sábado, fevereiro 26, 2011

Portugal Chronicles (ou a morte da Lingua Portuguesa...)

Olá amigos.

É com um certo pesar no coração que vejo a lingua Portuguesa morrer. Há quem diga que se está a transformar, mas a verdade é que está a definhar. Hoje em dia, poucas pessoas sabem Português correcto. Não me vou vangloriar de saber Português correcta e perfeitamente porque, e com alguma vergonha admito, não me lembra assim de cabeça conjugar alguns verbos e ainda faço uns quantos erros na acentuação. Mas o que é facto é que a nossa lingua continua a morrer.

Um dos factores que impulsionou a sua morte foram as comunicações digitais... antigamente, escrevia-se com caneta, e também se abreviava imenso, mas sem nunca chegar ao exagero que se vê actualmente. Talvez pelo facto de escrever algo em papel seja um acto um tanto ou quanto informal, as pessoas tentavam sempre respeitar a maneira correcta de dizer as coisas. Com a revolução digital, muito é escrito à pressa e poupar umas batidas de tecla, além de ser financeiramente produtivo porque adiámos a substituição do teclado, é eficiente em termos de tempo. No entanto, trocar s por x não resulta em nada a não ser a demonstração pessoal de ignorância. Trocar um "qu" por "k" é parecido... mas sempre se dá um descanso ao u e torna-se o q algo perfeitamente dispensável como a tecla de Scroll Lock.

No entanto, o maior contribuidor para a morte da Lingua Portuguesa são os sucessivos acordos ortográficos que Portugal assina e que só servem para atrapalhar, iliterar, estupidificar e matar a Lingua Portuguesa.
Estão espantados com o iliterar? É um facto... se um Português aprendeu a escrever/ler nos anos 70 ou 80 e saiu de Portugal, o mais certo quando chegar aqui é ser considerado iliterado por não escrever Português correcto.

O que me chateia aqui é que estamos a assassinar a nossa língua materna sem um propósito. O único que se vê e que serve de desculpa para isto é o de aproximar o nosso Português ao Português do Brasil. Mas... melhora a comunicação entre os dois povos? Não, claro que não. Acção ou ação é compreendido da mesma maneira dos dois lados do Atlântico. No entanto, a primeira forma está num Português que oficialmente já foi do país onde vivemos, a segunda pertence, segundo a minha opinião, ao dialecto Brasileiro.

É isto que eu não percebo. E não quero parecer colonialista ao dizer isto, mas fomos nós que inventámos a língua. Se outros povos a adaptaram de maneira diferente, muito bem para eles, mas nós temos a nossa língua que é também parte da nossa identidade.

Serão os Brasileiros mais que algumas regiões de Portugal com dialectos distintos? Não me parece... no entanto, a cada acordo ortográfico (que a meu ver é mais uma inutilidade para desviar umas massas e férias no Brasil à custa do Governo) Portugal cede mais um pouco na nossa Língua e aos poucos o dialecto Brasileiro vai-se tornando o Português reconhecido.

É assim tão mau aceitar a diferença entre os povos? Ainda antes destes acordos, nós comunicávamos entre nós. Ainda o fazemos, mesmo entre pessoas, como eu, que não reconhecem legitimidade nestes acordos então para quê assassinar a nossa língua? Porque não aceitar que eles a desenvolveram de maneira diferente que nós em vez de tentarmos copiá-los?

Para verem o ridículo que isto é, tomem o exemplo da Noruega que adoptou duas línguas oficiais que mais não são um dialecto da outra. Porque é que haveremos de ser nós a mudar a nossa língua?
Alguém me sabe dizer?

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Portugal Chronicles (ou o que penso acerca daquela música dos Deolinda...) 

Antes de mais, devo dizer que isto não é de todo um ataque aos Deolinda nem à sua música, da qual sou fã.
É sim uma critica a toda esta malta que está a fazer da música "Parva que sou" um hino à revolução sem perceber que o problema é muito mais complexo do que eles imaginam.

Mas vejamos, antes de mais, um video da música:



E vamos então à critica. Eu concordo que a música mostra uma realidade nacional. Que existe muito mais gente do que devia a recibos verdes, que existe imensa gente com cursos superiores no desemprego, que imensos jovens vivem com os pais até muito tarde na vida... mas dizer que alguém é parvo por estudar é um exagero.

E exagero porquê?

Porque, e isto eu assisti (e infelizmente assisto), hoje toda a gente tem a mania que para ser alguém tem de ter um curso superior. É a realidade! Os jovens preferem tirar um curso que sabem à partida não ter saída do que, Deus os livre, trabalharem num supermercado, tirarem um curso técnico-profissional, ou darem uma de empreendedores e criarem o seu próprio emprego. E esta é a realidade. Dos milhentos licenciados inscritos nos centros de emprego, quantos têm um curso que, no dia em que entraram na faculdade, tinha ainda saída?

É que, caso não tenham percebido, num país onde a natalidade vai caindo de dia para dia, cada vez serão necessários menos professores. E não falemos dos (re)cursos como História, Ciências da Comunicação, Filosofia, Sociologia, Arte... a lista é extensa.

Meus amigos, o país não precisa da quantidade absurda de licenciados em certas áreas que temos... E o Governo, ou as Universidades privadas, quando vos deixam estudar lá não vos garantem que vão ter um super emprego a ganhar 6000€ por mês com carro e despesas pagas. Eles estão lá para ganhar dinheiro... mais nada.

O que é triste é ver esta geração a queixar-se e a quererem manifestar-se (curiosamente, existe outra música dos Deolinda sobre esse fenómeno tipicamente Português do "Vão indo que eu vou lá ter". Aqui ) por motivos, a meu ver, absurdos. Não existem empregos para todos os licenciados. E não é a queixarem-se que vão chegar a algum lado, porque o Governo não vai criar mais umas 40 estações de TV para os licenciados em Comunicação Social ou Ciências Políticas terem onde trabalhar como apresentadores e comentadores.

