há alguns dias, a pessoa atrás identificada estava a carregar abateria do seu telemóvel em casa, quando o mesmo tocou e ele atendeu a chamada, com o aparelho ligado à corrente. Após alguns segundos ocorreu uma descarga eléctrica através do telemóvel e o jovem foi fortemente projectado para o chão. Os seus pais apressaram-se a ajudá-lo e encontraram-no inconsciente, com batimentos cardíacos enfraquecidos e queimaduras nos dedos. Foi levado de urgência para o hospital de S. José mas foi pronunciado morto à chegada.
O telemóvel é uma invenção moderna e muito prestável. No entanto devemos ter cuidado, pois pode-se tornar num objecto mortífero.
Nunca use o telemóvel enquanto estiver ligado à corrente..
Envie esta mensagem às pessoas de quem gosta."
E como isto não passa duma treta, cá vai uma resposta decente com alguns factos da vida...
Antes de mais, este mail devia ter uma explicação cientifica para o sucedido...
Já que isto me parece imensamente surreal e muito dificil de acontecer porque:
O telemovel quando está em carregamento recebe uma tensão diminuta e uma corrente engraçada para a resistência que o telemovel apresenta (tu tens uma resistência um pedaço mais elevada), mas que em contacto com um ser humano não causa danos, podes experimentar em casa ligando o carregador de telemovel e liga-lo a ti mesmo... Vais ver que nem o tipico formigueiro de quando metes os dedos na tomada sentes.
Existe no entanto a possibilidade de haver a queda de um raio numa das linhas que alimenta a casa dessa pessoa e surgir um pico brutal de tensão na tomada onde o transformador está ligado...
Mas se esse for o caso, o transformador irá reduzir essa tensão para uma tensão cerca de 13 vezes mais baixa... ok, mas um raio tem um potencial enorme e mesmo dividindo por 13 continua a ser perigoso. Mas, aplicando essa tensão a um transformador que não está preparado para ela, o mais certo era haver rotura do transformador. Fazendo com que não chegasse tensão ao telemovel (O telemovel quase de certeza que iria ficar todo parido). Logo tornar-se-ia dificil a pessoa ser electrocutada!
Depois todas as suposições que fiz tem em conta que não existiam dispositivos de protecção da rede em casa, tais como disjuntores, fusiveis, diferenciais, etc...
Mas como isso existe em 99,9% dos casos, o mais certo seria que ao aparecer uma sobrecarga de tensão na linha, um disjuntor disparasse e o carregador de telemovel deixasse de receber tensão e logo sendo impossivel para uma pessoa ser electrizada.
Depois há outros factores a ter em conta, não sei na terra deste senhor de que são feitos os telemoveis, mas na minha são feitos de materiais isolantes, logo não transmitem corrente eléctrica através deles. E como o corpo seco tem uma resistência superior a muitos kOhm, implicando assim que a tensão vinda dum carregador dum telemovel não provocasse uma corrente letal ao Sr. António.
Portanto, para isto ser verdade... a unica maneira possivel que me ocorre era que a nossa vitima seja um daqueles faz-tudo que não percebe puto do que faz e tenha projectado a rede de distribuição eléctrica de casa dele poupando a disjuntores/fusiveis/diferenciais ou sobredimensionando-os a uma escala industrial e tenha atendido o telemovel (enquanto carregava) no meio de um duche...
Mas aí a culpa era do ignorante Toni e não dos telemoveis que são culpados de muita coisa, menos de electrocussão!
Se assim não fosse, acredito que muita gente estivesse na banheira a secar o cabelo enquanto vai lavando as partes baixas... ;)
Acabei de receber o mail seguinte e depois escrevi a resposta que aqui também publico...
"MUITO PERIGOSO
TENHA CUIDADO, ISTO É MUITO PERIGOSO.
No passado dia 16 de Setembro deu entrada no Serviço de Urgência do Hospital de S. José um jovem de 23 anos de nome António Ferreira Moita.
Motivo: Choque eléctrico grave por ter atendido o seu Telemóvel enquanto o mesmo estava a carregar! Acabaria por morrer!
Por favor, não atenda umtelemóvel quando estiver a carregar a bateria do mesmo.