Outro verso que também demonstra muito do espirito Português é aquele verso do "Para ser escravo é preciso estudar". Existe sempre a opção de trabalhar por conta própria. Criar o seu próprio negócio... se somos tão inteligentes, podemos certamente começar um negócio na net com poucos fundos. No entanto, as pessoas preferem a segurança de ter um emprego, do que aventurarem-se. E nessa perspectiva, todos somos escravos. Mesmo o Herman José que para ganhar o seu salário milionário tinha de entrevistar quem não queria e fazer programas de imenso mau gosto.

Querem alterar isto? Mudem de mentalidade... quem vos atende no restaurante, ou na loja do telemóvel, ou o picheleiro, ou o electricista, todos eles são humanos como vocês. São tão ou mais necessários que vocês. O médico salva vidas, porque o electricista instalou os focos de luz, o trolha construiu o hospital e as empregadas de limpeza desinfectaram a sala.  Logo, se deixarem de olhar para as pessoas sem educação universitária como menores que vocês, certamente que um dia (infelizmente não na vossa geração) as pessoas poderão fazer aquilo que desejam e serem recompensadas por isso em vez de se sentirem obrigadas a ir para a Faculdade tirar um curso que não tenha matemática (porque não gostam) para serem alguém.

Isto é um passo, o outro é perceber que as Universidades (privadas ou públicas) são um negócio e nada mais. Se querem estudar algo, façam-no. Mas não assumam que vai ser isso que vos vai assegurar um emprego. Não é! Mas felizmente podemos lutar pelos nossos sonhos e devemos fazê-lo, mas tendo sempre em atenção o que se passa à nossa volta.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Portugal Chronicles (ou a minha primeira incursão a um WC feminino...) 

Olá minha gente.
Eu digo desde já que, por várias vezes, utilizei balneários femininos. Quando jogava polo aquático, era bastante normal utilizar balneários femininos em diversas piscinas. Assim de repente lembro-me de usar os balneários femininos de Gondomar (que cheirinho...), Penafiel, Algés...

E embora tenha havido um ou outro incidente, regra geral, era pacífico. Até porque estava planeado...

No entanto, ontem, estava eu no terminal do Aeroporto do Porto (dar um nome de alguém que morreu num acidente de avião a um aeroporto é uma homenagem?) quando me deu uma vontadinha de ir soltar umas águas...

Vai daí, dirijo-me aos WCs e entro por lá dentro. Sim, eu sei que o facto da casa de banho não ter urinóis deveria bastar para eu perceber que estava no sítio errado... mas já vi tantas configurações de casas de banho... e numa delas, realmente não havia urinóis e era masculina. E pronto, lá pensei que a tal casa de banho era no Porto.

Entro numa salinha de sanita (gostam do nome?) e já que lá estava... aproveitei para esvaziar tudo. Eis que estava ali sentado e olho para um caixote que dizia algo como: "Abra a portinha, deite o penso e volte a fechar".

E, por incrível que pareça, o primeiro pensamento que me veio à cabeça foi: "Olha... isto virou enfermaria, foi?".
E mal acabo de pensar isto, ouço alguém a entrar pela casa de banho dentro e foi quando a realidade se me acertou. Eu estou no WC feminino, e pior, está alguém cá dentro!!!!

Lá fiquei, caladinho... e eis que ouço uma espécie de som de alguém que está verdadeiramente enojada (sim, eu estava a fazer um cócó, né?)... fecha a porta, ouve-se uns barulhos, depois ouve-se um barulho como se uma comporta duma barragem tivesse sido aberta... e eu só pensava: "Como carai*** vou sair daqui sem passar vergonha?"

Felizmente que mal a mulher saiu, ninguém entrou e eu saí logo a correr para ir lavar as mãos ao WC dos gajos.

Por muito traumática que a experiência tenha sido, foi também interessante conseguir auscultar um espécimen feminino numa incursão sanitária. Ora, eu compilei os dados recolhidos numas percentagens que vou partilhar aqui em baixo:

10% - mijinha propriamente dita.
5% - entrar e sair do WC
15% - arranjar a roupa depois da mijinha.
2% - lavar as mãos (ou passar as mãos pelo sensor por descuido)
68% - olhar-se ao espelho

E perguntam vocês "Como sabes que ela esteve a olhar ao espelho?" Pois bem, meus caros.
Logo após fechar a porta, ouvi os sacos que ela carregava (de compras) a pousar no lavatório... silêncio... silêncio... ouve-se a água a correr (muito breve, mesmo)... e a porta da casa de banho a abrir e fechar.

Óbvio, né?

Será que esta é uma daquelas situações "To go where no man has gone before" ? Serei eu uma espécie de Capitão Kirk?

domingo, fevereiro 20, 2011

Lisbon Chronicles (ou uns pormenores que reparei por Lisboa...)

Desta vez vou falar sobre Lisboa. Não é que seja uma cidade que eu gosto. Admito que tem imensos pontos de interesse e lugares espantosos, mas pronto... eu sou nativo duma cidade cinzenta, com ruínhas e ruelas e como tal prefiro, por exemplo, Praga a Lisboa.

Mas houveram duas coisas que sobressaíram nesta semanita que passei por Lisboa que nunca tinha reparado das outras vezes que lá fui/passei.

Então vou começar pelos taxistas. Lisboa é enorme e, ao contrário de Londres, o metro não está em todo o lado. Eu sei que não me posso queixar porque no Porto ainda é pior, mas é um facto que Lisboa é relativamente pequena e andar de táxi é uma possiblidade barata dependendo da hora do dia em que pretendemos viajar.
Os taxistas são todos imensamente prestáveis, exemplo disso é perguntarem qual é o caminho que pretendemos seguir e as conversas bem mais abrangentes que podemos ter com eles. Em Londres, conversar com o taxista é desconfortável. Aquele vidro e o tamanho do táxi fazem com que isso seja muito impessoal. Quase como se estivéssemos numa bilheteira qualquer, tão a ver a ideia?

Mas toda esta prestabilidade (eu invento palavras, sabiam?) torna-se absurda em vários casos... exemplo. Estão táxis numa espécie de praça de táxis com cerca de 3 a 4 hotéis a rodeá-la... eu entro num táxi saído do hotel e a segunda pergunta que o taxista faz é: "Por onde quer ir?".

Amigo, se saímos dum hotel, a probabilidade de não sermos de Lisboa é imensa... poupem-nos ao trabalho de responder a isso. Até porque, queremos sempre ir pela maneira mais rápida. Cabe-vos a vocês saber qual é essa maneira mais rápida... mesmo que estejam a transportar Lisboetas. Mas eu percebo... Lisboa é enorme e existem pessoas que julgam saber mais que vocês... mas normalmente não ficam nos hotéis da sua cidade Natal.

Depois o que soibressaiu foi a quantidade de edifícios cor-de-rosa... como eu disse, o Porto pode considerar-se cinzento. É uma cidade feita de granito e das duas uma, ou o granito é polido e pintar é um desperdício, ou o granito em "crú" fica horrível pintado. Talvez por isso me tenha chamado à atenção o número avassalador de casas pintadas de cor-de-rosa. E eu pergunto, porquê? Querem imitar o presidente da República?

Imaginem que um qualquer general nos vem visitar... não acham de certa forma encorajante a uma invasão ter a capital pintada de cor-de-rosa? Enfim... pensem nisso.

Para terminar, aproveito para dizer orgulhosamente que este e qualquer outro post do meu blog não obedece às regras do novo acordo ortográfico. Se de alguma forma estiver de acordo, peço desculpa. Todos cometemos erros. Mas mais sobre isso a seguir.

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Portugal Chronicles ( ou a minha primeira noite numa suite...)


Olá, olá.

Como sabem eu passei quase uma semana em Lisboa.
E como eram negócios oficiais, toca de marcar um quartinho para ficar. Como sou um, aparentemente, distinto membro do Priority Club (www.priorityclub.com) tive direito a um "upgrade" gratuito. eh eh

Vai daí, quando me deram o quarto e disseram que era uma suite fiquei relativamente contente. E digo relativamente porque já fiquei numa suposta suite em Singapura e a diferença era mais uma secretária no quarto.

Vai daí, quando chego ao quarto e acendo a luz fico em choque. "Onde é que está a cama???"
O choque durou pouco no entanto, lá me lembrei que era uma suite e isto seria normal. Mas que gostei do arranjamento do quarto/sala lá isso gostei. Uma salinha grandota com sofás, mesinha de café, sofá grande e mesa de TV (com TV, claro).

Muito chique, não? LOL

Beijo para a J. e para a Beverley

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Portugal Chronicles (ou como fiquei preso em Portugal... ou a palhaçada do visto Nigeriano...)

Olá povo.
Eu sei, sentem a minha falta. E como tal, decidi escrever uns quantos posts assim de seguida (apesar de serem apresentados em dias distintos).

Ora então, eu estou em Portugal. Aliás, há já uma semana que aqui estou. Primeiro em Lisboa, agora no Porto e amanhã de novo em Lisboa. E perguntam vocês: "Mas que estás aqui a fazer? Férias?".

Não, e enquanto oiço uma músiquinha instrumental para relaxar os nervos em avanço do embate de amanhã, vou contar-vos esta história.
Ora então, estou aqui à espera dum visto... para a Nigéria. Sim, Nigéria. Achei que estava na altura de perder um certo fascínio que tenho por África e visitar um país podre. Vai daí aceitei este trabalhinho e as coisas começaram a dar para o torto quando me mandaram a Lisboa para sacar o visto.

Então eu chego lá e a tipa que me atende diz-me logo que a Embaixada está fechada para passar vistos naquele dia. Ok, eu lá aceitei isto... já experimentei os horários consulares Portugueses e não são nenhum pic-nic. Então lá pedi para ela me ilucidar sobre o processo de pedir o visto, quanto iria demorar, custar e o que precisava de fazer para o obter o mais rápido possível.

A atitude dela foi do mais completo desdém. Sério... nunca me senti assim tão discriminado. Mas lá me disse para ir ao site, preencher tudo online e pagar. Pagar é que é importante. Depois, claro imprimir os comprovativos porque eles não devem saber usar computadores para verificar que eu já paguei o visto.

Pronto, apesar de me sentir injuriado, saí um pouco mais descansado por ter as informações do que era necessário no dia seguinte.

E eis que chego ao dia seguinte... e ao entregar as coisas todas é-me pedido para preencher mais uma folha. Que tem exactamente as mesmas perguntas que o formulário que tinha preenchido na net no dia anterior. E como se não bastasse... e apesar de eu já dever esperar algo assim de alguém tão baixo, diz-me que faltam documentos.
Documentos esses que ela se "esqueceu" de referir no dia anterior porque não me queria beneficiar perante todas as outras pessoas que lá foram pedir um visto... ou seja, mais ninguém.
Lá fui a correr ao hotel buscar os documentos e entreguei-lhe ao que ela pede para preencher mais uma folha a pedir que o meu curriculo e o meu diploma sejam autenticados.
Isso mesmo... Como se autentica o curriculo de alguém? Coloca-se um detective privado a procurar o rasto da pessoa descrito no curriculo?
Talvez.

E para terminar ainda diz que, tenho de esperar por uma entrevista com o diplomata Nigeriano que, a julgar pelo que me foi pedido, não sabe usar um computador e muito provavelmente também não saberá ler. Aquilo da autenticação, cá para mim é um pedido para alguém fazer um audiobook do meu curriculo e diploma. Ahh, não nos esqueçamos que à parte dos 73 dolares que paguei pela net, terei de pagar mais 40€ pela autenticação de cada um dos documentos (ou seja, 80) mais 118€ pelo visto.