Há alguns dias, a pessoa atrás identificada estava a carregar abateria do seu telemóvel em casa, quando o mesmo tocou e ele atendeu a chamada, com o aparelho ligado à corrente. Após alguns segundos ocorreu uma descarga eléctrica através do telemóvel e o jovem foi fortemente projectado para o chão. Os seus pais apressaram-se a ajudá-lo e encontraram-no inconsciente, com batimentos cardíacos enfraquecidos e queimaduras nos dedos. Foi levado de urgência para o hospital de S. José mas foi pronunciado morto à chegada.
O telemóvel é uma invenção moderna e muito prestável. No entanto devemos ter cuidado, pois pode-se tornar num objecto mortífero.
Nunca use o telemóvel enquanto estiver ligado à corrente..
Envie esta mensagem às pessoas de quem gosta."
E como isto não passa duma treta, cá vai uma resposta decente com alguns factos da vida...
Antes de mais, este mail devia ter uma explicação cientifica para o sucedido...
Já que isto me parece imensamente surreal e muito dificil de acontecer porque:
O telemovel quando está em carregamento recebe uma tensão diminuta e uma corrente engraçada para a resistência que o telemovel apresenta (tu tens uma resistência um pedaço mais elevada), mas que em contacto com um ser humano não causa danos, podes experimentar em casa ligando o carregador de telemovel e liga-lo a ti mesmo... Vais ver que nem o tipico formigueiro de quando metes os dedos na tomada sentes.
Existe no entanto a possibilidade de haver a queda de um raio numa das linhas que alimenta a casa dessa pessoa e surgir um pico brutal de tensão na tomada onde o transformador está ligado...
Mas se esse for o caso, o transformador irá reduzir essa tensão para uma tensão cerca de 13 vezes mais baixa... ok, mas um raio tem um potencial enorme e mesmo dividindo por 13 continua a ser perigoso. Mas, aplicando essa tensão a um transformador que não está preparado para ela, o mais certo era haver rotura do transformador. Fazendo com que não chegasse tensão ao telemovel (O telemovel quase de certeza que iria ficar todo parido). Logo tornar-se-ia dificil a pessoa ser electrocutada!
Depois todas as suposições que fiz tem em conta que não existiam dispositivos de protecção da rede em casa, tais como disjuntores, fusiveis, diferenciais, etc...
Mas como isso existe em 99,9% dos casos, o mais certo seria que ao aparecer uma sobrecarga de tensão na linha, um disjuntor disparasse e o carregador de telemovel deixasse de receber tensão e logo sendo impossivel para uma pessoa ser electrizada.
Depois há outros factores a ter em conta, não sei na terra deste senhor de que são feitos os telemoveis, mas na minha são feitos de materiais isolantes, logo não transmitem corrente eléctrica através deles. E como o corpo seco tem uma resistência superior a muitos kOhm, implicando assim que a tensão vinda dum carregador dum telemovel não provocasse uma corrente letal ao Sr. António.
Portanto, para isto ser verdade... a unica maneira possivel que me ocorre era que a nossa vitima seja um daqueles faz-tudo que não percebe puto do que faz e tenha projectado a rede de distribuição eléctrica de casa dele poupando a disjuntores/fusiveis/diferenciais ou sobredimensionando-os a uma escala industrial e tenha atendido o telemovel (enquanto carregava) no meio de um duche...
Mas aí a culpa era do ignorante Toni e não dos telemoveis que são culpados de muita coisa, menos de electrocussão!
Se assim não fosse, acredito que muita gente estivesse na banheira a secar o cabelo enquanto vai lavando as partes baixas... ;)
domingo, outubro 15, 2006
Oh Porto, onde te escondes?
Onde estás?
Porto da minha infância.
Onde estão os jardins onde sonhei, ri e aprendi?
As pombas que da minha mão comiam.
Os amores de juventude
que em ti vivi.
Fugiste de mim
Deixando um deserto de pedra em teu lugar,
E um choro de dor em meu coração,
De perda por tudo o que lá vivi.
Onde estás?
Porto da minha infância.
Onde estão os jardins onde sonhei, ri e aprendi?
As pombas que da minha mão comiam.
Os amores de juventude
que em ti vivi.
Fugiste de mim
Deixando um deserto de pedra em teu lugar,
E um choro de dor em meu coração,
De perda por tudo o que lá vivi.
Que se passa com a minha cidade?
Serei eu um velho do Restelo?