E pronto... amanhã lá volto a Lisboa. E bem dentro de mim sinto que o gajo se vai armar em difícil e vai pedir mais alguma estupidez tipo uma carta da Guarda Costeira Nigeriana ou bilhetes para uma data qualquer que eu não saberei se é cedo demais ou tarde demais porque ainda não tenho um visto.

E esta, hein?

sábado, janeiro 29, 2011

Facebook Chronicles (ou como a vida é estranha...)

Olá, olá...

Eu até que gosto do facebook... não curto a maior parte das, desculpem-me a expressão, paneleirices que por lá andam, mas aquilo tem um propósito relativamente nobre que é o de aproximar as pessoas.
Tem também o efeito secundário de provocar divórcios, mas isso é um pormenor. LOL

Mas então, se há algo que realmente gosto é quando alguém com quem perdi contacto aparece no facebook. É estranho que isto não faz com que nos falemos, mas é sempre engraçado espiar o que as pessoas têm andado a fazer desde... por vezes quase uma década.

Vai daí, reparei no N. e no C. (letras possivelmente fictícias) que estudaram comigo no ISEP e que tinham uma espécie de problema com a praxe. Tolerar qualquer tipo de autoridade dos supostos doutores era algo, mesmo que na brincadeira, que os tirava do sério... e no entanto, 12 anos depois estão no exército.

Irónico, não?

quinta-feira, janeiro 27, 2011

London Chronicles (ou a ida ao circo...)

Olá povo. :)

Desculpem a minha ausência prolongada... mas estive a descansar antes de ir de férias. LOL Estou a brincar, claro.
Estive relativamente ocupado com um projectinho caseiro para espiar a minha hamster (tenho fotos novas dela no facebook) e também fui à Noruega tratar de algumas papeladas. Entre as quais, o visto para a Índia... e não, não estou a gozar.
Também me parece que lá para dia 20 ou isso vou dar um pulo à Nigéria... :| Medo, medo... LOL Deve ser um trabalhinho simples, mas como vou estar dependente de mais gente para avançar com as coisas, muito provavelmente vai dar lodo.

Mas hoje estou aqui para vos dizer que estou prestes a ir ao Circo. :) É um facto que o Circo a modos que morreu quando proibiram a presença de animais nos números, e eu discordo em parte com isso... primeiro porque não imagino o que aconteceu aos animais do Circo após a passagem dessa lei, mas não deve ter sido muito agradável para os animais. Por outro lado, o Circo perdeu parte da sua magia... mas concordo que a maioria dos circos (senão a sua totalidade), maltratava os animais e como tal é um mal necessário.

Dito isto, o Circo que vou ver hoje é um daqueles todos finórios que dão na RTP1 durante o Natal e Ano novo. Sim, é o Cirque du Soleil com o seu novo espectáculo Totem. Vamos a ver como corre, mas a julgar pelo que já vi deve ser marafabulástico. :)

Depois conto como correu.

Beijo para toda a gente que quer um beijo.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

London Chronicles (ou tenham medo... muito medo...)

Olá povo...
Estou a escrever-vos antes de me pôr a andar daqui para fora. Ainda não sei para onde irei trabalhar de seguida, mas muito provavelmente não é em Singapura. Foi bom... :D

Mas o que me traz aqui hoje é para vos mostrar algo que me deixou indignado. Como já referi noutro post atrás, li há dias a biografia do Keith Richards e achei que ele estava a exagerar um pouco ao falar de como foi tratado por causa da sua toxicodependência. Pelos vistos a polícia andava sempre em cima dele e não o deixava sequer respirar.

Pois, ontem recebi por mail uma notícia que me deixou... intimidado. Algo que me espanta em Londres é o número absurdo de helicópteros a sobrevoar a cidade. Os aviões também, mas numa cidade com 5 aeroportos na periferia, seria já de esperar. Já os helicópteros sempre me deixaram de pé atrás.
Sim, eu tenho uma certa mania da perseguicão e odeio estas cenas de se intrometerem na privacidade alheia... mas achei isto um exagero e algo saído dum romance do George Orwell.

Ora leiam a notícia (em inglês)
http://www.dailymail.co.uk/news/article-1346193/Police-raid-cannabis-factory-discover-home-guinea-pigs-Simon-Kenny.html .

Para quem não sabe inglês, eu explico... A polícia anda a passear numa nave voadora pelo país com uma câmara termográfica a ver as diferencas de temperatura... e não... eles não andam à procura de incêndios prestes a deflagrar. Eles andam à procura de tudo o resto.
Neste caso, acharam que o barraco que foram mais tarde pesquisar era uma fábrica de cannabis onde, para se conseguir criar as plantas têm de se manter uma temperatura estável e relativamente alta... quem estou a enganar, alta para os padrões britânicos. Vai daí, quando viram aquela temperatura num celeiro/barraco, acharam que era producão de droga.

Gostava de ver a cara deles quando viram um aquecedor com porquinhos da Indía lá dentro.

Não acham isto uma invasão de privacidade? Isto torna-se ainda mais estranho e insultuoso quando por todo o país pessoas desaparecem ou são mortas e a polícia não chega a lado nenhum. :|

Medo... muito medo!!!!

domingo, janeiro 09, 2011

Zimbabwe Chro... perdão, Singapore Chronicles (e como por instantes fui trilionário...)

Olá amigos. :)

Hoje tive a oportunidade de ter na minha mão triliões de dólares. Sim, isso mesmo... triliões. Custa a crer, né?
Claro que, se fossem triliões de dólares de Singapura seriam 1.000.000.000 notas já que a maior nota que têm aqui são de 10.000 dólares. Também não foram dólares dos Estados Unidos já que eles têm 100 dólares como o maior valor de notas acessível ao cidadão comum (existem valores mais elevados para transferências entre bancos) E aí o volume de notas seria algo como 100 vezes o volume da mesma quantia em Dólares de Singapura.

Então, perguntam vocês, que é que tiveste na mão?

Tive estas meninas na foto em baixo.


Isso mesmo... 10 triliões e 50 biliões de dólares... que infelizmente como moeda valem... digamos que se eu fizesse uma fotocópia a preto e branco destas notas, em termos monetários e sem contar com coleccionadores, a cópia a preto e branco valia mais que elas. Sim, isto não vale, do ponto de vista monetário o papel onde foram impressas. O que é triste para um país com a riqueza (se é que ainda tem alguma) do Zimbabwe.

No entanto, eu ainda estou a ver se arranjo umas destas para mim... nunca se sabe, daqui a uns anos quanto poderão valer.

Já agora, e como curiosidade, o meu colega diz que no Zimbabwe já nem contam as notas... é mesmo pelo volume e toca a andar. LOL

Beijo super grande cheio de saudades para a J.

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Portugal Chronicles (mas que carai*** é um bolo rei vegetariano????)

Olá povo...
Estava eu a passear pela net e eis que encontro uma receita no Sapo dum Bolo rei vegetariano. Sim... nem mais, um bolo rei vegetariano. A princípio pensei cá para os meus botões, queres ver que agora fazem bolo rei com grelos, couves, batata, tofu cristalizado,tomate e cenoura desidratada?

Mas não... comparado com a receita original do bolo rei, a única diferenca é "frutos secos biológicos", sim... porque os outros Bolos Rei não têm frutos biológicos... são derivados de petróleo.

Isto meus amigos é o que dá esta mania do biológico e do vegetarianismo... por isso, se querem vender uma ideia ou um produto não abusem dos termos porque ainda há quem pense.

Aqui fica o link para a receita: http://sabores.sapo.pt/receita/bolo-rei-vegetariano

Beijo grande para a J. e para a B. :) LOL

sábado, janeiro 01, 2011

Singapore Chronicles (ou a passagem de ano asiática...)

Olá minhas gentes e bom ano. :)

Como tinha deixado patente no post anterior, eu estou em Singapura. E como tal, a passagem foi à moda asiática. Não deixou de ser interessante, por uma vez que seja, ser dos primeiros a passar de ano. Ok... Fijienses, Neozelandeses e Australianos (alguns) passaram primeiro, mas pelo menos este ano estive ali pertinho do pódio. LOL (do que me fui lembrar)

O último jantar do ano foi de supimpa... a dada altura decidimos que dar 100 e tal euros para subir ao Sky Park do Marina Bay Sands e beber uma taça de champanhe com um canapé era um abuso e como tal fizemos a coisa mais low profile. Marcamos uma mesita num restaurante Brasileiro e toca de ir comer. A comida estava boa, mas foi a primeira vez que vi rodízio com a opção de peixe... é tão tipicamente não brasileiro que o empregado (Brasileiro) nem sabia o nome do peixe. LOL Eu estava tão estupefacto como ele. :|

Foi uma pena não ter aquelas ervas verdes tipo grelo nem, uma falha monumental, a banana frita... eu ainda fiz olhinhos de carneiro mal morto, e até era capaz de ir comprar bananas para eles fazerem, mas não. Não havia. Novidade, foi servirem ananás assado... Nunca vi, mas é bom.

Tudo corria bem, as caipirinhas estavam boas, quando o maioral diz que as bebidas são para a empresa pagar... e pronto... a coisa descambou completamente... LOL Vem vinho, vem brandy, caipirinhas e pelas 11 horas já havia uma alegria imensa aliada aos kits de festa que nos deram.

Ora vejam:


Uma coisa que me deixou contente foi o café. Era bom... apesar de não se comparar ao café do Radisson em Malta. :(

Nisto toca a meia noite e foi a loucura. Eu como mais sóbrio estava com a máquina dum colega meu a documentar o acontecimento e diverti-me que baste... creio que as fotos não saíram muito boas, leia-se desfocadas, por estar sempre a rir-me. Também não posso, meter as fotos online porque... enfim... mas vou mostrar a algumas pessoas especiais. Mas foi divertido.

Depois ficamo-nos por um bar a javardar e a rir, mas por volta da uma e tal, e para evitar ficar preso no Chijmes sem táxi, decidi vir vindo para casa porque ainda queria ligar à J. mal ela passasse de ano.

E pronto... foi a festa de passagem de ano... sobra a recordação e a possibilidade de ganhar 100 dólares durante a próxima semana quando for trabalhar (leia-se para a plataforma) com a máscara que nos deram posta. LOLOL 100 dólares já cá cantam... oh oh. LOLOL

Espero que se tenham divertido. Espero que o André recupere a 100% já na primeira semana, que a A.C. atenda o telemóvel e que o meu tio tenha a gentileza de fazer o mesmo quando eu ligar.

De resto, bom ano para todos e um mega beijo para a J.

sexta-feira, dezembro 31, 2010

O ano de 2010... 

O ano de 2010 foi... mais um. Estou a brincar... diria que foi até um dos anos mais importantes, e certamente o melhor, da minha vida. Fiz 30 anos e mudei imenso... aos poucos, é certo, mas mudei na mesma. E para melhor. :) 


Mudei-me para Londres... E foi das melhores coisas que fiz. Hoje vivo num sítio que, da primeira vez que visitei Londres, disse ser ali onde quereria morar caso lá vivesse... E isto tem que se lhe diga, tenho pensado imenso nestes "acasos" da vida e é um facto que sou um sortudo. Até hoje tenho tido todos os meus desejos realizados, para bem ou para mal, tenho-os realizados a todos (ainda tenho uns em rascunho, mas conto ter uma vida longa para os pôr em prática). Sim, por vezes não acontecem quando mais desejo, mas (e foi outra das coisas que mudou em mim) acredito que acontece quando tem de acontecer. Quando estou pronto e não quando quero. Enfim, é daquelas coisas que só com experiência, leia-se idade, se percebe. 
Também foi o ano em que passei a viver com a J.... e as coisas só têm melhorado... cada vez a amo mais... mas isto é segredo. ;)

Foi também um ano interessante em termos de trabalho, tive variedade de projectos em que tudo correu pelo melhor e acabei o ano em Singapura que não é tão bom como pensava. É giro e tal... mas pronto, a Coreia também não era má. Espero que 2011 traga algo mais interessante neste campo (Mumbai não é interessante...). Talvez um regresso à Coreia, outro tipo de trabalho? Outro emprego? Não sei... logo se vê.