Lembro-me das tardes passada nos Jardins da Avenida dos Aliados, ora criança acompanhada dos pais a dar milho aos pombos que por lá "viviam", ora jovem à "caça" de miúdas ou estudante a praxar ou ser praxado.
Lembro-me da verdura da relva quer fosse Inverno ou Verão e do assombro que sentia ao ver o amor com que os jardins eram tratados.
Fazia sentido. Pura e simplesmente fazia sentido!
Não é preciso ser muito viajado, inteligente, ou criativo para perceber que um jardim grandioso enaltece o edificio que o precede, como é o caso dos jardins da Avenida e a nossa câmara municipal, e no entanto...
Hoje dói-me o coração. Evito passar lá. Tento a todo o custo ignorar a realidade que um dos sitios mais amados do meu Porto, do teu e de todos os outros, morreu! Foi morto sem dó nem piedade, deixando o seu cargo a um deserto granitico.
E agora pergunto o que será do Bolhão?
O que será feito das peixeiras que apregoam o seu peixe fresquinho?
Do arco iris de fruta e verduras patente nas bancas de legumes?
Dos cheiros intensos na zona das especiarias e queijos?
E o delirio de cores e odores nas vendedoras de flores?
Serão esterelizadas e transformadas em FNAC's, Mango's, McDonald's, Continentes, Jumbos, Coronel Tapioca, Tribos, etc?
Não haverá respeito pelo que existe? pela história dos edificios e das zonas.
Basta olhar para o estraterrestre aterrado na Rotunda da Boavista para perceber a falta de respeito que existe pela história da Boavista.
E agora no Bolhão... O ultimo símbolo histórico da cidade que ainda cumpre as funções para a qual foi projectado.
Acham vergonhoso ter um mercado assim?
Posso dar exemplos de cidades mais conhecidas, menos conhecidas, tão importantes ou menos importantes que o Porto e todas elas tem o seu mercado tipico, tal qual o Bolhão...
Seja Praga, Viena, Riga, Munique, Paris todas tem o seu Bolhão... todas tem a sua identidade...
Menos nós, que caminhamos para o deserto...
Serei eu um velho do Restelo?
Lembro-me das tardes passada nos Jardins da Avenida dos Aliados, ora criança acompanhada dos pais a dar milho aos pombos que por lá "viviam", ora jovem à "caça" de miúdas ou estudante a praxar ou ser praxado.
Lembro-me da verdura da relva quer fosse Inverno ou Verão e do assombro que sentia ao ver o amor com que os jardins eram tratados.
Fazia sentido. Pura e simplesmente fazia sentido!
Não é preciso ser muito viajado, inteligente, ou criativo para perceber que um jardim grandioso enaltece o edificio que o precede, como é o caso dos jardins da Avenida e a nossa câmara municipal, e no entanto...
Hoje dói-me o coração. Evito passar lá. Tento a todo o custo ignorar a realidade que um dos sitios mais amados do meu Porto, do teu e de todos os outros, morreu! Foi morto sem dó nem piedade, deixando o seu cargo a um deserto granitico.
E agora pergunto o que será do Bolhão?
O que será feito das peixeiras que apregoam o seu peixe fresquinho?
Do arco iris de fruta e verduras patente nas bancas de legumes?
Dos cheiros intensos na zona das especiarias e queijos?
E o delirio de cores e odores nas vendedoras de flores?
Serão esterelizadas e transformadas em FNAC's, Mango's, McDonald's, Continentes, Jumbos, Coronel Tapioca, Tribos, etc?
Não haverá respeito pelo que existe? pela história dos edificios e das zonas.
Basta olhar para o estraterrestre aterrado na Rotunda da Boavista para perceber a falta de respeito que existe pela história da Boavista.
E agora no Bolhão... O ultimo símbolo histórico da cidade que ainda cumpre as funções para a qual foi projectado.
Acham vergonhoso ter um mercado assim?
Posso dar exemplos de cidades mais conhecidas, menos conhecidas, tão importantes ou menos importantes que o Porto e todas elas tem o seu mercado tipico, tal qual o Bolhão...
Seja Praga, Viena, Riga, Munique, Paris todas tem o seu Bolhão... todas tem a sua identidade...
Menos nós, que caminhamos para o deserto...
quarta-feira, outubro 04, 2006
Leituras, leituras
Ora ora... cá estou eu a sacudir a ressaca de 3 horas de sono com mais umas tretas sem sentido.
Bem, há dias estava eu a "falar" com mais malta e qual não é o meu espanto ficamos a falar sobre leituras...
Descansem tarados leitores, não vou falar de livros grandes e secantes nem de gostos literários, mas do sitio onde cada um já leu.
Aquilo era no metro, na estação do metro, no carro, no autocarro e pela primeira vez ouvi um relato duma mulher que lê na casa de banho.
Senti logo uma espécie de rejubilo e ao mesmo tempo uma sensação de nós é que sabemos. Sim, porque essa modalidade foi inventada pelos homens.
Ainda hoje me lembro de ver o meu pai todo orgulhoso a pegar na TVguia e a dirigir-se para a mitica sala de "despejo" e soltar entre um tipico plop seguido da libertação de um gas aprisionado numa bolsa intestinal, uma sonora gargalhada com a descrição da telenovela para essa semana.
Recordo também a primeira vez que levei algo para me entreter na retrete... Não, não foi uma revista pornográfica! Foi uma banda desenhada da Disney... o problema foi um erro de cálculo da minha parte que me obrigou a ficar por lá cerca de uma hora até acabar o raio da banda desenhada. Devia ter optado por uma mais pequenita... talvez do Tio Patinhas ou do Donald... mas aquela merda, passo a expressão, tinha prai umas 10 histórias com 3 mistérios para o mickey descortinar... Diga-se que era uma coisa grande. E eu quando saí de lá já trazia a marca do assento nas pernas... mas ta-se! Sobrevivi!
Lembra-me de outra modalidade que experimentei, que foi fazer os T.P.C na sanita... diga-se que dá jeito para não quebrar a linha de raciocinio. Um gajo tá ali, sente as bordas a apertar e vai soltar um alienigena castanho enquanto vai resolvendo equações trigonométricas ou desenvolve uma critica a um texto do Fernando Pessoa... Descobri no entanto que há empecilhos nesta táctica. Primeiro, não temos base para pousar o caderno. Eu sei que dá para desenrascar, mas não dá para resolver exercicios, digamos de controlo digital ou algo do género. Depois há a dificuldade logistica da maquina de calcular. Onde metê-la? Não, esse sitio não dá! Tá ocupado a expelir alienigenas!
Daí que tenha abandonado a táctica até que na faculdade a retomei em parte... basicamente ia para lá pensar nos meus problemas de projecto e muitas vezes o resultado foi bom! Tão bom, que o meu companheiro de projecto experimentou e ainda hoje quando tem um problema, lá vai com caderno de notas e caneta para a sala de pensar.
Diga-se que para além de algumas boas ideias, ele teve fenomenais ideias de merda!! Ok, algumas podem ser consideradas de peido!
E imagino todos os tipos de profissionais a exercer a sua profissão na casinha da liberdade...
Imagino um músico a coordenar o som dos gases com o tipico som Tchuubummm da alheira a atingir a superficie da água.
Imagino um contabilista a descontar o IRS os serviços de libertação intestinal a que se está a prestar.
Um fisico a estudar a influência da forma do corpo na queda livre do objecto (o mitico b que o Li Jian Meng tentou explicar sem êxito).
Um biólogo marino a imaginar as utilidades dos seus detritos para a salvação das focas em extinção.
Enfim, uma infinidade de coisas que não me lembro ou que me lembrei mas achei demasiado porcas para cá as meter!! :|
Abraços e beijinhos a todos, e não se preocupem que eu lavei as mãos quando saí da casa de banho!!!
Ora ora... cá estou eu a sacudir a ressaca de 3 horas de sono com mais umas tretas sem sentido.
Bem, há dias estava eu a "falar" com mais malta e qual não é o meu espanto ficamos a falar sobre leituras...
Descansem tarados leitores, não vou falar de livros grandes e secantes nem de gostos literários, mas do sitio onde cada um já leu.
Aquilo era no metro, na estação do metro, no carro, no autocarro e pela primeira vez ouvi um relato duma mulher que lê na casa de banho.
Senti logo uma espécie de rejubilo e ao mesmo tempo uma sensação de nós é que sabemos. Sim, porque essa modalidade foi inventada pelos homens.