Também foi um ano em que adoptámos, eu e a J., uma hamster super fofa (Beverley, Beverleyzinha para os familiares) que gosta imenso de passear em cima de mim. eh he eh. Foi um desgosto termos perdido a Mocha, mas pronto... é a vida. 

Já no que toca a viagens... Dei uma vista de olhos pelo meu calendário e... só visto. 
Preferi deixar uma imagem para perceberem melhor. 


Pois... imenso, né? Tenho a certeza que haja quem faça mais. 

E foi isto... houve muito mais durante este ano, mas não vou tar para aqui a falar nisso, até porque faz parte do foro privado. lol 

Para 2011, estou a antever algo em grande, que na altura própria meterei aqui no blog. Não garanto, mas a acontecer vai ser um momento importante para mim e um dos meus objectivos. 
Posso deixar uma pista, quero ir ver um concerto dos AC/DC. ;) 

Fiquem bem e tenham um belo 2011. :) 

quarta-feira, dezembro 29, 2010

Singapore Chronicles (ou "mas que cara*** de brinde é este?"...)

Lá estava eu num dia não propriamente agradável, apesar do tempo estar mais fresco, quando decidi ir dar uma vista de olhos por ChinaTown...
Eu gosto daquela zona como já disse e como o N. Não farta de me chatear para lhe encontrar o Nokia C2, lá decidi ir ver se o encontrava (aproveito para deixar um recado, "Não, não o encontrei").

Então entretanto, passei por uma loja muito conhecida naquela rua (Eu Tong Sen) que é a Yue Hwa. Aquilo é uma espécie de El Corte Inglés chinês e eu gosto de lá ir. Por vezes aproveito para comprar uns snackinhos chineses que sabem sempre bem quando se vê um pouco de tv.

Hoje a tipa na caixa vira-se para mim e diz que se for com o recibo ao 4º andar tenho direito a um brinde... ela bem disse flask, mas eu não sou propriamente proficiente em Chinglês e como tal lá fui ver o que seria o brinde. :)

Cheguei, carimbaram o recibo e quando fui a ver o brinde... LOLOL
Só visto... já ouvi falar de Tupperwares, meias, leve 3 pague 2, descontos, canetas BIC, brinquedos de plástico, mas...


Duas garrafas termos? Quem é que precisa de 2 garrafas termos? Em Singapura... Bom, isso provavelmente é a explicação para as darem como prenda de "Natal".

Caso estejam curiosos, o livro é a biografia do Keith Richards (que está à venda pela módica quantia de 15€) e a "Stuff" de Dezembro. LOL
Alguém precisa de uma garrafa Termos?

Aproveitem o resto do ano. ;)

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Singapore Chronicles (ou como não saber Francês pode dar sarilhos...)

Olá povo.

Antes de mais, não me estou a queixar de estar gordo enquanto como restos de rabanadas... ponto positivo.
Ponto negativo é mesmo um pormenor de teoria de controlo que ninguém se lembrou de referir na faculdade. Será que o CODAS lê o meu blog? LOL
Mas adiante.

Estava há dias no escritório... e como o projecto está prestes a "terminar", ou começar... depende da perspectiva, estamos poucos no escritório. Então no outro dia um dos meus colegas (com idade para ser meu pai...) entra lá a cantar "Voulez vous coucher avec moi", mas assim com uma vontade espantosa... :|

Eu respondi: "Desculpa lá, mas és muito másculo para mim. Eu prefiro pessoas do género feminino.".

Ele ficou todo embasbacado com cara de "Mas que cara*** estás a falar?", foi quando eu percebi que ele não sabia Francês e lá lhe fiz o favor de traduzir... LOLOL

Deviam ver a cara dele. Entretanto, não há planos para o fim do ano... tou a planear algo ali pelo Clarke Quay que dará para ver o Marina Bay Sands e não preciso de esperar horas para apanhar um táxi... ou então, vou puxar duns cordelinhos e ver se me pisgo para o último andar para ver o fogo de artifício.

Se não nos falarmos até lá, desejo-vos um feliz ano novo e façam o favor de ser felizes. Acabou de passar mais um ano nas nossas curtas vidas. ;)

sábado, dezembro 25, 2010

Singapore Chronicles (ou o meu Natal Singaporeano...)

Feliz Natal minha gente. :)

A minha noite de Natal foi fixe. Fiquei um pouco pensativo onde haveria de ir jantar... a princípio estava a pensar ir passar o Natal à igreja do homem do mar Norueguesa (com este nome, mais parece um culto... e tendo em conta o número de missões no estrangeiro, até deve ser...), mas quando me disseram que tinha de lá estar às 5 da tarde perdi logo a vontade. É que... das 5 até sabe-se lá quando é muito tempo. Logo não me pareceu que fosse valer a pena.

Vai daí, vim até casa (deixo-vos um aviso que apanhar um táxi nestas alturas é muito complicado), tomei o meu banhinho, falei com a família e toca de sair para a rua. Destino: ChinaTown ou Little India.
Pus-me a pensar e decidi-me por ChinaTown. Little India normalmente fecha super cedo e fica um pouco longe para vir a pé para casa, caso não encontre táxis. Além de que ChinaTown é o meu sítio favorito de Singapura.