Ainda hoje me lembro de ver o meu pai todo orgulhoso a pegar na TVguia e a dirigir-se para a mitica sala de "despejo" e soltar entre um tipico plop seguido da libertação de um gas aprisionado numa bolsa intestinal, uma sonora gargalhada com a descrição da telenovela para essa semana.
Recordo também a primeira vez que levei algo para me entreter na retrete... Não, não foi uma revista pornográfica! Foi uma banda desenhada da Disney... o problema foi um erro de cálculo da minha parte que me obrigou a ficar por lá cerca de uma hora até acabar o raio da banda desenhada. Devia ter optado por uma mais pequenita... talvez do Tio Patinhas ou do Donald... mas aquela merda, passo a expressão, tinha prai umas 10 histórias com 3 mistérios para o mickey descortinar... Diga-se que era uma coisa grande. E eu quando saí de lá já trazia a marca do assento nas pernas... mas ta-se! Sobrevivi!
Lembra-me de outra modalidade que experimentei, que foi fazer os T.P.C na sanita... diga-se que dá jeito para não quebrar a linha de raciocinio. Um gajo tá ali, sente as bordas a apertar e vai soltar um alienigena castanho enquanto vai resolvendo equações trigonométricas ou desenvolve uma critica a um texto do Fernando Pessoa... Descobri no entanto que há empecilhos nesta táctica. Primeiro, não temos base para pousar o caderno. Eu sei que dá para desenrascar, mas não dá para resolver exercicios, digamos de controlo digital ou algo do género. Depois há a dificuldade logistica da maquina de calcular. Onde metê-la? Não, esse sitio não dá! Tá ocupado a expelir alienigenas!
Daí que tenha abandonado a táctica até que na faculdade a retomei em parte... basicamente ia para lá pensar nos meus problemas de projecto e muitas vezes o resultado foi bom! Tão bom, que o meu companheiro de projecto experimentou e ainda hoje quando tem um problema, lá vai com caderno de notas e caneta para a sala de pensar.
Diga-se que para além de algumas boas ideias, ele teve fenomenais ideias de merda!! Ok, algumas podem ser consideradas de peido!
E imagino todos os tipos de profissionais a exercer a sua profissão na casinha da liberdade...
Imagino um músico a coordenar o som dos gases com o tipico som Tchuubummm da alheira a atingir a superficie da água.
Imagino um contabilista a descontar o IRS os serviços de libertação intestinal a que se está a prestar.
Um fisico a estudar a influência da forma do corpo na queda livre do objecto (o mitico b que o Li Jian Meng tentou explicar sem êxito).
Um biólogo marino a imaginar as utilidades dos seus detritos para a salvação das focas em extinção.
Enfim, uma infinidade de coisas que não me lembro ou que me lembrei mas achei demasiado porcas para cá as meter!! :|
Abraços e beijinhos a todos, e não se preocupem que eu lavei as mãos quando saí da casa de banho!!!
segunda-feira, agosto 21, 2006
Este não tem piadas... só dúvidas
Olá...
Cá estou eu a escrever. Não que me agrade muito martelar num teclado, mas ao menos este é suave... e como estou calmo (Fodido sem vapor é a expressão correcta) escrevo calmamente.
Aviso desde já que não vou escrever nada que faça rir... nada como aquele texto do Papa... ou aquele inicial sobre os cantores pimbas. Esse é que tava mesmo bem escrito!
Não, também não vou falar do Vitor Baía e Ricardo.
Vou sim falar de algo que me deixa perplexo! Boquiaberto e completamente confuso!
Sim, vou falar de trabalho. Certamente quase todos trabalhamos, e se não for esse o caso, acredito que a maioria tem ou teve pais. Acredito piamente que não compreendessemos atitudes dos nossos pais na idade em que foram tomadas, mas tempos mais tarde essas razões tornaram-se para além de óbvias, agradecidas por nós que agora percebemos os sarilhos de que nos livraram.
Também grande parte de nós trabalha e quase de certeza que tem superiores a quem responder... E se quando eramos crianças, a nossa experiência de vida não nos permitia ver os perigos que se escondiam, com alguns anos de vida e experiência num emprego isso torna-se dificil de acontecer.
E é isto que me deixa perturbado...
É não compreender as atitudes do meu chefe.
Não perceber porque é que ele tem de mandar em tudo.