Faltava depois pensar no que iria jantar... Já tinha percebido que não ia comer bacalhau (os Noruegueses não comem bacalhau no Natal), o bolo rei também era escusado, podia talvez arranjar um pastel de nata...
Vai daí, enquanto pesquisava os restaurantes de ChinaTown lá me decidi por comer uma criatura marinha. Afinal de contas, no Porto não se come perú e tinha de manter a tradição do Natal o mais semelhante possível ao que seria em casa. :)

Lá me sentei num restaurante típico de Singapura, o Olde Cuban (que também vende charutos) e pedi grelos.
Não pode faltar grelos na mesa de Natal, este ano lá tive de pagar por eles em vez de ir adquiri-los a casa do meu tio M.
Ora vejam:

 Ok... a foto está desfocada e são uns grelos esquisitos... mas também serve.

Depois pus-me a pensar o que deveria escolher para acompanhar os grelos... tem de ser uma criatura marítima, pus-me a ver na ementa e lá encontrei bacalhau... com pernas... Não me espantou e lá pedi um bacalhauzinho pequenino cozinhado na hora para mim. :)

Ora vejam a foto:


Não se nota muito bem, mas é uma espécie de bacalhau da família da lagosta.
Se soube bem? Sim... mas para ser sincero, gosto mais de caranguejo. A carne da lagosta estava um pouco esponjosa. Talvez da forma como a cozinharam...
E pronto... assim foi a minha noite de Natal.

Entretanto, hoje de manhã reparo que eles ao pequeno almoço fizeram uma espécie de rabanadas... sem canela, nem açucar ou mel... mas estamos em Singapura. Souberam bem com o cafézito da manhã. ohhh se soube. :)

De resto e para ficarem com uma ideia de como é o Natal em Singapura... é mais um dia, como outro qualquer. É feriado nacional, mas aqui respeita-se o comércio e como tal está tudo aberto. Ao contrário de Portugal que tudo está fechado e o dia 25 é sem dúvida o mais aborrecido do ano.

Também achei interessante os jornais desejarem bom Natal à população cristã de Singapura... em vez de um Feliz Natal para toda a gente. LOL

Para terminar, convém também referir que as televisões, como em Portugal, passam os tradicionais filmes... hoje já vi o Roger Rabitt, aquele da Santa Cláusula e ontem estava a dar outro tradicional de Natal juntamente com o Harry Potter. LOL
Algumas tradições de Natal são mais fortes que outras, né?

Beijinhos e abraços para toda a gente e um desejo de melhoras para o meu amigo André.

sexta-feira, dezembro 24, 2010

Singapore Chronicles (ou o meu primeiro Natal passado de Havaianas e calções...)

Pois é... desta vez não escapei.

Há três anos atrás, frustrei o plano da minha mãe enviar um Bolo Rei para a Noruega.
Há dois anos atrás, trabalhei uma quantidade absurda de horas para terminar uma plataforma a tempo de chegar a casa dia 24.
O ano passado, estava a ver que não chegava a casa com toda a neve em Frankfurt e aqueles palhaços em Moçambique...
Este ano, não me safei mesmo e o Natal calha mesmo no meio da viagem.

Ok, é um facto que não me posso queixar do tempo... apesar de ter chovido mais regularmente e ter estado "fresco" (máximo 30 graus), o tempo ainda dá para ir à praia em Sentosacaso julguem que lá vou... estejam enganados. Uma praia no maior corredor marítimo/parque de estacionamento de navios não é a minha visão de qualidade. Mas dá para estar na piscininha a curtir o calorzinho e humidade na boa.

Pontos altos da quadra Natalícia aqui vão mesmo ser:

- Poder beber uma cervejinha na consoada e realmente saber bem. Não venham com tretas... cerveja no Inverno não me convence.

- Receber a dobrar/triplicar durante os fins de semana.

- Andar de havaianas e calções no Natal.

- Não passar a semana seguinte a enfardar os restos da noite de Natal (rabanadas, bolo rei, pão de ló, queijo da serra, letria...)

- Não passar a primeira semana do ano a queixar-me que engordei no Natal.

- Ver o fogo de artifício no Marina Bay Sands... provavelmente a beber uma cervejinha que me vai saber bem porque está calor.

Portanto, Feliz Natal para todo o povo e um 2011 muita bom.

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Singapore Chronicles (ou um conselho cinematográfico...)

Olá caros leitores.

Há dias... fui ao cinema. Era Domingo e tal e porque não ir ver um filmezito todo marafabulástico chamado Tron (a nova versão).

Para quem não sabe, o Tron original foi lançado em 1982 e tinha como protagonista um dos actuais protagonistas, o Jeff Bridges, que por acaso é também o protagonista no meu filme favorito "Big Lebowski". Mas adiante...

Esta é a treila do filme original.


Foi algo de revolucionário... como podem ver. Lembrem-se que isto foi em 1982... provavelmente os gajos que fizeram o ambiente gráfico programaram-no em Assembly. LOL



Já a nova versão tem toda a tecnologia recente. Inclusivé o 3D, que devido ao horário lá tive de aceitar. Eu sou sincero... não curto o 3D. Primeiro por uma questão de estilo... é verdade... aqueles óculos dão-nos um ar de parolos.
Depois é o preço.
Em Portugal temos sempre de comprar óculos 3D... ou seja, ao fim de algum tempo temos óculos para a vizinhança toda.
Em Londres, podemos levar os óculos do filme anterior... mas claro está, que nos esquecemos sempre e compramos na mesma... e quando não nos esquecemos, ainda temos de pagar uma sobretaxa por ser 3D.
Aqui em Singapura... eles fornecem os óculos, mas creio que se paga um pouco mais por ser 3D. Nada de extraordinário, é mais barato que Londres.

E tudo isto para quê? Para dar uma sensação de espaço ao filme? Para fazer sobressair os implantes mamários duma actriz? Dispenso.