Não perceber porque é que a opinião dele que nunca executou um determinado serviço, nem nunca o irá executar será melhor que a opinião da pessoa que trabalha naquele sitio a fazer a mesma coisa há tantos anos quantos ele pratica o emprego dele.
Não perceber porque é que as minha opiniões (e nem sequer falo das discutíveis) óbvias para toda a gente que percebe do nosso ramo ou completamente leigos são erradas e as dele correctas (pelo menos até perceber que fez uma completa figura de estúpido).
Não perceber porque me deixa de fora das decisões dele quando o meu trabalho também está dependente dessas decisões.
Não perceber porque é que ignora a opinião de quem está a realizar um trabalho e que tem à partida mais informação que ele.
Não perceber porque é que para além de ignorar a opinião, faz-se de despercebido e não admite a minha triste e dura realidade que as coisas vão ser feitas da maneira dele porque é a maneira dele.
Não perceber porque é que toma todas estas atitudes quando está em causa a saúde de várias pessoas e a realização em menos tempo de determinadas tarefas.
Gostava de saber... Será medo? Como é que alguém que conta com a minha idade de experiência num determinado cargo tem medo de um mísero engenheiro que aterrou num cargo que abarca imensas áreas nas quais não teve formação de base? Será educação? Ou falta dela...
Adorava perceber... pelo menos perceber como levar o meu trabalho avante só com preocupações como quais os tipos de óleo que existem? ou quais os tipos de rolamento a utilizar naquele volante?
Alguém tem ideias?
Olá...
Cá estou eu a escrever. Não que me agrade muito martelar num teclado, mas ao menos este é suave... e como estou calmo (Fodido sem vapor é a expressão correcta) escrevo calmamente.
Aviso desde já que não vou escrever nada que faça rir... nada como aquele texto do Papa... ou aquele inicial sobre os cantores pimbas. Esse é que tava mesmo bem escrito!
Não, também não vou falar do Vitor Baía e Ricardo.
Vou sim falar de algo que me deixa perplexo! Boquiaberto e completamente confuso!
Sim, vou falar de trabalho. Certamente quase todos trabalhamos, e se não for esse o caso, acredito que a maioria tem ou teve pais. Acredito piamente que não compreendessemos atitudes dos nossos pais na idade em que foram tomadas, mas tempos mais tarde essas razões tornaram-se para além de óbvias, agradecidas por nós que agora percebemos os sarilhos de que nos livraram.
Também grande parte de nós trabalha e quase de certeza que tem superiores a quem responder... E se quando eramos crianças, a nossa experiência de vida não nos permitia ver os perigos que se escondiam, com alguns anos de vida e experiência num emprego isso torna-se dificil de acontecer.
E é isto que me deixa perturbado...
É não compreender as atitudes do meu chefe.
Não perceber porque é que ele tem de mandar em tudo.
Não perceber porque é que a opinião dele que nunca executou um determinado serviço, nem nunca o irá executar será melhor que a opinião da pessoa que trabalha naquele sitio a fazer a mesma coisa há tantos anos quantos ele pratica o emprego dele.
Não perceber porque é que as minha opiniões (e nem sequer falo das discutíveis) óbvias para toda a gente que percebe do nosso ramo ou completamente leigos são erradas e as dele correctas (pelo menos até perceber que fez uma completa figura de estúpido).
Não perceber porque me deixa de fora das decisões dele quando o meu trabalho também está dependente dessas decisões.
Não perceber porque é que ignora a opinião de quem está a realizar um trabalho e que tem à partida mais informação que ele.
Não perceber porque é que para além de ignorar a opinião, faz-se de despercebido e não admite a minha triste e dura realidade que as coisas vão ser feitas da maneira dele porque é a maneira dele.
Não perceber porque é que toma todas estas atitudes quando está em causa a saúde de várias pessoas e a realização em menos tempo de determinadas tarefas.
Gostava de saber... Será medo? Como é que alguém que conta com a minha idade de experiência num determinado cargo tem medo de um mísero engenheiro que aterrou num cargo que abarca imensas áreas nas quais não teve formação de base? Será educação? Ou falta dela...
Adorava perceber... pelo menos perceber como levar o meu trabalho avante só com preocupações como quais os tipos de óleo que existem? ou quais os tipos de rolamento a utilizar naquele volante?
Alguém tem ideias?
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