Quanto ao novo Tron, o filme vale a pena. A história está bem montada, os efeitos visuais estão muito bons e as personagens tão bem para o papel. Incluindo a doutora do Dr. House que decidiu cortar o cabelo e vestir cabedal... a dada altura aquilo mais parecia o Matrix que outra coisa. Pera lá... aquilo até que podia ser uma espécie de Matrix, mas ao contrário. :)

Aconselho-vos vivamente a irem ver o filme. Sério... Vale a pena, já pagaram a sobretaxa dos óculos ou fazer como os tolinhos londrinos que vão ver aquilo no iMax, não vale a pena. A maior parte do filme 3D é na realidade filmada em 2D e só algumas partes estão em 3D. Para terem uma ideia, a parte em que realmente se nota a terceira dimensão é logo no início quando mostram o logotipo da Disney.

Como dizia o Lauro Dérmio, "Alwais watch gud mubes, and soyon and soyon". :)

Fiquem bem.

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Portugal Chronicles (ou como por uma vez na vida uma greve deu jeito...)

Ora viva minha gente. :)

Finalmente que uma greve me calha bem em vez de, inevitavelmente, me lixar a vida. Tinha eu marcado uns voos Londres-Porto-Londres e depois deu uma vontadinha de irmos passar mais uns dias à terrinha e lá mudei os voos pagos pela empresa para terminar em Portugal e não em Londres. E lá estava eu a pensar que ia perder algum dinheiro por não fazer o voo dia 24 quando o pessoal dos aeroportos decidiu fazer greve.

Eh pá, nem sendo um dirigente sindical me safava melhor. Mesmo quando eu tinha marcado o meu voo de ia para o Porto. Vai daí, toca de ligar para a easyJet e queixar-me que eles deviam reembolsar-me e vai daí, vejam lá o meu extracto bancário (sem mostrar os milhões que lá param...)


Isto junto ao tratamento dado ao Tonecas quando ele ficou preso em Londres por causa dos controladores aéreos espanhóis torna, na minha humilde perspectiva, a easyJet como uma das melhores low-cost que por aí andam. Não quero dizer mal da RyanAir... mas é um facto que comparado com a easyJet, eles são uns labrêgos Irlandeses.

Enfim, é para aprenderem. :P

quarta-feira, dezembro 08, 2010

London Chronicles (ou a mais produtiva visita de sempre ao Tate Modern... a.k.a. Lixeira...)

Olá minhas gentes.
Como vos tinha dito antes, o meu grande amigo To_ veio passar uns dias aqui a Londres e no meio da neve, caril de frango, Museus à pala, Metro, Tower Bridge e outras coisas que tais, tive ainda tempo de lhe mostrar a lixeira municipal de Londres... ou como outras pessoas lhe chamam, o Tate Modern.

Não me levem a mal, é a minha opinião. E acho um desperdício brutal daquele espaço, que em tempos teve um objectivo tão nobre (era uma central eléctrica), e agora é um repositório da chamada arte moderna.

Ora então, eu normalmente vou lá e faço questão de levar lá os meus amigos para nos podermos rir do que lá está exposto... Mas desta vez foi melhor. Sem saber como, apanhámos um professor de arte moderna e uma comitiva de alunos a visitar o museu. E mais... eram Portugueses.
Nós ficámos todos contentes e vai de segui-los, um pouco à distância, para tentar, finalmente, perceber o que cara*** é aquilo que lá está exposto.

Então cá vai...
Comecemos por um dos meus favoritos que é do Clyfford Still... LOL


Professor (enquanto se aproximava da legenda do quadro): Cá está o azul. Este é um Jack Johnsen.
Professor (após ver a legenda do quadro): Afinal é um Clyfford Still.
Professor: Como podem ver, isto tem azul... e amarelo... Ele usou o azul porque era uma cor de que gostava muito.

Nota Pessoal: Eu também gostava muito de azul e fazia desenhos bem melhores que este na primária... Seria arte?

De seguida entrámos numa sala que tem 6 telas com 3x3 metros e nada lá representado...

Esta é a imagem da sala.


 E este é um dos painéis. E lá foi a crónica do professor:


Professor (enquanto se aproximava da legenda do quadro):  Este é um Ad Reinhardt. 
Professor (após ver a legenda do quadro): Afinal é um Gerhard Richter. 

Professor: Como podem ver pelos quadros... esta era uma altura muito desfocada da vida dele.

Nota Pessoal: Que era desfocada sei eu... resta saber o motivo de tal desfocagem. Vinho? Drogas? Vodka? Marreta nos cornos?

De seguida e com alguma estupefacção minha, paramos em frente a um quadro Português da Maria Helena Vieira da Silva.


Professor: Cá está a nossa Vieira da Silva. Isto é espacial, não é? Parece um túnel.
Aluna A (achando-se chique): Sim... certamente um túnel do Metropolitano de Londres.
Aluna B (achando-se patriótica e mais sabichona): É nada. É certamente o nosso Metropolitano de Lisboa.
Professor (a achar-se o maior daquele grupo): Não. É o Metro de Paris porque foi lá que ela viveu.

Nota Pessoal: Apesar de conseguir reparar que isto é uma espécie de túnel, não vislumbrei nenhum sinal que fosse dum metropolitano. Mas gostei da atitude do professor.

Houve mais comentários inesquecíveis do professor em questão...
No Tate Modern existem uns placards com os movimentos de arte moderna e os principais "criadores" dessa arte. Então o professor vira-se para os placards e diz:

Tão a ver? Os movimentos todos da arte moderna e os pintores. São... 50 e tal e eu sei-os a todos. Estão a ver porque é que nunca sei os vossos nomes.

Clássico... simplesmente, clássico.

Não vos vou chatear mais com isto, mas vou dizer-vos que foi uma tarde muito bem passada. Eu literalmente chorei ao ouvir os comentários dum entendido de arte moderna e fiquei ainda mais convencido do meu pensamento inicial que o Tate é um desperdício de espaço e dinheiro. Mas pronto, não é o meu dinheiro e sempre dá para umas boas gargalhadas, né?